quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Aveia + maçã. E um passeio que cheira a flores

Com o trabalho de fotografia sempre muito intenso entre a Primavera e o Natal, é agora, na “época baixa”, que tento aproveitar para desacelerar um pouco e procurar inspiração noutras paragens.

Seja cá dentro ou lá fora, tento sempre registar aquilo que encontro de mais interessante para depois partilhar no blogue. A verdade é que depois quando volto a casa, muitas dessas imagens e dessas histórias ficam infinitamente à espera de tempo para chegarem a dar corpo a um post.
Este é um dos meus objectivos para 2014 (partilhar mais dos meus passeios e viagens), e com Fevereiro já a queimar os últimos cartuchos, é bom que arregace as mangas para não deixar o item esquecido na lista.

Volto assim a estas fotografias de 2012, quando regressei de Londres com a máquina carregadinha de coisas bonitas. Já mostrei algumas dessas imagens aqui, mas há por cá material para muitos e muitos relatos. Oh, cidade mais cheia de coisas que apetece!

E apetece sempre. É por isso cheia de entusiasmo que vou voltar, já estou a contar os dias!

Será uma viagem para estudar, passear, arejar a cabeça, aproveitar a companhia dos amigos e, claro, fotografar:

Se estiverem por lá ou quiserem passar a palavra a amigos, também estou a aceitar sessões entre 5 e 9 de Março. 
Com famílias, namorados, crianças e todos os que quiserem guardar alguns momentos únicos das suas vidas. Podem ver mais detalhes aqui.
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Um dos sítios onde vou querer certamente voltar é a este passeio, provavelmente o que mais me surpreendeu nessa viagem. Pela mão dos meus anfitriões, a Inês e o Bruno, foi uma manhã de domingo boa, tão boa!
Se tiverem oportunidade, numa próxima passagem por Londres, não deixem de ir conhecer o Columbia Flower Market e a bakery Lily Vanilli. O mercado de flores tem dos vendedores mais animados da cidade e atrás das bancas perfumadas, encontram pequenas lojinhas cheias de coisas diferentes, irresistíveis e handmade.

É mesmo bom começar o dia nesta animação e ficar à conversa num pequeno-almoço reforçado com as iguarias da Lily Vanilli.  Venham dai.
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Já em estágio e a preparar os planos para a viagem, os dias têm começado com uma receita emblemática por aquelas bandas. Quem me segue há mais tempo sabe o quanto gosto de papas de aveia (há por cá outras receitas no baú) e é isso mesmo que vos trago hoje. 

Bom dia de sol!


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Papas de aveia com maçã 

1 maçã reineta 
40 g de flocos de aveia 
1 c. chá de mel 
½ colher chá de canela + q.b para polvilhar 
1 pitada de gengibre em pó 
120 ml de leite 
120 ml de água 


// preparação tradicional 

Rale a maçã finamente, coloque-a num tachinho com os restantes ingredientes e vá cozinhando em lume brando, mexendo sempre até que engrosse, cerca de 6 a 8 minutos. 
Sirva de imediato, polvilhado com canela. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Coloque a maçã no copo e pique 5 seg/vel 5. 
Junte os restantes ingredientes e programe 8 min/90ºC/vel 2 ½ inversa, sem o copinho da tampa. Sirva de imediato, polvilhado com canela. 


// Nota: As quantidades de leite e água e a proporção entre elas podem ser acertadas ao gosto de cada um, caso gostem mais ou menos consistentes e densas.










terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Isto congela tão bem!

Já faz uns meses que aceitei um convite da Iglo para uma conversa sobre um tema que me interessa muito: congelados.
Como tenho sempre legumes frescos da horta dos meus pais e rotinas que me possibilitam comprar produtos frescos todos os dias, a escolha entre fresco/congelado é fácil para mim. Mas quando a escolha é entre legumes congelados/legumes velhos no frigorífico, acredito que muitas vezes nos sintamos um pouco confundidos entre os benefícios reais e os preconceitos que vamos adquirindo. 

Foi por isso que logo ao ler o email, não tive dúvidas em dizer que sim. E lá fui passar uma manhã de sábado à conversa com a Drª Zélia dos Santos (Presidente da Associação Portuguesa de Dietistas) e a Drª Mónica Pitta Grós (dietista no Hospital D. Estefânia).
O encontro foi marcado no Vintage Lisboa Hotel, que não conhecia, mas que recebeu a comitiva de bloguers com um pequeno almoço dos bons, perfeito para dar o pontapé de saída à conversa.

As receitas que partilho aqui no No Soup são aquilo que comemos cá em casa.
Actualmente temos, felizmente, um acesso tão fácil à informação que, em havendo vontade, só depende de nós que sejam o mais saudáveis possível, variadas e nutritivas. Penso sempre mais na saúde do que nas calorias e hoje em dia, aquilo que comemos, aquilo que cozinhamos, é resultado das escolhas que fazemos.
A melhor maneira de fazer estas escolhas de forma consciente é procurar informação. Ler. Não só receitas, que muitas vezes não são mais do que fotografias bonitas, mas perceber o que é que precisamos para ser saudáveis e ir por aí.

É certo que precisamos de legumes. De fruta. De proteína animal (pelo menos eu preciso, porque não sou vegetariana). E na correria do dia-a-dia, poucos são os que têm possibilidade de comprar tudo isto fresco, para cozinhar no momento.
Muitas vezes o que acontece? Faz-se um stock semanal de legumes e fruta para toda a semana que, quando chegam verdadeiramente a ser usados (quando chegam...) já perderam muitos dos seus nutrientes.

E é aqui que vale a pena olhar para os congelados. Porque se forem produtos de qualidade, congelados no auge da frescura e recorrendo aos métodos adequados, acabam por ser cozinhados em nossa casa em muito melhores condições do que os que compramos viçosos no mercado e chegam ao prato seis dias depois.

E depois há a gula... confesso-me pecadora!
A minha cozinha ficaria certamente mais triste se só pudesse cozinhar ervilhas na Primavera (ai, estão quase, quase aí!!!). E framboesas. E tantas coisas mais que, congeladas, nos permitem comer as estações do ano também fora de época, sem perder sabor e valor.

Ter consciência da importância da diversidade alimentar, de experimentar os mesmos ingredientes cozinhados de formas diferentes, de promover uma alimentação equilibrada, mas não radicalmente restritiva, é vital.
Sem fundamentalismos, é nisto que acredito. Para nós adultos e para as crianças, que têm nos primeiros dois a três anos de vida um período determinante da sua educação alimentar.

É este o caminho que tento seguir, mas cabe a cada um fazer as suas escolhas. Mas façam-nas com convicção e não porque as sementes xpto se tornaram moda. Procurem informar-se, perceber a composição dos alimentos (uso muito esta tabela) e, claro, cozinharem as vossas refeições, fazendo-o com ingredientes da melhor qualidade possível. 

Depois da conversa, foi esse o nosso propósito: invadimos a cozinha do hotel e todos demos uma ajudinha nos últimos preparativos do almoço.
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As fotos em que apareço foram cedidas pela organização 


Falo disto hoje porque quando chegámos de Sevilha fomos recebidos por um frigorífico pouco recheado... Um quarto de couve roxa, uma couve coração da horta e pouco mais. Ora, depois de três dias a tapear à grande, apetecia-me, mais que tudo, o que sempre quero quando passo alguns dias fora: uma sopinha caseira!

Um saco de ervilhas salvou a sopa e outro de miolo de camarão deu o mote para esta salada.
Pelo sabor de tudo, tinham congelado mesmo bem, lol!


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Salada de camarão e coleslaw

150 g de couve coração, cortada em quartos
150 g de couve roxa, cortada em quartos
20 g azeite
4 dentes de alho
300 g miolo de camarão
1 c. sopa de vinagre balsâmico
Sal
Pimenta preta moída na hora
Duas mãos cheias de coentros


// preparação tradicional

Pique as couves finamente.
Aqueça o azeite com os alhos esborrachados e salteie o camarão rapidamente, apenas até mudarem de cor.
Envolva o camarão e o azeite com a couve e o vinagre e tempere com sal e pimenta.
Sirva polvilhado com coentros.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque os coentros no copo e pique 2 seg/vel 7. Retire e reserve.
Coloque a couve coração no copo e pique 4 seg/vel 5. Retire e reserve.
Coloque a couve roxa no copo e pique 4 seg/vel 3. Retire e reserve.
Coloque o azeite e o alho no copo e pique 3 seg/vel 5 e de seguida refogue 2 min/Varoma/vel 1.
Adicione o miolo de camarão e programe 4 min/Varoma/vel colher inversa.
Retire, envolva o camarão e o azeite com a couve e o vinagre e tempere com sal e pimenta.
 Sirva polvilhado com coentros.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A maratona, como foi.

Quando cá deixei a receita do salmão em papilote, falei-vos que iria a Sevilha neste último fim de semana porque o Ricardo ia lá correr a sua primeira maratona.
Foram acompanhando o que coloquei no Instagram? Quero muito mostrar-vos mais dos sítios por onde andámos, o que vimos e o que comemos (e comemos tão bem!), mas hoje são apenas algumas imagens destes dias que foram mesmo inesquecíveis.

Na sexta feira pela manhã partimos de carro em direção a Mérida, o Ricardo, a mãe, eu e os meus pais, onde almoçamos e esticámos as pernas num passeio rápido pela cidade (de vistas lindas à beira rio). Depois de um salmorejo dos bons e outras cositas mas, lá fomos então em direção ao destino final.

Sevilha recebe-nos sempre com tapas, alegria, passeios que apetece e desta vez não foi diferente. Diferente foi o entusiasmo e a ansiedade que todos tínhamos por domingo, o dia da corrida. Juntaram-se-nos alguns amigos que também foram correr e todos juntos tivemos um fim de semana memorável.

Depois da fase de proteínas e lípidos, os últimos dias antes da prova foram movidos a muitos hidratos de carbono e, para quem perguntou, parece que a dieta deu resultado.
As pernas não falharam, o tão temido “muro” não lhe apareceu à frente e o Ricardo acabou a maratona exausto, claro, mas com o tempo que tanto sonhou!

Nós, os membros da claque, andámos num corrupio desde cedo, na nossa “maratona” de apoio: saímos ainda de noite junto com eles, gritámos na partida, acenámos nos quilómetros 10 e 15 onde só chegámos a tempo com alguma dificuldade, e lá estávamos no estádio olímpico, à chegada, onde a emoção foi mesmo forte quando os vimos cortar a meta.
Um fim de semana verdadeiramente intenso, com todos a torcer e a vibrar.

42,195km em 2h59m15s : OMG!
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