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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Risotto de Outono. Castanhas e cogumelos

 Há um bom tempo que não fazia risotto e quando esta semana passei os olhos por um bem apetitoso no feed do IG, fiquei logo com o jantar decidido. 

Peguei nos ingredientes da estação que tinha em casa e como aproveitei para também cozer umas couves, incorporei os talos na base do refogado. Podem, pois, omiti-los se não tiverem ou substituí-los por talos de brócolos, couve flor ou algum outro legume que queiram aproveitar integralmente. 

As castanhas e os cogumelos são sempre uma combinação que não desilude, e a presença discreta da abóbora deu-lhe presença q.b. no conjunto de todos os sabores. Foi pena não ter umas folhas frescas para polvilhar, mas o creme de caju que envolvi no final fez esquecer isso assim que a primeira garfada chegou à boca. 


Outono, Outono, como não gostar de ti?


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Risotto de Outono 

Rende 2 a 3 refeições 


Azeite 1 dente de alho 
1 cebola 
Talos de couve (opcional) 
1 talhada fina de abóbora manteiga 
100 g de cogumelos pleurothus, em pedaços 
150 g de arroz carnaroli, p/ risotto 
1 chávena de miolo de castanhas pré-cozidas ou congeladas 
150 ml de cerveja 
400 ml de caldo de legumes caseiro ou água 
Noz moscada q.b. 
Sal q.b. 
Pimenta preta moída na hora q.b. 
2 c. sopa de creme de caju


// preparação tradicional 

Num tacho, refogue em azeite a cebola e o dente de alho picados até alourarem. 
Junte depois os talos de couve ralados e a abóbora em cubinhos ou ralada e deixe cozinhar uns minutos em lume médio. 
Acrescente os cogumelos e cozinhe em lume alto, até que se solte o seu líquido e fiquem douradinhos. 
Adicione então o arroz, mexa e cozinhe em lume médio até que o bago mude de cor. 
Deite depois a cerveja, aumente o lume e aguarde até que levante fervura e o álcool evapore. 
Tempere com noz moscada, sal e pimenta, junte as castanhas, reduza o lume e vá adicionando o caldo quente a pouco e pouco, esperando que o arroz o absorva para só então colocar mais, mexendo sempre. Este processo de cozedura do arroz demora entre 18 a 20 minutos. 
Apague o lume, envolva o creme de caju e rectifique os temperos. 
Deixe descansar cinco minutos e sirva de seguida. 

* Quando faço iogurte de soja e caju fico sempre, propositadamente, com creme de caju extra, que uso de variadíssimas formas. 
Para os risottos, misturo numa tacinha 2 c. sopa de creme de caju com 1 c. sopa de levedura nutricional e 1 c. café de mostarda e envolvo no fim, depois de desligar o lume do arroz, para acrescentar cremosidade. 
Quando não tenho creme de caju, substituo-o por iogurte de soja e acrescento 1 c. sopa de azeite junto com a levedura e a mostarda. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Coloque no copo o azeite, a cebola, o alho e os talo de couve, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1. 
Adicione os cogumelos e salteie 5 min/Varoma/c. inversa. 
Junte as castanhas, o arroz, a cerveja, o caldo, tempere com noz moscada, sal e pimenta, envolva bem com a espátula e programe 8 min/100ºC/vel colher inversa. 
Retire a tampa e com ajuda da espátula envolva para soltar o arroz do fundo do copo e programe mais 10 min/100ºC/vel colher inversa. 
Rectifique os temperos e envolva o creme de caju com a espátula. 
Deixe descansar cinco minutos e sirva de seguida. 

* Quando faço iogurte de soja e caju fico sempre, propositadamente, com creme de caju extra, que uso de variadíssimas formas. Para os risottos, misturo numa tacinha 2 c. sopa de creme de caju com 1 c. sopa de levedura nutricional e 1 c. café de mostarda e envolvo no fim para acrescentar cremosidade. Quando não tenho creme de caju, substituo-o por iogurte de soja e acrescento 1 c. sopa de azeite junto com a levedura e a mostarda.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Lentilhas da horta. E o Dia Mundial da Alimentação.

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação.
Nunca como agora se falou tanto sobre o que comemos, a origem dos alimentos e a importância das nossas escolhas alimentares para a sustentabilidade do planeta e da nossa saúde.
E no turbilhão de informação, desinformação, modas, dietas, certezas e incertezas, torna-se difícil, a quem procura sustentar as suas escolhas e fazê-las de forma consciente, separar o trigo do joio.

Tenho falado pouco do tema para lá das receitas que vou partilhando, mas quem me acompanha por aqui desde os primeiros tempos do blogue, já lá vão mais de dez anos, nota certamente diferenças.
Estranho seria se assim não fosse. Lendo, estudando, pesquisando, vivendo, crescendo, tornando-me mãe, e mãe novamente, abrindo os olhos e o coração mais e mais para o mundo em que vivo, novas ideias e conceitos foram amadurecendo dentro de mim. E, claro, dentro da minha cozinha.

Não gosto de rótulos. Não gosto de modas. Do sem açúcar processado, mas com açúcar de coco. Do saudável, porque tem óleo de coco. Do zero waste, mas com morangos em Janeiro. Do vegan pelo planeta, mas a consumir roupa e tralhas “descartáveis” em barda só porque sim.
Limito-me por isso às receitas - as motivações, escolhas e opiniões vou guardando-as cada vez mais para mim e deixo que aquilo que partilho fale por elas, se é que a alguém mais suscitam interesse.

Resumidamente e sem grandes justificações, para dar resposta às perguntas que vou recebendo pelo instagram quando partilho receitas: no início do ano passado o Ricardo deixou de comer alimentos de origem animal, eu deixei de comer carne, e cá em casa aquilo que se cozinha para um é igual para todos. Resultado: as receitas que de lá para cá aparecem aqui no blogue não incluem ingredientes de origem animal.
As miúdas comem o mesmo que cozinho para nós, fora de casa comem carne e peixe, a Isabel sempre foi habituada a comer de tudo, a Luísa espero que vá pelo mesmo caminho, agora que já começou a diversificação alimentar. Esta etapa também dá pano para mangas, mas por ser um tema tão dado a opiniões variadas, modas e teorias, muitas delas baseadas em "achismos", acredito que o importante é que que cada família se sinta confortável com as suas escolhas e respeite os princípios básicos de segurança.
Nós somos pela amamentação exclusiva até aos seis meses, prolongada até a bebé e a mãe quererem (a Isabel fez o desmame noturno muito cedo e continuou a mamar durante o dia até aos dois anos e picos), e pela diversificação alimentar respeitosa da vontade e ritmo da criança, como complemento do leite materno e enquadrada nos hábitos da família. Tal como com a Isabel, agora com a Luísa fazemos um misto de baby led weaning e comida em pedaços dada à colher, conforme faça mais sentido uma ou outra coisa no momento. Comida feita de raiz, sem processados, com ingredientes frescos, sazonais, nacionais e de boa qualidade. Assim já comíamos nós, assim comemos agora todos.

Acima de tudo tentamos que as decisões sejam feitas de forma consciente, o mais informada possível e nunca definitivas, tentando manter a coerência da nossa linha de pensamento.
Hoje são as escolhas que nos parecem fazer mais sentido. E é apenas isso. Não são bandeiras, não são atestados de sabedoria, não são rótulos, não são bengalas para likes no instagram, são etapas de uma caminhada que busca equilibrar a alimentação com a saúde (física e mental), o planeta e o prazer.


Se tiverem curiosidade, deixo alguns links de leituras interessantes:

// EAT Lancet Commission
   O Vegetariano - Resumo do documento final EAT Lancet Commission

// Pensar Nutrição - Pela dieta Mediterrânica

// Novo Guia de Alimentação do Canadá

// Plant Based Juniors

// Guia para uma alimentação vegetariana saudável da DGS

// Os bebés sabem comer sozinhos (sobre o baby led weaning)


E agora, vamos à receita?
Tem tudo a ver com o dia de hoje, porque é na falta de tempo que muitas das vezes assenta a dificuldade em conseguir cozinhar regularmente.
Eu trabalho em casa, é verdade, o que me dá alguma elasticidade de horários para essa tarefa, mas com uma bebé a tempo inteiro comigo, outra filha a chegar bem cedo da escola e o trabalho de edição a chamar por mim no computador, tudo o que facilite esta gestão é bem-vindo.
Organização e planeamento são sempre boas ajudas!

Tenho já há uns anos uma panela de cozedura lenta (slowcooker) que adoro, porque como cozinha a temperaturas muito baixas, as horas que demora não requerem a nossa presença nem intervenção: podemos iniciar a preparação à noite e está pronto de manhã ou deixar a cozinhar de manhã e à hora de jantar está terminado. A mais valia em relação à cozedura lenta no fogão ou forno é a poupança energética e a segurança, por não ser necessária supervisão. Quando o tempo termina, podemos usar a potência mais baixa apenas para manutenção da temperatura até servir.

Aqui vos deixo então o último petisco que delá saiu, aprovado pelos quatro cá de casa.
Tirando as lentilhas, só coisas boas da horta dos meus pais, vai daí, batizei a receita.


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Lentilhas da horta

1 chávena de lentilhas mungo
1 cebola picada
2 dentes de alho, esmagados
3 cenouras em pedaços grandes
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços grandes
1 mão cheia de coentros
1 folha de louro
1 c. sopa de melaço
1 c. copa de mostarda
1 c. chá de cominhos
1 c. chá de sementes de coentros
½ lombardo, cortado em pedaços grandes
Água q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora q.b.


// preparação

Coloque as lentilhas de molho por pelo menos 12h (se usar outra leguminosa ou tipo de lentilhas, ajustar o tempo de acordo). Coe e deite fora a água.

Coloque na panela as lentilhas demolhadas e escorridas, a cebola, os alhos, a cenoura, a abóbora, os coentros e o louro e misture tudo. Deite água a ferver até praticamente tapar os ingredientes.
À parte, numa tacinha, misture um pouco de água quente com o melaço, a mostarda, os cominhos e as sementes de coentros e depois misture também na panela.
Por cima disponha a couve (enquanto cruas as couves têm muito volume, a panela ficará cheia até ao cimo) e tape.
Ligue a panela na potência máxima e cozinhe cerca de 7h (o tempo está dependente da qualidade das lentilhas). Pode mexer a meio para misturar as couves, mas não abra a panela mais vezes durante a cozedura para não perder o calor.
No fim, tempere com sal e pimenta, tape e deixe em repouso até servir.
Gostamos de acompanhar com uma fatia de um bom pão aqui da padaria do bairro, batata doce ou um cereal.

Nota: Se não tiverem uma panela de cozedura lenta, podem fazer no fogão ou no forno, numa panela com tampa, com os tempos de cozedura habituais, até confirmarem que as lentilhas e os legumes estão cozinhados. No fim podem destapar para apurar um pouco mais o molho.



terça-feira, 15 de maio de 2018

Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Que bem que soube hoje sair de casa pela manhã.
Estes dias de Primavera lavam-nos a cara com um sorriso, basta dar três passos na rua e é fácil acreditar que o dia vai ser bom.
E só podia mesmo ser, levando pela mão a minha cantadeira de eleição.

O almoço foi só meu e foi simples e rápido, porque ontem ao jantar cozinhei a olhar para ele.
Sabem como é? Aproveitando que usei o forno, fiz carga máxima e hoje foi só apanhar o que sobrou: batata doce, abóbora e tofu. Juntei lentilhas cozidas que descongelei, mais nabo fresco ralado, ervas, um molhinho para dar aquele tchan.
E já está.

Ingredientes outonais para um almoço primaveril. Vale?


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Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Batata doce assada com casca, em cubos
Abóbora assada, em cubos
Lentilhas cozidas
Tofu assado com mostarda, cortado lascas
Nabo ralado
Coentros

Para o molho:
1 c. sopa de tahini
2 c. sopa de sumo de limão
Água q.b.
Zaatar q.b.
Sal q.b.


// preparação

Ontem assei legumes e tofu para o jantar e para além desses, assei também abóbora e batata doce embrulhados em folha de alumínio para usar noutras refeições da semana. Facilita a logística.

Partindo desse princípio, distribua os ingredientes da salada numa taça.
Para o molho, misture bem o tahini com o sumo de limão e junte água até obter consistência para ser espalhado.
Tempere a gosto (usei zaatar e sal), envolva na salada e sirva com os coentros.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Tarte de abóbora, espinafres e roquefort. Sabe a Outono.

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Estamos em plena época de abóboras.
Castanhas, dióspiros, romãs, cogumelos, abóboras. É isto tudo.
E a luz. Esta luz do Outono é mesmo especial.
Tenho muita dificuldade em escolher uma estação favorita porque viver em Lisboa é ter o melhor de todas elas, na medida certa.

Foi um Verão maravilhoso, fins de tarde quentes, praia aqui ao lado, o parque sempre à mão até à hora do jantar.
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Agora são estes dourados a fazer de almofada às brincadeiras.
É brincar com os patinhos a sentir o fresco na cara ao fim do dia, é a paragem certa no vendedor de castanhas, é deslizar no escorrega vezes sem fim para aquecer.

Agora é a vez do Outono. E é tão bom!


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Tarte de abóbora e espinafres com roquefort

Massa:
130 g de farinha de trigo s/ fermento
70 g de farinha de arroz integral (usei arroz pulverizado em casa)
Raspa de ½ limão
80 g de manteiga fria, em pedaços
20 g de água gelada

Recheio:
1 abóbora manteiga pequena, cortada em cubinhos
Azeite
2 dentes de alho
200 g de espinafres frescos
50 g de queijo roquefort, grosseiramente desfeito
160 g de iogurte natural
3 ovos
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Numa taça grande, misture as farinhas e a raspa de limão. Junte a manteiga gelada e vá amassando o mínimo possível com a ponta dos dedos, apenas até obter uma farofa grossa.
Junte a água bem fria, até que a farofa se torne mais homogénea.
Forme uma bola com a massa, envolva em película aderente e deixe no frigorífico por pelo menos 1 hora ou de um dia para o outro.
Estenda a massa com o rolo da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre com ela uma forma de tarte.
Pique com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30 minutos.

Enquanto isso, prepare o recheio.
Salteie a abóbora em azeite, com o alho picado, cerca de 8 minutos.
Junte os espinafres e deixe em lume médio até murcharem.
Retire a base do forno, deite esta mistura sobre ela e distribua o queijo.
Bata os ovos com o iogurte, tempere com sal e pimenta e verta sobre o recheio.
Leve ao forno a 180ºC mais 30 minutos.

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 // preparação robot de cozinha / thermomix - bimby

Para a massa, deite todos os ingredientes no copo e programe 8 seg, vel 6.
Forme uma bola com a massa, envolva em película aderente e deixe no frigorífico por pelo menos 1 hora ou de um dia para o outro.
Estenda a massa com o rolo da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre com ela uma forma de tarte.
Pique com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30 minutos.

Enquanto isso, prepare o recheio.
Coloque o alho e o azeite no copo e pique 3 seg/vel 5.
Adicione a abóbora em cubos e os espinafres e programe 10 min, Varoma, vel colher inversa.
Retire a base do forno, deite esta mistura sobre ela e distribua o queijo.
Bata os ovos com o iogurte, tempere com sal e pimenta e verta sobre o recheio.
Leve ao forno a 180ºC mais 30 minutos.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Let's go Fusing!

Quem acompanha mais assiduamente o No Soup deve lembrar-se que no ano passado apoiei a divulgação da primeira edição do Festival Fusing, na Figueira da Foz.

Todo o conceito é irresistível: o local (adooooro a Figueira!), a oferta de experiências com muitos workshops e exposições - uma programação cultural rica e eclética que tem o ponto alto, claro, nos concertos de música portuguesa num palco à beira mar plantado.
A ideia passava também pela possibilidade de eu fazer um wokshop de cozinha lá, mas isto dos workshops de cozinha... not for me!

Numa altura em que o trabalho na fotografia era mais que muito, o que me soube mesmo bem foi ir passear até à Figueira, desfrutar do ambiente descontraído do espaço, aproveitar tudo o que havia a acontecer por lá e, claro, fazer algumas fotos para vos mostrar.

Neste momento os preparativos para a edição deste ano já correm a todo o vapor, o cartaz musical está cheio de coisas boas e com uma promoção para a compra do passe completo a decorrer, achei que era boa ideia mostrar-vos como foi bom (e bonito!) o dia que lá passei.
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A ala das comidas tinha muita oferta e a surpresa boa é que fugia às tradicionais comidas de festival em troca com balcões de comida saudável e mais caseirinha (adorei descobrir este projecto que aparece nas fotos, o DeRaiz), mas é sempre boa ideia forrar logo o estômago em casa, para preparar o terreno para a farra.

Era esse o mote dos posts que fiz dedicados ao Festival, vinham acompanhados de receitas festivaleiras que vale a pena recordar.
Ficou a falhar uma das coisas que me sabe sempre bem quando o que falta é mesmo apenas um “chega para lá” à vontade de comer fora de horas: a boa da sopinha!

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Creme de legumes e maçã

1 cebola
1 dente de alho
Azeite
2 cenouras, cortadas em pedaços
1 nabo grande, cortado em pedaços
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços
1 maçã, cortada em pedaços
Sal e pimenta preta moída na hora
Água


// preparação tradicional 

Refogue a cebola e o alho picados no azeite, até que a cebola amoleça.
Adicione a cenoura, o nabo, a abóbora e a maçã e cubra com água. Coza tapado em lume brando até que os legumes fiquem macios. 
Tempere com sal e pimenta e triture até obter um puré cremoso. Rectifique os temperos e a consistência.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Adicione a cenoura, o nabo, a abóbora e a maçã, cubra com água (atenção para não ultrapassar a marca dos 2 L) e coza 40 min/100ºC/ vel 1.
Tempere com sal e pimenta, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7. Rectifique os temperos e a consistência.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

O caril. A sopa. E o Workshop Bonsalt.

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O sal. A pitada que dá mais sabor, mais contraste e mais alegria. À comida e à vida, porque acredito que são coisas que nunca caminham sozinhas. 

À mesa dos portugueses dá-nos tudo isto e, tantas vezes, em dose farta - a hipertensão é um problema preocupante e cada vez mais transversal a todas as idades. 
Como tudo o que junta saudável e alimentação, também o uso do sal pede conta, peso e medida, um equilíbrio que se trabalha, educando o paladar na exigência de sabor e de saúde. 

Substituir o sal por um produto alternativo sem sódio (à base de potássio) foi o mote para o Workshop Bonsalt na Kiss The Cook, que reuniu bloguers animados à volta dos tachos e da mesa. 
O convite era tentador e ainda levei uma fã “facebookiana” para me acompanhar. Lembram-se do passatempo? Dividi a bancada com a Inês Póvoa e ganhei uma parceira cheia de boa energia. ☺ 

Creme de batata-doce e abóbora, salmão em crosta e sobremesa de chocolate, foi o menu cozinhado e saboreado a muitas mãos, desafiando-nos a responder à pergunta que se impunha: a comida temperada com Bonsalt sabe ao mesmo?  - “Quem não está avisado, não adivinha!”. 

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Aproveitei o embalo da dupla batata-doce e abóbora da sopa do workshop: esta parelha de que tanto gosto sai do frigorífico em modo sobras de caril e chega à mesa em versão creme fumegante. Com este tempo, haja sopa e mais sopa... 

Abaixo vem a receita que, como podem ver, é mais uma ideia do que uma descrição precisa. 
Asseguro que cá em casa, sobras de caril são sempre bem-vindas! 

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Creme de abóbora e batata doce 

Sobras de caril de abóbora e batata doce (legumes e molho) 
1 cebola em pedaços 
Batata-doce q.b. em pedaços 
Abóbora q.b. em pedaços 
200 g de leite de coco 
Água q.b. 
Pimenta preta moída na hora 
Sumo de ½ lima 
Broa esfarelada p/ servir  

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thermomix_bimby

Coloque no copo as sobras de caril, aproveitando os legumes e o molho.
Adicione mais batata doce e abóbora em pedaços, o leite de coco e água, sem tapar completamente os legumes e sem ultrapassar a marca dos 2 L. Programe 30 min/100ºC/vel 1.
Tempere com Bonsalt e pimenta, adicione o sumo de lima, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7.
Rectifique os temperos e a consistência e sirva com a broa esfarelada.  

tradicional

Coloque numa panela as sobras de caril, aproveitando os legumes e o molho.
Adicione mais batata doce e abóbora em pedaços, o leite, cubra com água e coza tapado, em lume brando, até que os legumes fiquem macios.
Tempere com Bonsalt e pimenta, adicione o sumo de lima e triture até obter um puré cremoso.
Rectifique os temperos e a consistência e sirva com a broa esfarelada.  

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* Para saber mais sobre este substituto do sal à base de potássio, consulte as informações no site da marca.

* Pode ler mais relatos do workshop aqui:
Gourmets Amadores
Tertúlia de Sabores
A Marmita Lisboeta 
A Melhor Amiga da Barbie
O Arrumadinho 




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Queijadinhas de abóbora. E uma promoção.

Depois do lançamento com o jornal Público, o Velocidade Colher encontra-se agora à venda nas lojas da Vorwerk. Já sabem que tem todas as receitas nas duas versões de preparação, como aqui no blogue, e entre muitas delícias, vem cheio de propostas para saborear o Outono.

Pode ser comprado em qualquer loja Bimby e também no site, onde há agora uma promoção irresistível : "Leve 3 e Pague 2" - na compra de 2 livros à escolha, oferecem o 3º!

É uma boa oportunidade para quem ainda não tem o Velocidade Colher. Quem sabe não vem dar o mote para começar a pensar nos presentes de Natal ou até pode juntar-se a uma amiga e fazerem a compra em conjunto. :)

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Depois de umas semanas em Madrid, estou de volta a Lisboa e o sol quis juntar-se a mim! Sempre ajuda a esquecer o que por aí vai e chegou mesmo a tempo deste fim de semana prolongado. ☺ 

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Vamos pegar nas bicicletas, nos amigos e na conversa e andar por aí de braços de fora enquanto dá. 
A intermitência dos estações tem destes consolos e com sabor a Outono e calor de Primavera, três dias vão dar para muitas coisas boas! 
Eu já comecei, as queijadinhas estão prontas: venham cá buscar a vossa.

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Queijadinhas de abóbora

400 g abóbora, cortada em pedaços
1 pau de canela
800 g água
Sumo de 1/2 laranja
160 g requeijão
160 g açúcar amarelo
4 ovos
20 g de farinha
1 c. chá de fermento p/ bolos
Canela em pó para polvilhar
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Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre 18 formas de queques com formas de papel ou quadrados de papel vegetal.
Coloque no copo a água, o cesto com a abóbora e o pau de canela e programe 25 min/100ºC/vel 3.
Escorra a água, retire o pau de canela, coloque a abóbora e o sumo de laranja no copo, programe 30 seg e vá progressivamente até à vel 7.
Junte o requeijão, açúcar e os ovos e misture 1 min/vel 6.
Acrescente a farinha e o fermento e envolva 15 seg/vel 4.
Distribua esta mistura pelas formas preparadas e leve ao forno a 180ºC durante 20 minutos; faça o teste do palito, que deve sair seco se espetado no centro da massa.
Sirva polvilhadas com canela.  

tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre 18 formas de queques com formas de papel ou quadrados de papel vegetal.
Numa panela, cubra a abóbora com água e coza-a com o pau de canela até que fique macia.
Escorra a água, retire o pau de canela, e triture a abóbora com o sumo de laranja até obter uma mistura homogénea.
Junte o requeijão, açúcar e os ovos e bata bem.
De seguida envolva a farinha e o fermento.
Distribua esta mistura pelas formas preparadas e leve ao forno a 180ºC durante 20 minutos; faça o teste do palito, que deve sair seco se espetado no centro da massa.
Sirva polvilhadas com canela.

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Susana Gomes Photography


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

No Outono. Uma Salada e a Apresentação do Livro

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Os dias foram passando e o Outono já vai por aí fora, de chão varrido pelas folhas e árvores amareladas que anunciam o rasgar das folhas do calendário.

Temos tido uns fins-de-semana com manhãs lindas, daqueles que me levam para a rua logo cedo de ténis nos pés, para correr pelas ruas aquietadas e guardar as cores da manhã.

Depois de um banho e de um pequeno almoço reforçado, pego na máquina e repito os caminhos a passo.
São os pequenos detalhes que me lembram sempre como é bonita a minha Lisboa, como são felizes as ruas do meu bairro. Nestas manhãs, sei que nunca caminho sozinha. Sempre comigo, acompanham-me a luz serena e o burburinho da cidade a acordar.

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E é a este ritmo que vou contando os dias. Para o livro chegar da gráfica, para o livro me chegar às mãos, para o livro chegar às bancas dos jornais, para o livro vos chegar à cozinha. Conto os dias!

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O livro sai já no próximo sábado, dia 17, com o Jornal Público e custará 14,50 euros.
Podem encomendar em qualquer ponto de venda de jornais ou na loja online do Público.

Na segunda feira, dia 19, vai haver uma sessão de apresentação/autógrafos na sede do Público, às 18h.
Rua Viriato nº 13, mesmo ao lado do Picoas Plaza, no Saldanha.
Apareçam! :)) Espero-vos lá para poder partilhar este momento tão feliz.



Sabem que isto de contar os dias dá fome? ☺

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Salada de Lulas com Abóbora e Cogumelos

Serve 4 a 6

1 chávena de espelta em grão *
400 g de lulas arranjadas, cortadas às rodelas
1 abóbora manteiga, descascada
300 g de cogumelos Portobello pequenos, cortados em pedaços
250 g de tomate cereja, cortados ao meio
Azeite
1 c. sopa de vinagre balsâmico
1 c. sopa de mostarda
1 pimenta red chilli, s/ sementes e veios
Sal e pimenta preta moída na hora

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thermomix_bimby

Deixe os grãos de espelta de molho em água abundante de um dia para o outro. Escorra.
Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com a espelta, disponha a Varoma com as lulas e programe 45 min/Varoma/vel 4.
Retire as lulas e a espelta e reserve.

Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180ºC e forre o tabuleiro do forno com papel vegetal.
Corte a abóbora em pequenos cubos e misture com os cogumelos e o tomate. Tempere com sal e pimenta, regue com um fio de azeite e leve ao forno cerca de 25 minutos, até a abóbora fica macia.

Misture os legumes numa taça grande com as lulas e a espelta.
Faça uma vinagreta com a mostarda, 3 colheres de sopa de azeite e o vinagre, misture a pimenta red chilli picada, sal e pimenta e envolva na salada. Rectifique os temperos e sirva morno ou frio.

tradicional

Deixe os grãos de espelta de molho em água abundante de um dia para o outro. Escorra.
Coza a espelta em água fervente e à parte coza também as lulas até que fiquem macias. Escorra e reserve.

Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180ºC e forre o tabuleiro do forno com papel vegetal.
Corte a abóbora em pequenos cubos e misture com os cogumelos e o tomate. Tempere com sal e pimenta, regue com um fio de azeite e leve ao forno cerca de 25 minutos, até a abóbora ficar macia.

Misture os legumes numa taça grande com as lulas e a espelta.
Faça uma vinagreta com a mostarda, 3 colheres de sopa de azeite e o vinagre, misture a pimenta red chilli picada, sal e pimenta e envolva na salada. Rectifique os temperos e sirva morno ou frio.

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Notas:

* A espelta pode ser substituída por couscous, arroz, millet ou outro grão a gosto.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Crispy de Abóbora e Batata Doce

Eu sou uma vira-casaca. Está dito. ☺
No que diz respeito a frutas e legumes, danço ao sabor da banda e deixo-me ir pelo salão, trocando de par de acordo com a estação.
Se no Verão nada consegue abalar a minha obsessão pelo tomate maduro, curgetes e fruta a saber a sol, a verdade é que quando dou por mim já arranjei novo amor e mudei de parceiro para dançar o Outono.

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Basta as abóboras começarem a sobressair na terra... acompanho-lhes a pressa de serem colhidas com a mesma urgência dos primeiros sopros de vento e vou-me entretendo com as tantas combinações e ideias que me sussurram enquanto as vou admirando.

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Abóboras manteiga, menina, gila, foram deixando a horta para seguirem o seu caminho. Alinhadas umas atrás das outras, esperam que venha a sua vez de cá chegarem a casa.
Já se sabe que daí até ao blogue, é uma pirueta! ☺

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Crispy de Abóbora e Batata Doce

1 abóbora manteiga descascada, cortada em gomos
1 batata doce c/ casca, cortada em gomos
Azeite
50 g de flocos de cereais (usei de aveia, trigo e cevada)
30 g de pão duro
2 dentes de alho
30 g de queijo da Ilha
Raspa da casca fina de ½ laranja

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Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Envolva os gomos de abóbora e batata doce em duas colheres de sopa de azeite.
Unte um tabuleiro de forno com azeite e distribua os gomos de abóbora e batata doce sem sobrepor.
Triture os flocos de cereais e o pão duro com os dentes de alho, o queijo ralado e a casca da laranja até obter uma farinha grossa (se usar a Bimby, programe 10 seg/vel 7).
Cubra a abóbora e a batata com esta mistura e leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos.

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