terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Em Marvão.

Hoje o tempo volta para trás. Precisamente um ano.
Se há estação perfeita para passear e nos maravilharmos ao máximo com as cores e a luz dos fins de tarde, é o Outono.
No ano passado fomos conhecer uma zona onde nunca tínhamos estado. Porque nem só da costa de praias maravilhosas ou das planícies e cearas se desenham os encantos do Alentejo, o interior mais para Norte é qualquer coisa de fabuloso.

Andámos por Marvão com o Outono no auge e vale tanto a pena aproveitar um fim de semana para um rolé por estas bandas.
Já tinha lido sobre o restauro e adaptação da antiga estação de comboios de Marvão-Beirã e por isso a escolha do sítio onde ficar foi fácil. E perfeita!
A energia de um local destes, cheio de estórias de chegadas e partidas, de vidas que correram em épocas onde o tempo tinha mais tempo, é verdadeiramente fascinante.

Saímos de Lisboa pela manhã, com calma e vontade de ir parando aqui e ali e chegámos ao nosso destino com esta luz perfeita do fim da tarde.
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Nos dias seguintes passeamos pela vila, visitámos o castelo e, acima de tudo, aproveitámos ao máximo o silêncio cheio de dourados que nos deixa de peito cheio de Outono e coração preso a paisagens como estas. 

Para além do castelo e das paisagens de postal, as ruelas da vila levam-nos numa viagem no tempo onde nos sentimos cá e lá, numa relação meio ambígua entre o presente e o passado. 
Percebe-se que há um novo fôlego por ali, gente nova que se instala, abre projetos, recupera espaços e tradições, e faz com que haja no interior alentejano sítios assim à nossa espera.
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No Trainspot fomos recebidos pela Lina, vinda de Lisboa com a família de armas e bagagens para este grande desafio que é uma Guesthouse no coração do Alto Alentejo. 
Faz-nos sentir em casa com a boa conversa com que nos recebe, onde não falta uma cozinha saída de um quadro e onde muitas vezes se organizam workshops dados por pessoas da terra. Se quiserem aprender a fazer queijo fresco de forma tradicional, já sabem onde ir.
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Um livro, tricot, o quentinho da lareira e comida da boa, dão a dois dias em terras raianas aquele sabor a férias que nos revigora inteiramente. 
Fica o aviso, ao prato só vos vão chegar maravilhas! As migas, a carne, as castanhas, o peixe do rio, os cogumelos, é um sem fim de petiscos bem portugueses que estão em total sintonia com o espírito da estação. 
Se quiserem conhecer um pouco mais da gastronomia desta zona, têm um livro dedicado ao tema que apetece cozinhar do princípio ao fim e de onde vem a receita de hoje. 

Em modo comida de Outono, deixo-vos então um assado tão simples, que não há que enganar.


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Galinha tostada no forno 

1 galinha (usei frango do campo) 
5 dentes de alho 
1 ramo de salsa 
50 g de manteiga 
Caldo de cozer a carne 
1 copo de vilho branco 
1 folha de louro 
Colorau q.b. 
Sal e pimenta preta 

Coza a galinha em água temperada com sal. Se for uma galinha velha, é conveniente que seja cozida na panela de pressão. 
Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Depois de cozida, escorra, reserve o caldo da cozedura, separe em pedaços e coloque-os num tabuleiro de ir ao forno. 
Num almofariz, esmague os alhos com o sal, a pimenta e a salsa picada e barre a carne com esta pasta. 
Polvilhe com o colorau, junte o louro e umas nozes de manteiga. Regue com o vinho e uma parte do caldo da cozedura. 
Leve ao forno até tostar e sirva de seguida.

* Juntei também ao tabuleiro duas cenouras cortadas em rodelas grossas.


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quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Bolo de café, gengibre e aveia

O pico da época de casamentos finalmente abrandou, mas depois de fotografar, seguem-se as maratonas de edição.
Juntando a isso o aumento da procura de sessões família por causa do Natal, o Outono é ainda uma altura de muito trabalho.

Mas é também uma das minhas estações de eleição para viajar e por isso fomos finalmente de férias!
Uma semana na Escócia (sem chuva, dá para acreditar?), seguida de uma semana de verão algarvio em Outubro, foi para além de tudo o que se podia sonhar. Férias boas, tão boas.

Fotografei muita coisa que vou querer partilhar convosco, sítios bonitos por onde andámos, lugares deliciosos onde comemos e, quem me acompanha no Facebook e no Instagram, também foi sentido o gostinho de por onde andei nestas últimas semanas.

Depois quando se volta é que são elas. Porque os emails acumulam, o trabalho não se fez sozinho e há que agarrar novamente tudo isto e seguir com o comboio.
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No regresso tudo o que apetece são os sabores de casa, as couves da horta, as castanhas e batata doce, sopas quentes e tudo o que a chegada do frio nos convida a saborear.

Na semana antes de ir tinha feito este bolo e congelado de imediato algumas fatias.
Aproveitei para experimentar umas cápsulas da última edição limitada da Nespresso, o Cubania, que só pelo nome também me faz viajar às memórias da minha ida a Cuba. Intenso e de sabor torrado, foi perfeito para aromatizar a massa. Daquelas receitas simples, que não complicam, com tudo o que há sempre à mão.

O bem que soube ter bolinho como acabado de fazer no primeiro pequeno almoço em casa!
Preparem uma bebida quente e digam lá se não é tão bom.

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Bolo de café, gengibre e aveia

Para a massa:
160 g de açúcar amarelo
140 g de manteiga
3 ovos
1 café expresso, usei Nespresso Cubania
1 c. chá de gengibre em pó
1 pitada de sal
80 g de farinha de trigo c/ fermento
80 g de farinha de trigo integral
30 g de flocos de aveia
1 c. chá de fermento p/ bolos


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de bolo redonda de buraco.
Bata o açúcar com a manteiga até obter um creme homogéneo.
Adicione os ovos, um a um, sem parar de bater, e junte depois o café, o gengibre e o sal.
Envolva suavemente as farinhas, a aveia e o fermento, apenas até incorporar.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.

// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma redonda de buraco.
Coloque no copo o açúcar, a manteiga, os ovos, o café, o gengibre e o sal e bata 2 min/vel 6.
Junte as farinhas, a aveia e o fermento, envolva com a espátula e programe 5 seg/vel 3.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
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terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Um smoothie que sabe a ameixa e muito mais

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Quando fechamos ciclos da nossa vida e mudamos o caminho é nas pessoas que nos tocaram que se agarram as memórias desse tempo. É o que fica. O que continua a caminhar comigo.
Quem me conhece sabe o quanto gosto de falar. Muito, gosto muito de falar, mas também de ouvir. Acredito no poder da conversa, que é com ela que nos damos a conhecer e abrimos um caminho fresco à amizade. Das conversas à volta de tudo e de nada, que nos levam o tempo sem darmos conta, a amizade cresce e ganha sabor. Às vezes com as pessoas menos óbvias...

Lembram-se quando aprendi a tricotar? Foi a Mariana que me ensinou!
É dessa amizade, dessas conversas, que nasce o post de hoje.

Um dos rituais das nossas manhãs quando trabalhava no departamento de receitas da Vorwerk, principalmente pós maratonas de testes ou fotografias, eram as limpezas que a Mariana ia fazendo à fruta que sobrava - ia tudo parar ao sumo. Ela encarregava-se das frutas pela manhã, eu fazia o mesmo aos legumes e lá saía uma sopa meio maluca para o almoço. (Com meio requeijão triturado, lembra-se, Mariana?) eheheh
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Sumo, smoothies ou batidos, chamem-lhe o que quiserem, porque com um iogurte e fruta da boa, os nossos bons dias eram sempre com um copo colorido em cima da secretária. Maçã, morangos, ananás, mirtilos, cenoura, laranja, framboesas, pêra, lima... ia tudo! 
E é essa a ideia que trago hoje: não tenham medo de experimentar. Não sintam que têm que ir atrás das modas dos verdes (mas se quiserem, porque não?), seguir receitas ou combinações testadas.
Vão brincando com o que há que nunca corre mal!
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Os meus truques, que partilhei com a Mariana e que partilho também com vocês, para não ter que adicionar nada extra para adoçar, é usar fruta madura, de preferência sem químicos e de produção local e... deitar sempre sumo espremido de uma laranja. Leite, iogurte ou apenas água, fruta a gosto em pedaços, uns cubos de gelo se quiserem mais grosso e bem fresco, bater tudo e está feito.

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Este smoothie que fotografei então, acabado de fazer pela Mariana, tinha ameixas. Sim, tenho a certeza que tinha ameixas. Mais não sei. 

Ah, também tinha uns belos sorrisos. Daqueles que trocávamos nas conversas de bons dias antes de começarmos as tarefas da agenda. 
Lembro-me bem que éramos três a beber este smoothie de ameixa enquanto a manhã arrancava. E estávamos felizes por isso.
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terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Maçãs, tomate e chocolate.

O que eu gosto deste Verão de Setembro... 
É o meu mês favorito para férias na praia, como se deixando o melhor para o fim, pudéssemos esticar um bocadinho mais tudo o que o Verão nos traz de melhor. 
Sei que para quem tem filhos na escola não é fácil fugir ao Agosto, mas, sendo possível, é aproveitar. As praias ganham um areal mais generoso em área livre e quietude, tudo fica mais sereno e este S.Pedro que cada vez nos dá o calor mais tarde, acaba depois por ser compassivo deixando-o ficar por cá mais um tempinho. 

Este ano não vai dar, só mesmo em Outubro, mas vivendo em Lisboa, tenho aqui bem à mão praias e mais praias, todas diferentes e tão boas, que ajudam a matar a vontade.
Na semana passada aproveitámos para andar por muitas delas, foi uma semana em mood #afingirquesãoférias, tendo feito apenas sessões, mas longe das edições. Se me acompanham no Instagram, foram vendo as areias por onde passeei os chinelos. 

As fotos de hoje são mais antigas, ainda de Agosto, na Praia das Maçãs. 
Nos dias mais cinzentos ou nestes, de sol aberto e brisa suave, é sempre um destino perfeito para quando apetece mudar de ares. Ou simplesmente quando se procura um pretexto para depois acabar a comer uns petiscos nas Azenhas do Mar, logo ali mais à frente, eheheh. A Marisqueira Mar e Sal tornou-se um dos nossos destinos favoritos destes últimos meses.

Ai, dias bons, tão bons!
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E regulando o Verão pelo que a horta dá, enquanto há tomate, é acreditar que ele anda aí. 
Continuo, pois, no mesmo vibe do post anterior. Muito tomate tem passado por esta cozinha! 
A salada que trago hoje vem com uma variedade menos comum de tomate cereja, o tomate chocolate.
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Além da cor mais escura, tem também um sabor diferente, que assim, numa salada bem simples, se deixa levar na perfeição nesta companhia descomplicada que lhe arranjei. 
Receita aqui não há, apenas a dica para experimentarem este tomate se derem com ele por aí. 

Tudo a ver com Verão!


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Salada de tomate chocolate 

Tomate cereja chocolate, em metades 
Tomate coração de boi, em cubinhos 
Azeitonas às rodelas 
Manjericão 
Sal e pimenta preta moída na hora 
Azeite 
Vinagre de morango 


// preparação 

Misturar tudo e temperar com sal, pimenta, azeite e vinagre. 
Fica delicioso também com figos e salpicão em cubinhos, para comer sobre uma fatia de pão torrado, esfregado com alho.

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