quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Fradinho à brasileira

Qualquer dia é bom para fazer uma refeição vegetariana, mas hoje é um dia ainda melhor: celebra-se o Dia Mundial do Vegetarianismo. 

Se houver aí em casa leguminosas, cenoura, arroz e couve, tomate e pepino, há tudo o que faz falta para um delicioso jantar. 
Se também tiver farinha de milho ou de mandioca, até dá para a cereja no topo do bolo e tudo, que é como quem diz, a farofa ao lado do feijão, à boa maneira brasileira.

Nem é preciso receita, basta ir sem medo e deixar acontecer. 


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Fradinho à brasileira

500 g de feijão frade previamente demolhado durante 12h – ou feijão de conserva, já cozido 
Azeite 
6 alhos picados 
Louro 
2 cebolas picada 
1 cenoura ralada 
Sal e pimenta preta moída na hora 
Oregãos 
Polenta 
Couve coração cortada em juliana fina 
Tomate coração de boi 
Pepino 


// preparação 

Numa panela, cubra o feijão com água, junte um dente de alho esmagado, um fio de azeite e sal e cozinhe até ficar cozido (cozi na panela de pressão eléctrica). 
Retire e reserve o feijão coado e o caldo. Se optar por usar feijão de conserva já cozido, salte este passo. 

Na mesma panela, refogue em azeite uma cebola picada, depois junte três dentes de alho picados, uma folha de louro e a cenoura ralada. 
Adicione o feijão cozido e a água da cozedura, uma folha de louro, sal e pimenta e orégãos. Quando levantar fervura, tape e cozinhe em lume muito baixo (usei o modo cozedura lenta da panela elétrica) por 3h. 
Perto do fim, retire uma concha de feijão e esmague com um garfo. Coloque novamente na panela e mexa – este puré vai fazer o molho encorpar. 

Para a farofa, refogue numa frigideira uma cebola picada em azeite.
Adicione farinha de milho e deixe em lume médio por uns minutos, mexendo para não queimar, até ficar dourada. Tempere com sal e pimenta preta. 

Para a couve, aqueça numa frigideira azeite e dois alhos picados. 
Adicione a couve, tape e deixe cozinhar em lume médio até amolecer. 
Tempere com sal e pimenta preta. 
Sirva o feijão com arroz, a couve, a farofa de polenta e uma saladinha de tomate e pepino.


sexta-feira, 26 de março de 2021

Caracóis de canela e coco. Para a Páscoa

Damos por nós e estamos novamente com a Páscoa à porta. 
No ano passado fiz um folar simples de fermentação lenta que ainda hoje é falado cá em casa. Lembram-se dele aqui

Se quiserem ver outras sugestões para a Páscoa, especialmente folares e bolos lêvedos, passeiem pelos arquivos do blogue que há por cá muita coisa boa.

Este ano trago uma sugestão mais gulosa. 
Uns caracóis de canela que tanto se prestam a serem cozidos num tabuleiro retangular, como numa forma redonda ou mesmo em separado, num tabuleiro. 
Mas garanto-vos que seja qual for o formato em que os emparelhem, vão ficar fofinhos, fofinhos. 

Vamos lá a eles. 


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Caracóis de canela e coco 

Para a massa: 
½ cháv. (120 g) de bebida de soja 
½ cháv. (120 g) de leite de coco de lata 
4 c. sopa (40 g) de azeite 
2 c. sopa de açúcar 
½ cubo (11 g) de fermento de padeiro fresco ou 1 c. chá (5 g) de fermento seco 
3 cháv. (330 g) de farinha de trigo T65 
Uma pitada de sal 

Para o recheio: 
2 c. sopa de manteiga de amendoim 
2 c. sopa de leite de coco de lata 
1 c. sopa de melaço ou açúcar – opcional (não uso) 
Canela em pó q.b. p/ polvilhar 
Coco ralado em pó q.b. p/ polvilhar 

Para pincelar antes de ir ao forno: 
1 c. sopa de azeite 
1 c. sopa de bebida de soja ou leite de coco 
1 c. chá de melaço 

Para a calda: 
1 cháv. (240 g) de bebida de soja 
1 c. chá de melaço 



// preparação da massa à mão

Aqueça ligeiramente a bebida de soja, o leite de coco e o azeite e neles dissolva o fermento. 
Numa taça grande, misture a farinha com o sal e vá deitando o líquido com o fermento aos poucos, amassando até que a massa deixe de se agarrar às mãos. 
Deixe levedar tapada durante 1h30 ou até dobrar de volume. 


// preparação da massa no robot de cozinha thermomix_bimby 

Coloque no copo a bebida de soja, o leite de coco, o azeite e o fermento no copo e programe 2 min/37ºC/vel 1. 
Adicione a farinha e o sal, bata 20 seg/vel 6, e de seguida amasse 3 min/vel espiga. 
Deixe a massa levedar tapada no copo ou numa taça durante 1h30 ou até dobrar de volume. 


// preparação da massa na máquina de pão 

Colocar os ingredientes da massa na cuba e selecione o programa “Massa”. 


 ………….. 


Forre com papel vegetal um tabuleiro rectangular que possa ir ao forno. 

Coloque numa tacinha a manteiga de amendoim do recheio, o leite de coco e o melaço e aqueça ligeiramente no microondas. 
Misture bem e, caso seja necessário, junte mais leite de coco para ficar com uma consistência que permita ser pincelada. Reserve. 

Estenda a massa com o rolo numa superfície enfarinhada e forme um rectângulo de aproximadamente 40x30 cm. 
Pincele-o com o recheio reservado e polvilhe com canela e coco. 
Enrole pelo lado mais comprido do rectângulo e com uma faca corte o rolo em doze partes iguais. Disponha-as no tabuleiro distanciadas umas das outras, com a face do corte para cima e deixe levedar tapado com um pano mais 45 minutos, até os caracóis duplicarem de volume e ficarem em contacto uns com os outros. 
Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Depois da segunda levedação, pincele os caracóis com uma mistura de azeite, bebida de soja e melaço e coza no forno a 180ºC durante cerca de 30 minutos. 

Retire os caracóis do forno, aqueça bem a bebida de soja da calda com o melaço e regue-os ainda na forma. Aguarde um pouco para que seja absorvida e depois de arrefecer uns minutos antes de desenformar para uma grelha. 
Separe cuidadosamente os caracóis para servir.




quinta-feira, 4 de março de 2021

Estufado do mar

Encontrei o perfil de instagram da Sandra num daqueles “pica-aqui-pica-ali” e sigo-a desde então com atenção, não apenas pelas suas partilhas sobre alimentação, mas também pelos tantos outros assuntos que aborda de forma sempre interessante. 
Tenho explorado as publicações do seu blogue e este ensopado de sabor a mar tentou-me e lá fui experimentar. 

Seja no prato com um cereal e salada a acompanhar, seja como entradinha numas tostas ou pão torrado, é delícia que já ficou no caderno de receitas cá de casa. 
E se ficou no caderno de receita, tem que ficar aqui no No Soup também.


publicar 



Estufado do mar 

Azeite 
1 cebola grande, fatiada 
1 pimento vermelho, fatiado 
1 pimento verde (usei amarelo), fatiado 
4 a 6 dentes de alho, picadinhos 
500 g de couve lombarda, cortado em juliana bem fina (pode-se misturar tb couve roxa) 
4 tomates grandes, maduros, em pedaços 
1 cháv de grão cozido 1 folha de alga nori, esfarelada (usei 2 c. sopa) - opcional 
2 cháv de leite de coco (usei 1 lata de 400ml e completei com água) 
2 c.sopa de molho de soja/tamari ou 1 caldo de legumes 
1 punhado de cajus (aproximadamente 1/3 cháv), demolhada pelo menos 6 h 
1 cháv. de água 
1 c. chá de amido de milho 
1 c. chá de azeite de dendê - opcional 
Sal e pimenta preta moída na hora q.b. 
Coentros p/ servir 


// preparação 

Numa panela, refogue a cebola numa quantidade generosa de azeite, até ficar macia e dourada. 
Adicione os pimentos e o alho e deixe cozinhar enquanto corta a couve em juliana. 
Junte a couve, mexa bem e depois deixe cozinhar uns minutos tapado, em lume alto, mexendo de quando em quando. É importante cozinhá-la em lume alto para caramelizar ligeiramente e dourar, mas requer atenção e vá mexendo, para não queimar. 
Adicione o tomate, o grão, a alga nori, o leite de coco e o tamari. Reduza o lume e deixe cozinhar tapado até o tomate começar a desmanchar-se. 
Enquanto isso triture os cajus escorridos, a água e o amido de milho até obter uma mistura homogénea e junte ao guisado, cozinhando mais algum tempo até o molho engrossar. 
Se quiser usar o azeite de dendê, adicione junto com o creme de caju. 
Tempere com sal e pimenta preta, junte os coentros picados, desligue o lume e deixe descansar tapado durante 5 minutos antes de servir. 

Sirva acompanhado de arroz e uma salada de folhas verdes.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O que é hoje o almoço? Sete dias, sete receitas

Seja ao fim de semana, seja nalgum outro dia em que tenha mais folga com as miúdas por ter o Ricardo de folga, tento aproveitar para planear e adiantar algumas refeições para os dias seguintes. 

Passo muitos dos dias sozinha com duas crianças de dois e cinco anos por isso é a forma de me aliviar as tarefas no dia a dia e libertar mais tempo e disponibilidade mental para elas. 
Seja pelas exigências do teletrabalho, da falta de hábtito de cozinhar diariamente, da gestão de uma casa com crianças pequenas em tele-escola, seja o caos disto-tudo-ao-mesmo-tempo-agora, espero que sejam ideias que ajudem. 
 
Esta preparação requer planeamento e alguma agilidade na cozinha, mas ambas são aptidões que se vão desenvolvendo bastante com a prática e a motivação que se ganha com a constatação da sua eficácia quando usufruímos dos resultados. 
Deixei já algumas dicas neste post mais antigo, cuja leitura sugiro se o tema vos interessar. 

Aplico sempre dois truques para estas maratonas na cozinha: 

 - A rentabilização máxima do forno, que aproveito para algum bolo, pão e refeição de tabuleiro e colocando ao mesmo tempo legumes volumosos a assar que renderão nos próximos dias complementos variados (abóbora, couve flor, batata doce, beringela, chuchu, couve ramanesco...). Simplesmente lavo-os e coloco-os no tabuleiro debaixo forrado enquanto o forno trabalha, e lá permanecem depois enquanto arrefece, para aproveitar todo o calor. 
Com eles ganho opções para acompanhamentos ou integram outros pratos que depois apeteça preparar. - 

- As leguminosas, que deixo de molho idealmente durante 24h (com troca de água a meio) e cozo em quantidade. Com elas tenho base para sopas, guisados, saladas, salteados e separo sempre uma parte para congelar e usar nos dias mais apertados e sem nada à mão. 
Aliadas a um cereal como arroz, bulgur, massa, millet, trigo sarraceno, cuscuz... ou uma fatia de pão torrado, e na companhia de legumes assados, constituem uma refeição completa. E deliciosa, que nós cá em casa todos adoramos grão, feijão, lentilhas (e não se esqueçam também das favas e dos tremoços, por exemplo), nutritiva e rápida. 

Deixo então aqui algumas sugestões de receitas do blogue que vos poderão inspirar para planear as vossas próximas refeições. 



domingo, 24 de janeiro de 2021

Queques de maçã e chocolate

Estamos de volta a um confinamento total e sejamos apenas adultos por casa ou também com crianças, parece que o apetite não se cala e se passa o dia a ouvir alguém pedir comida. 

Caprichemos então nos lanches e pequenos almoços para que sejam nutritivos e saciantes. E se chamarmos as crianças para ajudar na cozinha, garantimos logo três programas: preparar, comer e limpar!
Tento aproveitar o fim de semana ou algum momento de maior disponibilidade para produzir em série e aliviar a tarefa nos próximos dias. 

A simplicidade destes queques não faz adivinhar o quanto são húmidos e fofinhos e tão boa companhia para uma chávena quente ao lanche. 

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Queques de maçã e chocolate 
(rende 12 un.)

2 maçãs reinetas 
1/2 cháv (60 g) de bebida soja 
1/2 cháv (80 g) azeite 
150 g pasta tâmaras - ou 3/4 cháv (150 g) de açúcar 
2 c. sopa cacau cru 
1,5 cháv (180 g)farinha espelta ou trigo normal 
1/2 cháv (60 g) farinha aveia ou trigo normal 
1 c. chá fermento 
1/2 c. chá bicarbonato 
1 pitada de sal /


// preparação tradicional 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Forre com papel ou unte 12 formas de queques. 

Rale grosseiramente ou corte em cubinhos 1,5 maçã reineta e reserve. 
Triture no liquidificador ou com a varinha mágica a restante meia maçã, a bebida de soja, o azeite, a pasta de tâmaras (ou açúcar) e o cacau cru. 
Envolva as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal. 
Por fim, misture a maçã reservada. 

Divida a massa pelas formas preparadas e leve ao forno a 180ºC cerca de 25-30 minutos (ao espetar um palito no centro das formas este deve sair seco). 
Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma grelha. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Forre com papel ou unte 12 formas de queques. 

Coloque 1,5 maçã no copo e corte em pedacinhos grosseiros alguns segundos, na velocidade 4. Retire e reserve. 
Coloque no copo a restante meia maçã, a bebida de soja, o azeite, a pasta de tâmaras (ou açúcar) e o cacau cru e triture 2 min/vel 6. 
Adicione as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal e envolva 5 seg, vel 3. 
Com a espátula, envolva a maçã reservada (ou, se preferir, faça este último passo numa taça, pois como a massa é bastante densa torna-se mais fácil). 

Divida a massa pelas formas preparadas e leve ao forno a 180ºC cerca de 25-30 minutos (ao espetar um palito no centro das formas este deve sair seco). 
Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma grelha.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Borscht e uma viagem de 2011.

Setembro de dois mil e onze. Parece que foi noutra vida. 
Numa vida ainda sem filhas, sem máquinas fotográficas profissionais, sem google maps. Sem pandemias. 
E foi nessa vida passei um dia em S. Petersburgo e comi borscht pela primeira vez.
 
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Em Setembro desse ano viajámos pelos países do Báltico e além da Estónia, Letónia e Lituana, ainda demos um salto de barco até à Rússia e passámos um dia em S. Petersburgo. 
Eventualmente foram demasiadas cidades para poucos dias e algumas memórias desses lugares ficaram perdidas, só as encontro nas fotografias que guardamos. 
Mas o borscht... o borscht que comemos em S. Petersburgo nunca mais foi esquecido. 
Penso que terá sido a primeira vez que provei e ficou comigo. 

No restaurante Oásis, ali ao lado da Gulbenkian, costuma ser a sopa do dia às segundas feiras e não fica nada a dever ao que comemos em terras russas. 
Sei que há muitas variações conforme o país, por isso não posso assegurar que esta versão que aqui trago seja a mais tradicional, mas posso com toda a certeza garantir que é viciante. 


Não tenham medo de serem mãos largas nos temperos e no vinagre porque é uma sopa que se quer forte, robusta e pujante. Servida bem quente, aquece o corpo e a alma. 
Hoje, mais do que nunca, isso faz falta.


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Borscht 

Azeite 
1 cebola picada 
1 folha de louro 
4 alhos picados 
2 cenouras (200 g) em cubinhos 
1 talo de aipo 
1 alho francês, em rodelas finas 
4 batatas (400 g) em cubinhos 
4 beterrabas (300 g) pequenas em cubinhos 
1 nabo pequeno (100 g) em cubinhos 
½ pimento vermelho em cubinhos 
2 c. sopa de pasta de tomate 
1 c. chá paprika 
1 c. chá funcho seco 
1 c. chá de erva doce 
8 cháv de caldo de legumes ou água (2 L) 
Sal e pimenta preta moída na hora 
2 cháv. couve portuguesa em juliana fina 
2 cháv. feijão branco cozido 
3 c. sopa de vinagre 
3 c. sopa de rama de funcho fresco ou funcho seco p/ servir 

Molho de limão e funcho p/ servir: 
3 c. sopa de iogurte de soja natural ou creme de caju 
Sumo de meio limão 
1 c. sopa de rama de funcho fresco ou funcho seco 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Numa panela grande, coloque uma quantidade generosa de azeite e refogue em lume médio-baixo a cebola até ficar macia e dourada. 
Acrescente o louro e os alhos. 
Enquanto isso, vá preparando os legumes e adicionando-os à panela. 
Adicione a pasta de tomate, a paprika, o funcho seco e a erva doce, acrescente o caldo de legumes ou água, tempere com sal e pimenta preta e depois de levantar fervura coza em lume brando até os legumes ficarem macios (cozinhei na panela de pressão eléctrica por 10 minutos em pressão alta). 
Por fim, adicione a couve, o feijão cozido e o vinagre, rectifique a quantidade de caldo e os temperos e coza mais cinco minutos. 

Para preparar o molho de limão, basta misturar todos os ingredientes e deixar repousar até servir. 

Sirva a sopa bem quente, polvilhada com rama de funcho fresco ou funcho seco e o molho de limão. 



// Notas: 

-  Para agilizar a preparação dos legumes, em vez de cortá-los em cubinhos pode picá-los grosseiramente num robot de cozinha.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Risotto de Outono. Castanhas e cogumelos

 Há um bom tempo que não fazia risotto e quando esta semana passei os olhos por um bem apetitoso no feed do IG, fiquei logo com o jantar decidido. 

Peguei nos ingredientes da estação que tinha em casa e como aproveitei para também cozer umas couves, incorporei os talos na base do refogado. Podem, pois, omiti-los se não tiverem ou substituí-los por talos de brócolos, couve flor ou algum outro legume que queiram aproveitar integralmente. 

As castanhas e os cogumelos são sempre uma combinação que não desilude, e a presença discreta da abóbora deu-lhe presença q.b. no conjunto de todos os sabores. Foi pena não ter umas folhas frescas para polvilhar, mas o creme de caju que envolvi no final fez esquecer isso assim que a primeira garfada chegou à boca. 


Outono, Outono, como não gostar de ti?


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Risotto de Outono 

Rende 2 a 3 refeições 


Azeite 1 dente de alho 
1 cebola 
Talos de couve (opcional) 
1 talhada fina de abóbora manteiga 
100 g de cogumelos pleurothus, em pedaços 
150 g de arroz carnaroli, p/ risotto 
1 chávena de miolo de castanhas pré-cozidas ou congeladas 
150 ml de cerveja 
400 ml de caldo de legumes caseiro ou água 
Noz moscada q.b. 
Sal q.b. 
Pimenta preta moída na hora q.b. 
2 c. sopa de creme de caju


// preparação tradicional 

Num tacho, refogue em azeite a cebola e o dente de alho picados até alourarem. 
Junte depois os talos de couve ralados e a abóbora em cubinhos ou ralada e deixe cozinhar uns minutos em lume médio. 
Acrescente os cogumelos e cozinhe em lume alto, até que se solte o seu líquido e fiquem douradinhos. 
Adicione então o arroz, mexa e cozinhe em lume médio até que o bago mude de cor. 
Deite depois a cerveja, aumente o lume e aguarde até que levante fervura e o álcool evapore. 
Tempere com noz moscada, sal e pimenta, junte as castanhas, reduza o lume e vá adicionando o caldo quente a pouco e pouco, esperando que o arroz o absorva para só então colocar mais, mexendo sempre. Este processo de cozedura do arroz demora entre 18 a 20 minutos. 
Apague o lume, envolva o creme de caju e rectifique os temperos. 
Deixe descansar cinco minutos e sirva de seguida. 

* Quando faço iogurte de soja e caju fico sempre, propositadamente, com creme de caju extra, que uso de variadíssimas formas. 
Para os risottos, misturo numa tacinha 2 c. sopa de creme de caju com 1 c. sopa de levedura nutricional e 1 c. café de mostarda e envolvo no fim, depois de desligar o lume do arroz, para acrescentar cremosidade. 
Quando não tenho creme de caju, substituo-o por iogurte de soja e acrescento 1 c. sopa de azeite junto com a levedura e a mostarda. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Coloque no copo o azeite, a cebola, o alho e os talo de couve, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1. 
Adicione os cogumelos e salteie 5 min/Varoma/c. inversa. 
Junte as castanhas, o arroz, a cerveja, o caldo, tempere com noz moscada, sal e pimenta, envolva bem com a espátula e programe 8 min/100ºC/vel colher inversa. 
Retire a tampa e com ajuda da espátula envolva para soltar o arroz do fundo do copo e programe mais 10 min/100ºC/vel colher inversa. 
Rectifique os temperos e envolva o creme de caju com a espátula. 
Deixe descansar cinco minutos e sirva de seguida. 

* Quando faço iogurte de soja e caju fico sempre, propositadamente, com creme de caju extra, que uso de variadíssimas formas. Para os risottos, misturo numa tacinha 2 c. sopa de creme de caju com 1 c. sopa de levedura nutricional e 1 c. café de mostarda e envolvo no fim para acrescentar cremosidade. Quando não tenho creme de caju, substituo-o por iogurte de soja e acrescento 1 c. sopa de azeite junto com a levedura e a mostarda.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Feijão com couve e pão - Dia Mundial da Alimentação

Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da Alimentação e gosto sempre de trazer alguma receita nova nesta data. 
Com o foco em alimentos simples, acessíveis, baratos e nutritivos, este feijão mostra logo ao que vem, é comida de conforto para saciar o corpo e a mente: na companhia que lhe quisermos dar, com caldo ou mais sequinho, ladeado de uma fatia de pão, qualquer outro cereal cozido ou batata. 

A esta base pode adicionar tomate, outras especiarias, mais caldo, leite de coco e caril, batata, massa...
As opções são tantas que poderíamos comer feijão com couve todos os dias da semana sempre como uma refeição nova.

Como não adorar o feijão com hortaliça de sempre?


  post(3) 

Feijão com hortaliça 

Azeite 
Cebola picada 
Alhos esmagados 
Cominhos 
Louro 
Couve lombarda, cortada em juliana grossa 
Cenoura em cubos 
Nabo em cubos 
Chuchu em cubos 
Feijão cozido 
Caldo da cozedura (ou água)
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Refogue no azeite a cebola e os alhos, com a folha de louro e os cominhos. 
Quando a cebola estiver macia e dourada, junte a couve, a cenoura, o nabo e o chuchu e deixe cozinhar em lume médio por uns minutos. 
Adicione o feijão cozido e o caldo reservado da sua cozedura praticamente até tapar todos os ingredientes e deixe levantar fervura. Tape e cozinhe em lume baixo cerca de 1h30 a 2h (pode ser menos tempo, mas se houver essa possibilidade, cozinhar comida de tacho com tempo faz tanta diferença). 
Tempere com sal e pimenta e cozinhe mais uns minutos destapado para apurar. 

Sirva com uma fatia de pão, batatas ou algum cereal cozido a gosto.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Bolo crumble de nêspera

É Maio, as nêsperas estão no seu melhor. E se eu gosto de nêsperas.
As nespereiras em Palmela estão ao rubro e há que aproveitá-las o mais possível. Nada bate comê-las uma a uma com o sumo pelas mãos, mas depois há os gelados, os batidos, as tartes e bolos, os iogurtes, os crumbles e tudo e tudo.
Assim a temporada não fosse tão curta...


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Bolo crumble de nêsperas

Para o crumble:
50 g de amêndoa
40 g flocos de aveia
20 g de farinha (usei de espelta integral)
30 g de azeite
30 g de tâmaras medjool

6 a 8 nêsperas, conforme o tamanho
60 g de tâmaras medjool
240 g de bebida de soja
70 g de azeite
1 c. sopa de vinagre de maçã
½ c. chá de canela
240 g de farinha de trigo
60 g de farinha de aveia
1 pitada de sal
1 c. chá de fermento p/ bolos
½ c. chá de bicarbonato


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com azeite e polvilhe com farinha uma forma tarteira alta de 24 cm.

Comece por preparar o crumble.
Triture todos os ingredientes até obter uma consistência de farofa grossa. Reserve.

De seguida, descasque e descaroce as nêsperas e corte-as em meias luas. Reserve.

Triture as tâmaras, a bebida de soja, o azeite, o vinagre e a canela até obter uma mistura cremosa. Numa taça, envolva a mistura acima com as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal, apenas até incorporar.
Deite a massa na tarteira preparada, distribua as nêsperas e cubra com o crumble reservado. Leve ao forno a 180ºC cerca de 40 minutos.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com azeite e polvilhe com farinha uma forma tarteira alta de 24 cm.

Comece por preparar o crumble.
Coloque todos os ingredientes no copo e triture 10 seg/vel 4. Retire e reserve.

De seguida, descasque e descaroce as nêsperas e corte-as em meias luas. Reserve.

Coloque no copo as tâmaras, a bebida de soja, o azeite, o vinagre e a canela e triture tudo 20 seg/vel vel 6.
Junte as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal e envolva 15 seg, vel 3. Termine de envolver com a espátula.
Deite a massa na tarteira preparada, distribua as nêsperas e cubra com o crumble reservado.
Leve ao forno a 180ºC cerca de 40 minutos.



sábado, 9 de maio de 2020

Iogurte natural de soja e caju

E eis que volto aos iogurtes.
O meu post com a receita e dicas dos iogurtes naturais (com leite de vaca) continua um dos mais lidos de sempre do blogue e até já teve direito a uma actualização de fundo.
Mas o tempo passa, os hábitos alimentares cá de casa vão mudando, e agora o que por cá se faz são  iogurtes vegetais.
Já antes disso, para trabalhos de desenvolvimento de receitas, havia testado algumas receitas de iogurtes de soja. Na altura nunca consegui um resultado totalmente satisfatório em termos de consistência e sabor, mas como não consumíamos cá em casa, também não tinha motivos para investir mais energia no assunto.
Mas agora arregacei as mangas e não descansei até encontrar "a" receita.

Primeira questão, que dificilmente reúne consenso fácil: qual bebida vegetal usar?
Há à venda iogurtes vegetais deliciosos de leite de coco, mas considero-os mais uma sobremesa do que um substituto equiparável a um iogurte tradicional em termos de aporte nutricional. Esta questão é especialmente relevante quando pretendemos um iogurte que vai fazer parte da rotina alimentar de crianças. 
Para serem consumidos por todos nós cá em casa ao pequeno almoço ou lanche, faz-nos sim sentido usar a bebida de soja, por ser a mais rica em proteína. Apenas com leite de coco (que é constituído essencialmente por água e gordura), aveia ou amêndoa, serão iogurtes com pouco interesse nutricional, tornando-se a bebida vegetal apenas um “volume” para os probióticos. Dado o tamanho reduzido do estômago das crianças, não me parece terem utilidade.
Para crianças e adolescentes a bebida vegetal recomendada como alternativa ao leite de vaca, caso se queira consumir alguma, claro, é a de soja, de preferência suplementado com cálcio e sem açúcar.

Para quem pretenda mais informação sobre este tema e hipotéticas contra-indicações do consumo de bebida de soja, sugiro, entre tantos outros artigos de referência, a leitura destas breves publicações da nutricionista que nos acompanha, a Sandra Gomes Silva, e do nutricionista Sérgio Veloso.
São posts com fontes científicas identificadas e cujos links vos deixo aqui:
Sobre a escolha do tipo de bebida vegetal
Sobre o consumo de soja 
E mais este, também sobre o consumo de soja

Passamos agora aos restantes ingredientes.
Por ser uma bebida com menos gordura em relação ao leite de vaca é importante usar um espessante que nos ajude a alcançar a consistência a que estamos habituados nos iogurtes de vaca.
Há várias opções para esse fim como o amido de milho (a vulgar maizena), o amido de tapioca, o agar-agar, a farinha de araruta, a goma xantana ou a goma de guar.
Testei alguns destes, sozinhos, em conjunto e em diferentes quantidades, e percebi que se juntasse algum outro elemento que acrescentasse gordura à bebida de soja, o resultado seria ainda melhor.
E com apenas uma colher de sopa do mais vulgar e acessível dos espessantes – o amido de milho (conhecido como maizena) - consegui uma consistência que me satisfez todas as medidas.
Para tal, adicionei 50 g de cajus previamente triturados numa parte da bebida de soja, para ficarem totalmente em creme. A gordura dos cajus, e também o seu sabor, conferem ao iogurte um carácter que faz toda a diferença.
Em alternativa aos cajus, se quiserem simplificar a preparação, podem também usar o creme sólido que se acumula na parte de cima das latas de leite de coco ou manteiga de amendoim ou de outro fruto seco.


Para activar a fermentação, uso sempre uma porção de iogurte natural vegetal dos mais simples (sem aroma nem sabor), com a máxima validade disponível, ou uma quantidade equivalente do iogurte caseiro anterior.
Em alternativa podemos usar cápsulas de probiótico.
É muito importante que quer o iogurte anterior, quer o pó das cápsulas de probiótico, que contêm as bactérias que irão fermentar, sejam adicionadas ao líquido morno. Caso esteja demasiado quente, o calor matará as bactérias e se estiver demasiado frio, também não estarão reunidas as condições necessárias para a fermentação acontecer. 


E é precisamente no processo de fermentação que muitas vezes os iogurtes caseiros dão problema.
Se tiverem em casa uma iogurteira, basta colocar a mistura nos copos da iogurteira, aguardar o tempo indicado de fermentação e depois colocá-los no frigorífico.

Se não tiverem iogurteira, existem vários métodos alternativos: embrulhando os frascos numa manta polar e colocando-os numa geleira com um saco de água quente ou no forno desligado, previamente pré-aquecido, entre outros.
Eu faço os meus iogurtes há muitos anos sem iogurteira, usando frascos grandes de vidro de 1L, que embrulho numa manta polar com um saco de água quente e deixo a fermentar assim, dentro de um armário. Ficam sempre com uma consistência óptima.


Algumas dicas:

- No processo de fermentação dos iogurtes a temperatura é um factor fundamental.
Se o leite estiver demasiado quente, as bactérias do iogurte morrem e não se reproduzem, se estiver muito baixa, poderá não ser suficiente para que elas se reproduzam como queremos.
45º-50ºC é a temperatura ideal da bebida vegetal quando adicionamos o iogurte anterior ou o pó das cápsulas de probiótico para a fermentação decorrer nas melhores condições.

- Evite usar recipientes de plástico na fermentação do iogurte, pois são ambientes propícios ao aparecimento de micróbios. Se usar recipientes com tampa de metal, tenha atenção ao eventual aparecimento de ferrugem.

- Pode usar um frasco grande de 1L ou frascos pequenos, para doses individuais.

- Para fazer iogurte líquido, não use o amido de milho e deixe a fermentar numa garrafa de vidro, apenas cerca de 8 horas.
Agite bem antes de colocar no frigorífico e agite novamente antes de beber ou servir.
Ou na hora de consumir, misture um pouco de bebida de soja ao iogurte sólido e agite bem. É como faço para enviar em garrafinhas para os lanches da escola.

- Para fazer iogurtes com fruta fresca, esta deverá ser sempre pasteurizada, devendo para tal ser fervida e arrefecida (como se fosse uma compota rápida), antes de misturar com o leite. Se não o fizer, muito provavelmente os iogurtes ficarão talhados (ganham uma aguadilha esfarripada).
No entanto, algumas frutas dificultam particularmente a fermentação (morangos, ananás natural, kiwi, por ex), aumentando a probabilidade dos iogurtes talharem, mesmo que sejam previamente cozidas.
É mais seguro distribuir compota dessas frutas por cada um dos copinhos e verter por cima a mistura de iogurte natural para fermentar.
Ou, a opção mais segura de todas, fazer iogurte natural e adicionar a compota de fruta apenas na altura de comer, na taça de servir ou em copinhos individuais com tampa, caso queira comê-los fora de casa.

- Antes de iniciar a preparação da receita, começo por colocar três dedos de água a ferver no frasco de vidro onde irei fermentar o iogurte e reservo.
Quando termino, despejo a água do frasco e assim fica morno para receber a mistura de iogurte pronta a fermentar.
Embrulho o frasco numa manta polar juntamente com um saco de água quente, e deixo a fermentar embrulhado numa zona quente da casa (num armário), sem mover de lugar, durante 10-12h.

- Como podem ver nas imagens, duplico sempre estas quantidade da receita e faço a receita a dobrar, 2L de iogurte ao mesmo tempo. 

- Se alguma coisa falhar em relação à temperatura da fermentação e o resultado for demasiado líquido, pode sempre encará-lo como um iogurte líquido (mexa muito bem com uma vara de arames antes de colocar no frigorífico e sempre antes de beber), ou optar por congelá-lo numa caixa larga e baixa e usar em batidos e gelados (como este ou este).
Se depois de sólido bater esse bloco de iogurte congelado para o partir em pedaços, pode triturar com fruta madura e obtém um gelado bem cremoso pronto a comer.


Vamos então à receita?



  photo post_zpskheg4jgj.jpg 


Iogurte natural de soja e caju

1 L de bebida de soja, fortificada com cálcio
50 g (1/3 cháv.) de cajus (ou manteiga de amendoim ou o creme sólido de uma lata de leite de coco)
1 c. sopa de amido de milho (a vulgar maizena)
1 c. copa de iogurte vegetal natural (usei de soja)


// preparação tradicional

Se optar por usar manteiga de amendoim ou o creme sólido do leite de coco, salte este passo.
Deixe os cajus de molho numa taça com água entre 4 a 12h. Descarte a água.
Triture os cajus com 70 g da bebida de soja usando a varinha mágica ou uma liquidificadora com um copo pequeno, até obter um creme bem homogéneo (se o copo for muito grande, sugiro que duplique as quantidades (150 g de cajus e 200 g de bebida de soja) e use apenas metade deste creme de caju resultante na receita de iogurte, aproveitando o restante para outros fins (tempere com mostarda, sal e pimenta, tahini, sumo de limão, ervas... ou adoce e use para barrar no pão, mais diluído pode usar como molho de saladas ou como maionese). Por ser um creme tão versátil é um essencial cá de casa.


Leve ao lume 500 ml da bebida de soja com o creme de caju (ou manteiga de amendoim ou creme de coco). Quando já estiver morno, coloque o amido de milho numa tacinha e junte um pouco do leite quente para dissolver e depois junte novamente à mistura principal, mexendo sempre.
Deixe levantar fervura e vá mexendo mais uns minutos até que o amido de milho se dissolva totalmente e tudo fique bem incorporado. Desligue o lume.
Junte o restante leite e mexa.
Se tiver um termómetro, confirme que a temperatura se encontra entre os 40 e os 50ºC. Caso não tenha, poderá confirmar que está na temperatura certa quando conseguir aguentar lá o dedo durante uns segundos. Caso esteja quente demais, aguarde até que arrefeça um pouco
Adicione então uma colher de sopa de iogurte e misture bem.

Deite num frasco de vidro grande ou nos copos da iogurteira, e deixe fermentar entre 10 a 12 horas, sendo que quanto mais fermentar, mais ácido será o sabor.
Para fermentar sem iogurteira:
Coloque três dedos de água a ferver num frasco grande de vidro, com tampa, de preferência de 1L, e deixe repousar enquanto prepara a mistura, para que o frasco fique morno.
Descarte essa água e depois deite a mistura de iogurte.
Embrulhe o frasco numa manta polar, junto com um saco de água quente, e deixe fermentar embrulhado, numa zona quente da casa, sem mover de lugar.
Depois de fermentar, mexa bem para ficar homogéneo e coloque no frigorífico.
Consuma depois de fresco e mexa antes de servir.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Se optar por usar manteiga de amendoim ou o creme sólido do leite de coco, salte este passo.
Deixe os cajus de molho numa taça com água entre 4 a 12h. Descarte a água.
Neste primeiro passo, com pretendemos um creme bastante homogéneo com quantidades de ingredientes reduzidas, prefiro não usar a Bimby mas sim o copo triturador da varinha mágica, por ser mais pequeno.
Triture os cajus com 70 g da bebida de soja usando a varinha mágica, até obter um creme bem homogéneo.
Se preferir usar a Bimby neste passo, sugiro que aumente as quantidades para 150 g de cajus e 200 g de bebida de soja) e use apenas metade deste creme de caju resultante na receita de iogurte, aproveitando o restante para outros fins (tempere com mostarda, sal e pimenta, tahini, sumo de limão, ervas... ou adoce e use para barrar no pão, mais diluído pode usar como molho de saladas ou como maionese). 
Por ser um creme tão versátil é um essencial cá de casa.

Coloque no copo da bimby o creme de caju (ou manteiga de amendoim ou creme de coco), 500 g de bebida vegetal, o amido de milho e o açúcar e aqueça 8 min/90ºC/vel 4.
Adicione o restante leite e misture 1 min/50ºC/vel 4.
Se a temperatura indicada for superior a 50ºC, aguarde que arrefeça até atingir 50ºC.
Por fim, adicione o iogurte e misture novamente 15 seg/vel 3.

Deite num frasco de vidro grande ou nos copos da iogurteira, e deixe fermentar entre 10 a 12 horas.
Para fermentar sem iogurteira:
Coloque três dedos de água a ferver num frasco grande de vidro, com tampa, de preferência de 1L, e deixe repousar enquanto prepara a mistura, para que o frasco fique morno.
Descarte essa água e depois deite a mistura de iogurte.
Embrulhe o frasco numa manta polar, junto com um saco de água quente, e deixe fermentar embrulhado, numa zona quente da casa, sem mover de lugar.
Depois de fermentar, mexa bem para ficar homogéneo e coloque no frigorífico.
Consuma depois de fresco e mexa antes de servir.