quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Lentilhas da horta. E o Dia Mundial da Alimentação.

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação.
Nunca como agora se falou tanto sobre o que comemos, a origem dos alimentos e a importância das nossas escolhas alimentares para a sustentabilidade do planeta e da nossa saúde.
E no turbilhão de informação, desinformação, modas, dietas, certezas e incertezas, torna-se difícil, a quem procura sustentar as suas escolhas e fazê-las de forma consciente, separar o trigo do joio.

Tenho falado pouco do tema para lá das receitas que vou partilhando, mas quem me acompanha por aqui desde os primeiros tempos do blogue, já lá vão mais de dez anos, nota certamente diferenças.
Estranho seria se assim não fosse. Lendo, estudando, pesquisando, vivendo, crescendo, tornando-me mãe, e mãe novamente, abrindo os olhos e o coração mais e mais para o mundo em que vivo, novas ideias e conceitos foram amadurecendo dentro de mim. E, claro, dentro da minha cozinha.

Não gosto de rótulos. Não gosto de modas. Do sem açúcar processado, mas com açúcar de coco. Do saudável, porque tem óleo de coco. Do zero waste, mas com morangos em Janeiro. Do vegan pelo planeta, mas a consumir roupa e tralhas “descartáveis” em barda só porque sim.
Limito-me por isso às receitas - as motivações, escolhas e opiniões vou guardando-as cada vez mais para mim e deixo que aquilo que partilho fale por elas, se é que a alguém mais suscitam interesse.

Resumidamente e sem grandes justificações, para dar resposta às perguntas que vou recebendo pelo instagram quando partilho receitas: no início do ano passado o Ricardo deixou de comer alimentos de origem animal, eu deixei de comer carne, e cá em casa aquilo que se cozinha para um é igual para todos. Resultado: as receitas que de lá para cá aparecem aqui no blogue não incluem ingredientes de origem animal.
As miúdas comem o mesmo que cozinho para nós, fora de casa comem carne e peixe, a Isabel sempre foi habituada a comer de tudo, a Luísa espero que vá pelo mesmo caminho, agora que já começou a diversificação alimentar. Esta etapa também dá pano para mangas, mas por ser um tema tão dado a opiniões variadas, modas e teorias, muitas delas baseadas em "achismos", acredito que o importante é que que cada família se sinta confortável com as suas escolhas e respeite os princípios básicos de segurança.
Nós somos pela amamentação exclusiva até aos seis meses, prolongada até a bebé e a mãe quererem (a Isabel fez o desmame noturno muito cedo e continuou a mamar durante o dia até aos dois anos e picos), e pela diversificação alimentar respeitosa da vontade e ritmo da criança, como complemento do leite materno e enquadrada nos hábitos da família. Tal como com a Isabel, agora com a Luísa fazemos um misto de baby led weaning e comida em pedaços dada à colher, conforme faça mais sentido uma ou outra coisa no momento. Comida feita de raiz, sem processados, com ingredientes frescos, sazonais, nacionais e de boa qualidade. Assim já comíamos nós, assim comemos agora todos.

Acima de tudo tentamos que as decisões sejam feitas de forma consciente, o mais informada possível e nunca definitivas, tentando manter a coerência da nossa linha de pensamento.
Hoje são as escolhas que nos parecem fazer mais sentido. E é apenas isso. Não são bandeiras, não são atestados de sabedoria, não são rótulos, não são bengalas para likes no instagram, são etapas de uma caminhada que busca equilibrar a alimentação com a saúde (física e mental), o planeta e o prazer.


Se tiverem curiosidade, deixo alguns links de leituras interessantes:

// EAT Lancet Commission
   O Vegetariano - Resumo do documento final EAT Lancet Commission

// Pensar Nutrição - Pela dieta Mediterrânica

// Novo Guia de Alimentação do Canadá

// Plant Based Juniors

// Guia para uma alimentação vegetariana saudável da DGS

// Os bebés sabem comer sozinhos (sobre o baby led weaning)


E agora, vamos à receita?
Tem tudo a ver com o dia de hoje, porque é na falta de tempo que muitas das vezes assenta a dificuldade em conseguir cozinhar regularmente.
Eu trabalho em casa, é verdade, o que me dá alguma elasticidade de horários para essa tarefa, mas com uma bebé a tempo inteiro comigo, outra filha a chegar bem cedo da escola e o trabalho de edição a chamar por mim no computador, tudo o que facilite esta gestão é bem-vindo.
Organização e planeamento são sempre boas ajudas!

Tenho já há uns anos uma panela de cozedura lenta (slowcooker) que adoro, porque como cozinha a temperaturas muito baixas, as horas que demora não requerem a nossa presença nem intervenção: podemos iniciar a preparação à noite e está pronto de manhã ou deixar a cozinhar de manhã e à hora de jantar está terminado. A mais valia em relação à cozedura lenta no fogão ou forno é a poupança energética e a segurança, por não ser necessária supervisão. Quando o tempo termina, podemos usar a potência mais baixa apenas para manutenção da temperatura até servir.

Aqui vos deixo então o último petisco que delá saiu, aprovado pelos quatro cá de casa.
Tirando as lentilhas, só coisas boas da horta dos meus pais, vai daí, batizei a receita.


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Lentilhas da horta

1 chávena de lentilhas mungo
1 cebola picada
2 dentes de alho, esmagados
3 cenouras em pedaços grandes
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços grandes
1 mão cheia de coentros
1 folha de louro
1 c. sopa de melaço
1 c. copa de mostarda
1 c. chá de cominhos
1 c. chá de sementes de coentros
½ lombardo, cortado em pedaços grandes
Água q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora q.b.


// preparação

Coloque as lentilhas de molho por pelo menos 12h (se usar outra leguminosa ou tipo de lentilhas, ajustar o tempo de acordo). Coe e deite fora a água.

Coloque na panela as lentilhas demolhadas e escorridas, a cebola, os alhos, a cenoura, a abóbora, os coentros e o louro e misture tudo. Deite água a ferver até praticamente tapar os ingredientes.
À parte, numa tacinha, misture um pouco de água quente com o melaço, a mostarda, os cominhos e as sementes de coentros e depois misture também na panela.
Por cima disponha a couve (enquanto cruas as couves têm muito volume, a panela ficará cheia até ao cimo) e tape.
Ligue a panela na potência máxima e cozinhe cerca de 7h (o tempo está dependente da qualidade das lentilhas). Pode mexer a meio para misturar as couves, mas não abra a panela mais vezes durante a cozedura para não perder o calor.
No fim, tempere com sal e pimenta, tape e deixe em repouso até servir.
Gostamos de acompanhar com uma fatia de um bom pão aqui da padaria do bairro, batata doce ou um cereal.

Nota: Se não tiverem uma panela de cozedura lenta, podem fazer no fogão ou no forno, numa panela com tampa, com os tempos de cozedura habituais, até confirmarem que as lentilhas e os legumes estão cozinhados. No fim podem destapar para apurar um pouco mais o molho.



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Semifrio de morango

Ontem foi o aniversário do Ricardo. E quem acompanha regularmente o blogue e o meu Instagram, já sabe que é um dia em que os morangos são obrigatórios.
Normalmente vêm em versão gelado, mas este ano juntámos os miúdos da família para cantar os parabéns ao lanche e saiu um bolo de aniversário em forma de tarte fria.

A data coincide também com o Dia Mundial do Ambiente, o que torna esta tarte preparada apenas com ingredientes de origem vegetal ainda mais especial e festiva. Pouco doce, é verdade, mas os mais gulosos podem ter a mão mais generosa e adicionar açúcar a gosto ao creme do recheio.

Para a decoração, não resisti à tendência da moda, ahahaah.
Falta a foto com as velas, mas garanto que ainda lhe deram mais graça, especialmente quando chegou a hora de serem apagadas por tantas mini-bocas a soprar!


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Semifrio de morangos
Receita adaptada a partir daqui.

Base
200 g de amêndoas com pele
200 g de aveia
120 g de pasta de tâmaras ou tâmaras medjool
50 g (5 c. sopa) de azeite
30 g (2 c. sopa) de leite de aveia

Recheio
500 g de morangos bem maduros, sem pedúnculo
300 g leite de coco de lata (de preferência só a parte mais sólida)
300 g leite de aveia
3 c. sopa de açúcar/pasta de tâmaras ou outro açúcar a gosto - opcional
2 c. sopa de óleo de coco
5 g (2,5 c. chá) de agar agar em pó

Para decorar
Morangos
Framboesas
Folhinhas de hortelã
Raspa de chocolate branco


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Forre com papel vegetal uma forma de fundo amovível com 26 cm.

Comece por preparar a base.
Triture todos os ingredientes até obter uma massa areada, mas que dê para formar bolinhas sem desmanchar quando apertada. Caso não aconteça, adicione mais 2 c. sopa de leite de aveia.
Espalhe no fundo da forma e calque até que fique totalmente coberta (pode usar a base de um copo para ajudar a ficar mais liso).
Leve ao forno a 180ºC durante 15 minutos, até dourar.
Retire e deixe arrefecer na forma.

Para o recheio, triture todos os ingredientes e aqueça de seguida em lume brando, mexendo sempre.
Quando levantar fervura, deixe ferver baixinho cerca de 5 minutos, até que engrosse ligeiramente e o agar-agar se dissolva bem e fique ativo.
Retire para uma taça usando um passador de rede e deixe arrefecer cerca de 30 minutos.
Caso se forme uma película na superfície, bata com uma vara de arames e deite então sobre a base, usando novamente um passador de rede.

Coloque no frigorífico durante pelo menos 6h antes de servir, para solidificar.
Decore com fruta e sirva fresco.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Forre com papel vegetal uma forma de fundo amovível com 26 cm.

Comece por preparar a base.
Coloque todos os ingredientes no copo e triture 1 min-vel 7-9. Baixe os resíduos do copo com a espátula e repita para que a gordura da amêndoa se solte.
Deve obter uma massa areada, mas que dê para formar bolinhas sem desmanchar quando apertada. Caso não aconteça, adicione mais 2 c. sopa de leite de aveia.
Espalhe no fundo da forma e calque até que fique totalmente coberta (pode usar a base lisa de um copo para ajudar a ficar mais liso).
Leve ao forno a 180ºC durante 15 minutos, até dourar.
Retire e deixe arrefecer na forma.

Para o recheio, coloque todos os ingredientes no copo e triture 30 seg, vel 9. De seguida aqueça 15 min/Varoma/vel 3, para que ferva durante alguns minutos e o agar-agar se dissolva bem e fique ativo. 
Retire para uma taça usando um passador de rede e deixe arrefecer cerca de 30 minutos.
Caso se forme uma película na superfície, coloque novamente no copo e bata 20 seg/vel 6.
Deite de seguida sobre a base, usando novamente um passador de rede.

Coloque no frigorífico durante pelo menos 6h antes de servir, para solidificar.
Decore com fruta e sirva fresco.

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Notas:
- Se sobrar massa depois de forrar a base da forma, aproveite e forme um biscoito grande e leve ao forno.
Depois pode esfarelar e guardar hermeticamente para acompanhar gelados, papas de aveia, sobremesas de colher ou iogurte.
- Se não quiser usar todo o creme, pode distribuir por tacinhas e servir com fruta fresca.



quarta-feira, 29 de maio de 2019

Gelado de alperce, laranja e amêndoa

E temos finalmente alperces maduros e perfumados.
E temos finalmente calor e sol a pedir tardes lambuzadas de gelado.

Há receitas, tantas, de gelados aqui no blogue que apetece repetir sempre que chegam as frutas da época. E gelado de alperce cá em casa é uma dessas - obrigatório! Mais não seja porque rapidamente desaparecem das bancas de fruta e assim é uma forma de os prolongar um pouco mais no tempo nas memórias de Primavera.
Quando recuei à receita que aqui tinha partilhado em 2012 fiz-lhe tantas alterações mentais, que rapidamente se tornou numa nova. Recebi muitos pedidos de receita por mensagens no Instagram quando partilhei uma imagem do gelado acabado de fazer nas stories. Pois bem, aqui está ele.

Quem quer uma bola de gelado?


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Gelado de alperce, laranja e amêndoa

3 chávenas (750 g) de alperces maduros, sem caroço, cortados em pedaços
½ chávena (150 g) de amêndoas s/ pele, demolhadas por pelo menos 4h
1 chávena (240 g) de sumo de laranja espremido na hora


// preparação tradicional

Comece por demolhar as amêndoas durante pelo menos 4h.

Descarte a água das amêndoas e triture-as com o sumo de laranja até obter um creme uniforme.
Adicione depois os alperces em pedaços e volte a triturar até que fique uma mistura homogénea. 

Coloque na máquina de gelados ou, em alternativa, leve ao congelador num recipiente baixo e bata pelo menos duas vezes durante a solidificação (quando já estiver bem firme, para quebrar os cristais de gelo).
Quantas mais vezes for batido, mais cremoso ficará o gelado.
Retire do frio 20 minutos antes de servir, para que amoleça um pouco e consiga formar bolas de gelado

Nota: Como estamos habituados a sabores pouco doces e usei alperces bem maduros, o doce da fruta e do sumo de laranja foram suficientes para o gosto cá de casa.
Caso prefira, pode adicionar cerca de 50-80 g de açúcar em pó ao triturar a fruta.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Congele previamente os alperces em pedaços. 
Demolhe as amêndoas durante pelo menos 4h.

Coloque no copo as amêndoas e o sumo de laranja e triture 30 seg, vel 5-7-9. Baixe os resíduos do copo com a espátula e volte a repetir até obter um creme uniforme.
Adicione depois os alperces em pedaços e volte a triturar na vel 9, cerca de 1 minuto, ajudando pelo bucal com a espátula, até que fique uma mistura homogénea.

Sirva de seguida ou congele.
Retire do frio 20 minutos antes de servir, para que amoleça um pouco e consiga formar bolas de gelado

Nota: Como estamos habituados a sabores pouco doces e usei alperces bem maduros, o doce da fruta e do sumo de laranja foram suficientes para o gosto cá de casa.
Caso prefira, comece por pulverizar no copo seco cerca de 50-80 g de açúcar em pó, antes de triturar as amêndoas com o sumo de laranja.



quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mafé de vegetais. Do Senegal.

Quando viajo, principalmente para países com culturas marcadamente diferentes da nossa, não perco a oportunidade de conhecer o mais possível a gastronomia local, os seus ingredientes e combinações características. Acho que quase todos o fazemos, não é?
Há muito, muito tempo atrás - ahahaha, há quase uma década - fizemos umas férias inesperadas e meio de improviso, ao Senegal.
Das lembranças que ficaram desses dias, naquela que foi a minha estreia no continente africano, fazem parte um post já publicado aqui nessa altura, e tantas outras fotografias que ficaram meio esquecidas num disco externo algures pela casa.
Aqui estão hoje algumas delas. Marcam o que vimos, o que fizemos e marcam o que era a minha forma de fotografar nesses tempos.
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O que mais perdurou pelos anos foi a memória deste prato que continuo a fazer por cá até hoje.
A versão que mostro é com legumes e traz um bulgur com ervilhas tortas a acompanhar, ou não fosse primavera.
Os amendoins são um dos principais produtos do país, e tendo fama de serem dos melhores do mundo, estão naturalmente presentes em muitas receitas tradicionais. Aqui, na forma de manteiga de amendoim, são eles que marcam a diferença pela cremosidade que conferem ao molho e pela forma como contrabalançam a acidez do tomate.
Quem quer experimentar?


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Mafé de vegetais

1 cebola picada
2 alhos picados
2 dedos de gengibre picado
1 talo de aipo
Azeite
2 c. sopa de pasta de tomate
½ chávena manteiga de amendoim*
400 g de tomate pelado, em pedaços
1 malagueta, s/ sementes
1 folha de louro
650 ml de água (cerca de 2,5 chávenas)

5 chávenas (aprox. 1kg) de legumes variados, em pedaços grandes:
Nabo
Cenoura
Batata doce
Couve flor
Beringela
Sumo de limão q.b. p/ servir


// preparação tradicional

Comece por fazer um refogado com o azeite e a cebola, o alho, o gengibre e o aipo picados, até que amoleçam e caramelizem ligeiramente.
Junte depois a pasta de tomate, a manteiga de amendoim, o tomate pelado, a malagueta, o louro e a água e após levantar fervura, cozinhe em lume brando cerca de 15 minutos.
Adicione os legumes por ordem de tempo de cozedura e cozinhe até ficarem tenros, cerca de 45 minutos (a beringela adicionei 10 minutos depois dos restantes).
Rectifique os temperos, esprema o sumo de limão e sirva de seguida com um cereal à sua escolha (arroz, bulgur, couscous, quinoa...) a acompanhar.

Notas:
*Usei manteiga de amendoim caseira, feita com amendoins ligeiramente tostados e de seguida triturados durante alguns minutos no robot de cozinha até obter uma pasta cremosa.



quarta-feira, 1 de maio de 2019

Shakshuka de favas

Há receitas que têm a palavra mãe em cada garfada.
Para mim acontece com todas as que levam favas, coisa que em pequena detestava e agora tanto adoro. Tanto quanto a minha mãe, com toda a certeza.
Estas são ainda mais especiais , não só por virem diretamente da horta dos meus pais, mas também porque já me chegam cozidas com coentros. Estão prontas para servir de snack em modo “pipocas”, ou para darem o ar da sua graça a qualquer improvisação de jantar.

Aqui a margem para alterações é mesmo grande.
O molho de tomate de forno - que aproveito para fazer quando o uso e guardo congelado quando não uso na hora – pode ser substituído por outro a vosso gosto. As favas podem ser ervilhas, feijão, curgete ou beringela... O creme de caju aparece aqui em vez dos tradicionais ovos, mas também poderia ser tofu esfarelado. E houvesse neste dia coentros e seriam eles a finalizar o prato.


Cá por casa somos todos grandes fãs de favas e nesta frigideira de tomate foram mesmo elas que fizeram a festa!
Chamemos-lhe tomatada de favas ou mais pomposamente shakshuka, ou chamemos-lhe aquilo a que verdadeiramente me sabem a mim: carinho de mãe.



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Shakshuka

Para o molho de tomate no forno:
1 lata 800g de tomate em pedaços
4 dentes de alho
Azeite q.b.
1 c. chá de manjericão seco

Para o creme de caju:
3/4 cháv. de cajus demolhados durante 4h
1/2 cháv (120ml) de água
1 c. sopa de sumo de limão
Sal e pimenta preta moída na hora

1 cebola
1 dente de alho
Azeite
1 c. chá de paprika fumada
1 c. sopa de concentrado de tomate
1 cháv (240 ml) de água
2 cháv de favas cozidas *
Sal e pimenta preta moída na hora
Pão torrado com alho p/ servir


// preparação tradicional

Comece por preparar o molho de tomate.
Ligue o forno a 200ºC.
Coloque no tabuleiro de forno o tomate, os alhos esmagados, um fio de azeite e os temperos. Misture e leve ao forno a 200ºC cerca de 40 minutos.
Retire, misture e reserve.

Enquanto isso prepare o creme de caju.
Triture todos os ingredientes até obter um creme homogéneo e espesso, com textura de queijo creme de barrar. Ajuste os temperos a gosto e reserve.

Refogue em azeite a cebola e o alho picados e junte a paprika fumada.
Adicione o molho de tomate, o concentrado tomate e a água e cozinhe em lume brando cerca de 20 minutos.
Junte as favas cozidas, o sal e a pimenta e cozinhe mais 5 minutos.
Rectifique os temperos e sirva com pão de alho torrado e o creme de caju.

* Se usar favas congeladas, pode deixá-las em água a ferver enquanto inicia a receita e usá-las diretamente. Certifique-se depois que ficam bem cozinhadas na tomatada.


// preparação thermomix_bimby

Comece por preparar o molho de tomate.
Ligue o forno a 200ºC.
Coloque no tabuleiro de forno o tomate, os alhos esmagados, um fio de azeite e os temperos. Misture e leve ao forno a 200ºC cerca de 40 minutos.
Retire, misture e reserve.

Enquanto isso prepare o creme de caju.
Coloque todos os ingredientes no copo e triture 30 seg/vel 6-7-8, até obter um creme homogéneo e espesso, com textura de queijo creme de barrar. Ajuste os temperos a gosto e reserve.

Coloque no copo o azeite, a cebola, o alho e a paprika, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/100C/vel 1.
Adicione o molho de tomate, o concentrado tomate e a água e cozinhe em lume brando 20 min/100C/vel 1.
Junte as favas cozidas, o sal e a pimenta e cozinhe mais 5 min/100C/vel c. inversa.
Rectifique os temperos e sirva com pão de alho torrado e o creme de caju.

* Se usar favas congeladas, pode deixá-las em água a ferver enquanto inicia a receita e usá-las diretamente. Certifique-se depois que ficam bem cozinhadas na tomatada.


 

quarta-feira, 24 de abril de 2019

10 anos de vida a girar ❤



2019 é um ano de contas redondas.

Dez anos de No Soup For You.
Doze anos a partilhar aventuras e desventuras com o Ricardo.
O ano do nascimento da nossa Luísa.

Comecei a escrever aqui como uma miúda de vinte e tal anos e agora sou uma miúda, mas uma miúda mãe da Isabel e da Luísa.
Há tanto para contar, tanta coisa mudou, tanto ri - também chorei – tanto, tanto que vivi! Guardo as palavras para mim e deixo algumas das fotografias dos últimos meses, que serão para sempre das mais bonitas da nossa vida.


Disto que é o amor.
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* Fotografias durante a gravidez pela lente dos talentosos "The Framers".


I N S T R A G R A M