terça-feira, 16 de outubro de 2018

Arroz de tomate integral

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação e também o do Pão.
Habitualmente recai sobre o segundo a temática da receita que partilho neste dia, mas desta vez a vontade foi outra.
Quem segue o blogue, sabe o quanto valorizo a importância do que comemos, a qualidade e origem dos alimentos que escolhemos, a diversidade do que cozinhamos, o equilíbrio entre o sabor e a saúde.
A partilha da mesa, do convívio, a reunião da família e a tradição da comida feita em casa.

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A alimentação é, para mim, uma temática fascinante e os princípios em que acredito, embora vão permanecendo coerentes, estão simultaneamente em constante mutação.
A nossa vida muda, o mundo muda. É natural que também a forma como nos alimentamos reflita essas mudanças.
E desde que o No Soup foi criado (vai fazer dez anos em Março!) muito evoluiu na forma como nos alimentamos cá em casa. Mas isso é conversa longa e tema para um outro post. Dos grandes!

Hoje celebro a data apenas com a simplicidade de um arroz. E é tanto, não é?
Arrozeira assumida, não faltam por aqui sugestões do que fazer com este cereal tão nosso.
receitas para todos os gostos: malandrinhos bem tradicionais, risotos, cor de rosa, doces e até gelados - escolham e sirvam-se.

Mas e não é que nunca tinha partilhado um dos meus favoritos?

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Perfeito para este mês de despedida do tomate de verdade, cá fica ele, com o twist de ser feito com arroz integral e na versão como mais gosto no Verão: seco e soltinho.
A receita mantém-se caso o queiram fazer em modo malandro, basta adicionar mais água para cozer.
Por mim, gosto tanto de ambas, que de sorriso largo as vejo chegar tanto uma como outra ao prato. 
Mas nos meses mais quentes, quantas vezes não lancho uma tacinha de sobras de arroz de tomate, direto do frigorífico...
Alguém mais faz o mesmo? Gosto tanto desse petisco!

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Arroz de tomate integral

1 cháv. de arroz integral, previamente demolhado por 12h
1 cebola
2 dentes alho
Azeite
1 folha louro
½ pimento vermelho (opcional)
400 g de tomate pelado em pedaços, fresco ou enlatado
4 cháv. de água fervida
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional 

Refogue a cebola picada em azeite até ficar translúcida, em lume médio-baixo, deixando alourar suavemente. Perto do final, acrescente os alhos picados.
Junte a folha de louro e o arroz e deixe cozinhar até mudar de cor.
Acrescente o pimento cortado em pequenos cubos e o tomate grosseiramente desfeito e envolva, cozinhando por mais uns minutos.
Adicione a água (aumente para seis, se quiser um arroz com caldo, malandrinho), tempere com sal e pimenta e cozinhe em lume brando cerca de 45-50 minutos, até que a água evapore e o arroz fique cozido.
Rectifique os temperos e sirva.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola, o azeite e os alhos, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Adicione o pimento, pique 4 seg/vel 5, adicione o tomate e programe mais 4 min/100C/vel 1.
Com o cesto sobre um prato, deite nele o arroz e envolva o refogado.
Coloque no copo a água, o sal e a pimenta, o cesto e programe 45 min/100ºC/vel 4.
Confirme a cozedura, retifique os temperos, e depois retire para uma taça e sirva.



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Um bolo de pera.

E assim se passou o Verão. E que Verão!
Tantas memórias boas para guardar - passeios, férias, idas à praia, ao parque, brincadeiras em família e com amigos. A simplicidade dos dias é sempre a receita infalível para aproveitar o melhor da vida. 

Foi também um verão de trabalho, muito trabalho.
Tantas famílias que fotografei e casamentos inesquecíveis onde tive o privilégio de poder guardar as recordações mais bonitas.

E as coisas boas que se comeram e cozinharam por aqui?
Não tenho publicado muito, mais por falta de vontade do que por outro motivo. Mas fotografei muitas das receitas que fui fazendo e acabarão por cá chegar a seu tempo.
Mas quem me acompanha no Instagram vai vendo nas stories muito do que se tem preparado nesta cozinha.

Entretanto estamos em Outubro, o Outono já chegou ao calendário, mas ainda com sabor a Verão nos dias quentes que temos tido. Que bem que sabe continuar a aproveitar tardes de praia e braços de fora pelas ruas de Lisboa.
Não tarda teremos finalmente os encantos do Outono para saborear, com as suas frutas e abóboras, folhas secas e tardes frescas.
Até lá, começo devagarinho, com as peras e as maçãs acabadas de apanhar que já lançam o seu perfume pela casa.


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Para esta receita fui ao Velocidade Colher, ao bolo de pêssego com pistáchio e cardamomo, e dei-lhe uma volta tão grande, tão grande, que qualquer semelhança entre as duas versões é pura coincidência, ahahaah.
Rende um bolo pequeno, por isso se quiserem podem duplicar as quantidades e usar uma tarteira com mais uns centímetros.

Foi aprovadíssimo por pequena e graúdos e desapareceu num piscar de olhos. Como se quer!


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Bolo de pera

2 c. sopa de linhaça moída
6 c. sopa de água
3 peras c/ casca, finamente fatiadas
Sumo de 1 limão
100g de tâmaras medjool, descaroçadas (ou açúcar, caso prefira)
80g azeite, mais q.b. p/ untar
100g de leite de aveia
60g de farinha de espelta
60g de farinha de trigo integral
1 pitada de sal
1 c. chá fermento
Nozes q.b. p/ polvilhar


 // preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma tarteira de 22cm com azeite e polvilhe com farinha.

Numa tacinha, misture a linhaça moída com a água e deixe repousar uns minutos.
Fatia as peras e regue-as com o sumo de limão. Reserve.

Triture as tâmaras com o azeite e o leite de aveia, até obter uma mistura homogénea.
De seguida, adicione a mistura de linhaça e bata bem.
Adicione as farinhas, o sal e o fermento, e envolva delicadamente na velocidade mínima da batedeira, apenas até incorporar e ficar sem grumos.
Deite a massa na forma, alisando bem a superfície.
Distribua as peras de forma harmoniosa sobre a mesa e afunde-as apenas ligeiramente.
Leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos ou até que um palito espetado no centro saia seco.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma tarteira de 22cm com azeite e polvilhe com farinha.

Numa tacinha, misture a linhaça moída com a água e deixe repousar uns minutos.
Fatia as peras e regue-as com o sumo de limão. Reserve.

Coloque no copo as tâmaras, azeite, o leite de aveia e a mistura de linhaça e programe 2 min/vel 6.
Adicione as farinhas, o sal e o fermento e envolva 5 seg/vel 3.

Deite a massa na forma, alisando bem a superfície.
Distribua as peras de forma harmoniosa sobre a mesa e afunde-as apenas ligeiramente.
Leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos ou até que um palito espetado no centro saia seco.






quinta-feira, 5 de julho de 2018

Batido de pêssego e melancia.

Cá em casa temos sempre um super pequeno almoço - seja dia de semana ou dia de descanso, não há tréguas.
Iogurte com fruta, cereais tufados, sementes ou granola, tosta de abacate, manteiga de frutos secos ou creme de caju. E um valente copo de sumo.
Sumo que na verdade é um batido, daqueles em que não falta nada.

Há um disco a tocar, há seis mãos a preparar tudo e no fim há uma mesa cheia antes de começarmos mais um dia.
Não há mesmo melhor que isto!
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A fruta e os vegetais vão rodando conforme a época e o que há por casa, mas fica sempre garantida a dose de todos para o pequeno almoço, mais outra para o Ricardo levar com ele e outra para eu beber durante o dia.
A água ajusta-se a gosto, caso prefiram mais líquido como um sumo, ou mais denso como um batido. Se reduzirem ainda mais, fica com consistência de um iogurte de fruta, tornando-se uma boa base para uma tigela de pequeno almoço que se pode comer à colher, com os toppings de que mais gostarem.
Fica a ideia, os essenciais são fruta bem madura e vegetais frescos, e os cajus a demolhar quando nos vamos deitar.

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Batido de pêssego e melancia

Serve 4 a 5 copos grandes


½ cháv. de cajus ao natural demolhados por 4-8 horas
½ curgete pequena
½ beterraba
1 cenoura
2 cubos de espinafres congelados
2 pêssegos grandes
400 g de melancia
1 rodela de limão, s/ casca
Água q.b.


// preparação

Triturar todos os ingredientes com água até tapar a fruta e vegetais, ajustando a gosto no final.
Se quiser bem fresco, adicione alguns cubos de gelo.




segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pickles de cenoura fermentados - Probiótico

Quem gosta de pickles, sabe o quanto podem ser viciantes!
Estes são de fermentação natural, o que para além do sabor delicioso, lhes confere toda uma riqueza enquanto alimento probiótico.

A fermentação é um processo que tira partido do crescimento controlado de micro organismos selecionados, capazes de modificar a textura dos alimentos, o sabor e o aroma, como também as suas propriedades nutricionais.
Quando falamos de probióticos vem logo o iogurte à ideia, mas mesmo sem sair dos vegetais, temos tantos outros, como por exemplo as nossas tão tradicionais azeitonas curadas, o chucrute ou os pickles.
No caso destes, assim como do chucrute, são mantidos num líquido de conserva ácido e salgado, o que evita a contaminação por outras bactérias indesejadas que impediriam o seu consumo.
No processo industrial, cria-se uma salmoura já acidificada através da adição de vinagre e sal, que conserva os alimentos, mas não os torna probióticos.
A fermentação láctica, também chamada de fermentação selvagem, é activada pelas chamadas “bactérias boas” que que vão trabalhar durante a fermentação, ganhando-se assim as benéficas propriedades probióticas.

Isto é um resumo mesmo muito básico e leigo sobre um tema tão vasto e interessante, mas podem mergulhar na internet que encontrarão imensa informação.


A reter: depois de experimentarem, nunca mais vão parar de fazer. Cenouras, rabanetes, funcho, nabo, couve flor, cebolinhas... Há todo um mundo de vegetais para experimentar e combinações para aromatizar.

Depois de ter partilhado no Instagram uma das vezes em que fiz, foram tantos os pedidos de receitas, que aqui está ela - é rápida, é simples e o resultado conquista todos os que provam.
Juntem-lhe um paté e uma mesa de amigos e vão ver o sucesso que fazem!


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Pickles fermentados de cenoura

1 frasco de vidro, com tampa de vidro
2 dentes de alho, esmagados
1 c. sopa de funcho fresco ou 1 c. chá funcho seco
Sementes de mostarda
Pimenta preta em grão

3 cenouras com casca, bem lavadas, cortadas em palitos

1 c. sopa sal
500 ml de água filtrada (sem cloro)



// preparação tradicional

É importante que todo o material usado na preparação esteja muito bem lavado, por isso comece por lavar e escaldar o frasco.
Misture a água com o sal, mexa para ajudar a dissolver e reserve.

Coloque os aromatizantes no frasco, depois as cenouras (com o frasco deitado fica mais fácil comprimi-las e preenchê-lo na totalidade) e por fim termine de encher com a água salgada, previamente misturada.
Feche e coloque à temperatura ambiente, num lugar fresco e sem luz solar direta, com uma taça por baixo, para apanhar algum líquido caso verta.
Deixe fermentar entre 5 a 7 dias (depende da temperatura da cozinha, deixe menos tempo se estiver calor), até que a formação de bolhas de gás pare.

Identifique com uma etiqueta a data de fermentação e consuma de imediato ou mantenha no frigorífico durante mais alguns meses, deixando que aroma continue a desenvolver-se (vão perdendo a cor).


Notas:

- É muito importante que todos os vegetais fiquem completamente submersos no líquido.
- Durante a fermentação vai produzir-se gás (serão visíveis as bolhinhas) e deve abrir o frasco devagar, para que o gás se solte lentamente.
- Caso verifique o aparecimento de bolor, não deve consumir, pois é sinal de que houve contaminação durante a fermentação.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Que bem que soube hoje sair de casa pela manhã.
Estes dias de Primavera lavam-nos a cara com um sorriso, basta dar três passos na rua e é fácil acreditar que o dia vai ser bom.
E só podia mesmo ser, levando pela mão a minha cantadeira de eleição.

O almoço foi só meu e foi simples e rápido, porque ontem ao jantar cozinhei a olhar para ele.
Sabem como é? Aproveitando que usei o forno, fiz carga máxima e hoje foi só apanhar o que sobrou: batata doce, abóbora e tofu. Juntei lentilhas cozidas que descongelei, mais nabo fresco ralado, ervas, um molhinho para dar aquele tchan.
E já está.

Ingredientes outonais para um almoço primaveril. Vale?


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Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Batata doce assada com casca, em cubos
Abóbora assada, em cubos
Lentilhas cozidas
Tofu assado com mostarda, cortado lascas
Nabo ralado
Coentros

Para o molho:
1 c. sopa de tahini
2 c. sopa de sumo de limão
Água q.b.
Zaatar q.b.
Sal q.b.


// preparação

Ontem assei legumes e tofu para o jantar e para além desses, assei também abóbora e batata doce embrulhados em folha de alumínio para usar noutras refeições da semana. Facilita a logística.

Partindo desse princípio, distribua os ingredientes da salada numa taça.
Para o molho, misture bem o tahini com o sumo de limão e junte água até obter consistência para ser espalhado.
Tempere a gosto (usei zaatar e sal), envolva na salada e sirva com os coentros.



quinta-feira, 5 de abril de 2018

Papas de aveia à Escocesa. Uma road trip pelas Highlands.

Ainda era Outono. E estávamos em 2014. Ainda éramos só os dois, eu e o Ricardo.
Depois de um Verão agitado com uma agenda cheia de casamentos, batizados e sessões, decidimos um pouco em cima da hora fazer esta viagem de carro pela Escócia.
Somos pessoas de sorte com o tempo quando viajamos. Em pleno Outubro, apanhámos sempre dias de sol e foi uma viagem cheia de bons momentos.
Acima de tudo, tentámos aproveitar ao máximo a natureza. Fazer caminhadas pelas montanhas, descansar os olhos naquela beleza imensa, uma beleza que nos maravilha constantemente com paisagens, com emoções e com a certeza de que ainda é possível acreditar que o nosso planeta tem futuro.



Já tinha partilhado algumas imagens analógicas, aqui, mas tinha ainda muitas outras para mostrar.
Eis que encontrei o pretexto nesta receita, espero eu, de despedida da comida de frio.
Eu sei, não faltam cá no blogue receitas de papas de aveia, mas sempre com leite.
Ora, pegando no mote do pequeno-almoço-imagem-de-marca desta viagem, não havia receita que fizesse mais sentido que esta.

Flocos de aveia, água e sal.
A versão mais simples e purista de todas, tal como os defensores das tradicionais papas de aveia à escocesa as preparam.

Há contudo pequenas nuances que permitem que a conjugação deste simples trio ganhe o justo fulgor:
Tostar os flocos para fazer sobressair o sabor da aveia, que adquire um aroma mais torrado.
Mexer, sempre, sempre, é a condição que garante a cremosidade final.
E seguindo a dica do assertivo Nigel Slater, adicionar o sal apenas perto do fim, para não endurecer os flocos.
Quando chegarmos ao ponto ideal de consistência, desliga-se e deixa-se repousar cinco minutos antes de servir, para arrefecer ligeiramente e desenvolver ainda mais o sabor.

Servidas apenas com natas ou iogurte – o mais típico porridge escocês – ou com os extras que mais gostarem, acreditem que estes são três ingredientes que se juntam para fazer magia.


   

Papas de aveia à escocesa

50 g de flocos de aveia (1/2 chávena)
360 g de água (1,5 chávena)
1 pitada de sal

Sugestões para servir:
Natas ou iogurte
Fruta a gosto (usei pera rocha fatiada)
Raspas de coco
Mel
Canela em pó
Gengibre em pó


// preparação tradicional

Comece por tostar os flocos numa frigideira.
Coloque a aveia tostada e a água num tachinho e vá cozinhando em lume brando, mexendo sempre até que engrosse, cerca de 8 a 10 minutos, acrescentando o sal apenas perto do fim.
Desligue o lume, deixe descansar tapado durante 5 minutos e depois sirva da forma que mais gostar.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Comece por tostar os flocos numa frigideira.
Coloque no copo a aveia e a água e programe 8 min/100ºC/vel 2 ½ inversa, sem o copinho da tampa.
Perto do fim, adicione o sal.
Depois de terminar, deixe descansar durante 5 minutos e então sirva da forma que mais gostar. 



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Alguns dos locais da nossa rota:

Glasgow
Loch Lomond
Trossachs National Park
Oban
Skye
Inverness
Edimburgo


Algumas paragens que recomendo:

Hidden Lane Cafe Gallery, 1103 Argyle St, Glasgow
Museu Riverside, edifício da arquiteta Zaha Hadid, 100 Pointhouse Rd, Glasgow
Glasgow Botanic Gardens
Conic Hill 
Restaurante Ben Nevis Inn
Neist Point Lighthouse, Isle of Skye
Restaurante Red Roof, Isle of Skye
Destilaria Edradour, Pitlochry, Perthshire
Velocity Cafe, 1 Crown Avenue, Inverness
Mercados de rua de Edimburgo 
Arthur's Seat: 55.944083° N, 3.161833° W
Restaurante Earthy, 1-6 Canonmills Bridge, Edinburgh
Paper Chase, 77A George Street, Edinburgh