terça-feira, 31 de julho de 2012

Salada de couscous e tofu

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Os dias grandes dão-nos disto: tempo para agarrar os últimos raios de sol e aproveitar os fins de tarde quando o dia de trabalho chega ao fim. Depois de uma tarde quente, sabe bem esticar as pernas pelos jardins da nossa cidade e encher o peito de verde.

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Entre flores e bicharada, esqueço-me do tempo e das horas até a fome me acordar para a vida. Improvisa-se uma salada: couscous, maçã, tofu ou requeijão e ervas frescas para animar as hostes. Seja para almoço, jantar ou para levar para a praia e piqueniques, é uma saladinha que combina com Verão.

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Salada de couscous e tofu

1 cebola
1 dente de alho
½ curgete
Azeite
150 g de tofu, cortado em cubos (pode substituir por requeijão e adicionar apenas no fim)
1 chávena de couscous
1 chávena de água a ferver
1 c. chá de caril
1 c. sopa de molho de soja
1 c. chá de mel ou melaço
1 maçã, cortada em cubinhos
Sumo de limão
Sal e pimenta preta moída
Hortelã q.b.

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Coloque no copo a cebola, o alho e pique 5 seg/vel 5.
Junte a curgete cortada em pedaços e pique 4 seg/vel 4.
Adicione o azeite e programe 5 min/Varoma/vel colher inversa.
Tempere com sal e pimenta, junte o tofu e programe mais 2 min/Varoma/vel colher inversa.

Deite o molho do refogado numa chávena e dissolva o caril, o molho de soja e o mel. Complete com água a ferver e use esta mistura para hidratar o couscous. Quando o líquido for absorvido, solte os grãos com um garfo.
Adicione o refogado ao couscous, junte a maçã e tempere com sal, pimenta e sumo de limão.
Sirva polvilhado com folhas de hortelã.

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tradicional

Refogue a cebola e o alho picados em azeite.
Junte a curgete em cubinhos e cozinhe mais uns minutos, deixando a curgete al dente.
Tempere com sal e pimenta, junte o tofu e deixe em lume médio uns minutos.

Deite o molho do refogado numa chávena e dissolva o caril, o molho de soja e o mel. Complete com água a ferver e use esta mistura para hidratar o couscous. Quando o líquido for absorvido, solte os grãos com um garfo.
Adicione o refogado ao couscous, junte a maçã e tempere com sal, pimenta e sumo de limão.
Sirva polvilhado com folhas de hortelã.


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Arroz doce da avó. It's goodies!

Nunca publiquei uma receita de arroz doce aqui no blogue. 
É uma das coisas que não falha nas mesas de festa em família, mas nunca feito pelas minhas mãos. 
Já foi o arroz doce da Avó Ricardina, sequinho, de cortar à faca como gosta o meu pai e como ficou desenhado nas minhas memórias. Momentos felizes... 
Agora é o arroz doce da Vó Carmina, bem cremoso e macio. 
Dois clássicos!  

Feito a olho, do saber experiente, nunca muito doce, que isto do arroz doce da avó não precisa de maquilhagem para se evidenciar. É bom porque sim, é bom apenas por ser bom, simples, porque sabe ao afecto da família à sua volta e à certeza de ali nos mantermos mais uma e outra vez, sempre com um arroz doce para partilhar. 
Das avós que partem, das que ainda nos aconchegam os dias, o prazer é delas que o fazem para nós, e nosso que o saboreamos na sua companhia. 

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É por tudo isto uma receita que nunca faço, arroz doce é receita de mimo de avó. 

Para desafiar esta verdade, só mesmo muito tentada por algo diferente. Como este arroz de laranja
Veio da Goodies, uma loja que faz as delícias de qualquer foodie, e é um arroz de bago cheio e aroma a laranja. Exibia-se logo ao lado um açúcar de flor de coco com aroma a limão e gengibre e os dois juntos agrafaram “arroz doce” à minha cabeça assim que os vi. 
É o mesmo arroz doce de sempre, animado com a subtileza de todos estes perfumes. 

Um pratinho de arroz doce, bem agasalhado com canela, é sempre uma narrativa de afectos com as avós da minha vida. Com elas, com as avós e com as memórias ternas que nos deixam, cada momento conta

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Arroz Doce 

500 g de água 
200 g de arroz Rising Sun Orange, da Lotao (ou arroz carolino) 
1 pitada de sal Casca de 1/2 limão 
1 pau de canela 
650 g de leite gordo 
2 gemas 
Canela em pó q.b. p/ polvilhar 

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Coloque no copo a água, o arroz, o sal, a canela e a casca de limão e programe 15 min/100ºC/vel colher inversa. 
Adicione o leite e programe mais 25 min/90ºC/vel colher inversa. 
Numa tacinha, misture as gemas com um pouco de líquido quente do arroz. 
Adicione o açúcar ao arroz, programe 5 min/90ºC/vel 1,5 inversa e vá deitando as gemas pelo bucal com a máquina em movimento. 
Deite numa travessa e, depois de frio, polvilhe com canela em pó.  

tradicional 

Coza o arroz em água, com uma pitada de sal, a canela e a casca de limão. 
Quando a água tiver sido absorvida, junte o leite e deixe em lume brando, a ferver lentamente, até que o arroz esteja cozido. 
Junte o açúcar e depois as gemas, previamente batidas com um pouco de leite quente e mexa bem. 
Envolva bem e deixe ao lume para cozer as gemas, sem deixar que ferva novamente. 
Deite numa travessa e, depois de frio, polvilhe com canela em pó. 

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A Goodies é uma loja online, também aberta ao público na Trindade, que entre muitas coisas que fazem os meus olhos brilhar, tem esta marca de arroz, a Lotao, cheios de aromas e texturas surpreendentes. Podem comprar aqui
Ou lá. Vale a pena o passeio pelo Chiado nestes dias de Verão e voltar para casa com uns goodies na mão. ☺

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sopa de feijão verde pedaçuda. Com pesto.

Sopas e mais sopas, gosto de todas!
Das clássicas às inesperadas, seja em que estação for, dão-nos tudo o que quisermos e sabem ao que gostamos.

Havia as sopas todas. E havia a de feijão verde... Gostasse eu muito do dito cujo ou não (mas gostava, gosto muito), era uma sopa à qual não dava muita conversa. Coisas da juventude...
Agora venha ela, bem atomatada, que eu só digo "quero mais"!

Nunca entendi o porquê de se fazer sopas passadas de tudo e mais alguma coisa menos dele, do feijão verde. Dele que me chega da horta em sacos intermináveis, e ao qual me tenho dedicado nas últimas semanas para que chegue à mesa sempre com cara nova.

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As sopas de Verão vêm frias, vêm quentes, com raspas de queijo, croutons ou ovo picado.
Esta vem dar-me o sorriso travesso de mais um molho de feijão verde despachado, numa sopa bem pedaçuda, abrilhantada com o pesto do dia: daquelas que se comem à temperatura que o corpo pedir.
Missão cumprida!


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Sopa de Feijão Verde Pedaçuda

450 g de feijão verde
1 cebola 1 mão cheia de cogumelos frescos
1 talo de aipo Azeite
600 g de água
2 c. sopa de pesto + q.b. p/ servir — ver receitas aqui  
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Coloque no copo metade do feijão verde cortado ao meio, pique 3 seg/vel 5, retire e reserve. Repita com o restante e reserve.
Coloque no copo a cebola, o aipo, os cogumelos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione a água, o feijão verde reservado, sal e pimenta e programe 25 min/100ºC/vel 1.
Adicione o pesto, programe 30 seg e vá progressivamente até à vel 6 (se quiser a sopa mais cremosa, programe 1 min/vel 7). Sirva com pesto.  

tradicional

Corte o feijão verde em pedaços pequenos e reserve.
Refogue a cebola e o aipo picados em azeite, até que amoleçam.  Junte os cogumelos em pedaços e cozinhe mais uns minutos.
Acrescente a água e o feijão verde reservado, tempere com sal e pimenta e cozinhe até que tudo esteja cozido.
Adicione o pesto e triture grosseiramente (se preferir, triture mais tempo até obter uma consistência mais cremosa). Sirva com pesto.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pela Mouraria, ao sabor do fado e das especiarias.

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Lisboa respira boa energia em cada ruela e escadinhas, escondidas por esses seus bairros castiços.
A Mouraria está a ganhar uma nova vida e realiza nestes meses vários eventos para irmos até lá aproveitar tudo o que tem para nos fazer sentir bem.
A sério: sentirmo-nos felizes em Lisboa? Fácil, fácil.

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Entre concertos num Intendente de cara lavada e passeios guiados ao som do fado pelas ruas da Mouraria, este Verão é para viver com os pés na calçada labiríntica e a alma aberta às estorias do fado.
O encontro tem hora marcada à porta da Igreja da Nossa Senhora da Saúde, no Martim Moniz. A partir dali, ruela acima, ruela abaixo, vamos palmilhando a alma da Mouraria através das palavras do nosso guia, filho do bairro.

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Vão connosco os turistas, os curiosos de ocasião, os apaixonados de sempre por esta cidade de luz meiga e a certeza de que há sempre mais uma rua estreita para nos dar conversa.
E aqui a conversa veio com sabor a fado.
A minha visita cantada foi acompanhada pela voz da Ana Sofia Varela, com viola e guitarra portuguesa e as mulheres de Lisboa à janela.

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Estas visitas são gratuitas e vão continuar em Agosto e Setembro, às sextas, sábados e domingos, sempre às 18h30.

Depois do passeio, o jantar foi fácil. Martim Moniz combina com especiarias e sabores exóticos, por isso foi só seguir a vontade até ao restaurante Caxemira.
Ali ao lado na Praça da Figueira, passa despercebido pela discrição com que se apresenta, mas basta deixarmo-nos conduzir pelo perfume do caril e depois escolher entre os muito pratos típicos deste que é um dos mais genuínos restaurantes indianos da cidade.
Entre chamussas estaladiças, caril de camarão e borrego com espinafres, regressei de lá inspirada para novas viagens.
Um visita cantada e com sabor a Mouraria, também em casa, pelos caminhos da comida indiana. ☺



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Kofta de espinafres com molho de iogurte

Para o molho:
15 g de óleo vegetal
1 c. chá de sementes de mostarda
½ c. chá de sementes de funcho
3 folhas de caril – não usei
1 cebola pequena
2 dentes de alho
3 iogurtes naturais, de vaca ou vegetais (350 g)
20 g de farinha de grão
½ c. chá de açafrão da Índia
1/4 c. chá de piri-piri moído
Sal

Koftas de espinafre:
500 g de espinafres congelados, bem escorridos
180 g de farinha de grão
1 cebola roxa
1 tomate maduro
2 dentes de alho
1 c. chá de cominhos moídos
2 c. sopa de coentros frescos
Sal
Azeite q.b.

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Com o copo seco, deite 200 g de grão seco e pulverize-o 30 seg/vel 9. Retire e reserve.

Para o molho de iogurte, deite no copo o óleo e as sementes de mostarda, o funcho e as folhas de caril. Programe 3 min/Varoma/vel 1.
Retire as folhas de caril, junte a cebola e os alhos e programe 5 seg/vel 5. Depois refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Coloque o iogurte, 4 c. sopa de farinha de grão, o açafrão, o piri-piri moído e tempere com sal. Programe 8 min/100º/vel 3. Retire e reserve.

Passe o copo por água e prepare as koftas de espinafres.
Deite a cebola e os alhos no copo e pique 5 seg/vel 5.
Junte os espinafres descongelados e muito bem escorridos e programe 3 seg/vel 6.
Adicione os restantes ingredientes e programe 15 seg/vel 3.
Passe a mistura de espinafres para um passador e esprema muito bem para que se solte todo o líquido. Molde bolinhas, usando 1 c. sopa desta mistura.

Unte uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite e deixe em lume médio-forte até que as koftas fiquem cozinhadas e alouradas de todos os lados.
Sirva com o molho de iogurte, polvilhado com coentros.

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tradicional

Para o molho de iogurte, aqueça o óleo com as sementes de mostarda, o funcho e as folhas de caril, até as sementes começarem a estalar.
Retire as folhas de caril, junte a cebola e os alhos e refogue até a cebola alourar.
Numa tigela, misture bem o iogurte com a farinha de grão. Junte-os ao refogado com o açafrão, o piri-piri moído e tempere com sal. Cozinhe durante aproximadamente 10 minutos, mexendo sempre. Retire do lume e reserve.

Prepare as koftas de espinafres.
Pique a cebola e os alhos na picadora.
Junte os espinafres descongelados e muito bem escorridos e pique novamente.
Adicione os restantes ingredientes e processe tudo.
Passe a mistura de espinafres para um passador e esprema muito bem para que se solte todo o líquido. Molde bolinhas, usando 1 c. sopa desta mistura.

Unte uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite e deixe em lume médio-forte até que as koftas fiquem cozinhadas e alouradas de todos os lados.
Sirva com o molho de iogurte, polvilhado com coentros.

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Fonte - Receita adaptada dos livros "The Food of India", de Priya Wickramasinghe e "Bimby - Índia".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sumo de pêssego, cenoura e hortelã

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O calor derrete-nos todos os pensamentos, deixando à mercê dos desejos apenas um sobrevivente: praia! Se é só uma miragem desfocada, caminhamos no deserto até ao oásis dos sumos frescos. 

Cá está ele - um copo de sumo e todas as palhinhas que nos vierem à mão!
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Sumo de pêssego, cenoura e hortelã 

4-5 pêssegos, cortados em pedaços 
1 cenoura, cortada em pedaços 
2-6 folhinhas de hortelã 
100 g de gelo 
500 g de água 
Açúcar q.b. - opcional 

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Coloque todos os ingredientes no copo e triture 1 min/vel 9. 
Sirva de seguida.  

tradicional 

Coloque na liquidificadora o pêssego, a cenoura e a hortelã e triture até obter uma polpa. 
Junte a água, o açúcar (caso use) e o gelo. Triture e sirva de seguida. 

* Se o seu liquidificador não triturar gelo, junte-o apenas no fim, mas sugiro que reduza a água para 400 g.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Regresso a Roma Num Gelado de Alperce.

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Roma é uma cidade de mil encantos.
Praças, fontes, igrejas, ruas, escadarias e cúpulas. Um sem fim de lugares onde o belo nos esmaga com a infalibilidade de todas as evidências.
Mas inevitável também é cairmos de amores pelos gelados italianos. Ai os gelados italianos... 

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Todos os caminhos nos levam a Roma e lá, todos nos levam ao Giolitti.
Dos muitos gelados que comi, e que não foram poucos ☺, foi o percurso que repeti mais vezes, chamada pelos sabores que sempre me faltavam provar. Entre as frutas intensas e os inesgotáveis chocolates, é uma tentação a que não é permitido resistir. 

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Na minha leitura da velha máxima “em Roma sê romano”, as palavras traduzem-se para “em Roma, come gelados”! ☺ Em Lisboa, junto-lhe uma chávena bem portuguesa e fruta da mercearia aqui da rua para, numa colherada, voltar ao nº40 da Via Uffici del Vicario. 

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Gelado de Alperce 

60 g de açúcar amarelo 
Raspa de 1/2 laranja 
500 g de alperces bem maduros, descaroçados, partidos em pedaços 
100 g de natas c/ 33% de gordura (pode substituir por leite gordo)

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Congele previamente os alperces. Deite as natas numa couvete de gelo e congele também. 
Coloque no copo o açúcar e a casca fina da laranja e pulverize 10 seg/vel 9. 
Adicione os alperces e as natas congeladas e programe 1 min/vel 6-7.
Se achar a mistura pouco homogénea, junte um pouco de sumo de laranja mais uns segundos.

Sirva de seguida ou congele. Se congelar, retire 15 minutos antes de servir, para que amoleça. 

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tradicional 

Triture todos os ingredientes até obter uma mistura homogénea. 
Coloque na máquina de gelados ou, 
em alternativa, leve ao congelador e bata pelo menos duas vezes durante a solidificação. Quantas mais vezes for batido, mais cremoso ficará o gelado. 

Conserve no congelador e retire 15 minutos antes de servir, para que amoleça.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Piquenicando ☺

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Estamos em Julho, é época alta de petisco
E não há melhor pretexto para isso do que reunir os amigos, pegar no cesto e vamos lá fazer um piquenique.  

Umas bebidas frescas, uns salgadinhos, sobremesas com frutas para animar as formigas e basta estender a manta para a festa começar. É certo que quando os amigos se juntam à volta do petisco, nunca falta animação.
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Debaixo de uma árvore fresca e com um manto verde para nos receber, o cesto abre-se e vai partilhando o que veio de casa. 
Um patê é sempre uma boa ideia. Para quem aprecia os de aves, é mesmo daquelas coisas que depois de se fazer uma vez, não se volta aos de compra. 
É simples, barato e tão melhor que os que se massificam nos potes dos supermercados. Eu faço uma dose grande que aproveito para distribuir pela família e para congelar em pequenas porções. 

Seja para acompanhar uma sopa, seja para petiscar num piquenique bem disposto, sabe sempre bem. 

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Patê de fígado de aves e funcho 

Rende aprox. 800 g 

150 g de bolbo de funcho (pode substituir por cebola) 
150 g de manteiga 
500 g de fígado de aves (peru, frango ou pato) 
Raspa de ½ laranja 
Sal e pimenta preta moída na hora 
3 c. sopa de vinho do Porto 
2 c. sopa de Whisky
 
1 cravinho
 
Alecrim q.b. 

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Coloque no copo o funcho e pique 5 seg/vel 5. 
Adicione 60 g de manteiga e programe 5 min/100ºC/vel 1. 
Junte o fígado, a raspa de laranja, tempere com sal e pimenta e refogue 5 min/100ºC/vel 2. De seguida triture 10 seg/vel 7. 
Adicione os restantes 60 g de manteiga, o vinho do Porto, o whisky, a raspa de laranja, o cravinho, o alecrim e programe 8 min/100ºC/vel 2. 
Coloque a mistura numa taça grande para que arrefeça e ganhe consistência. Depois guarde num frasco de vidro fechado, no frigorífico. Pode separar uma parte para congelar, em pequenas doses.

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tradicional 

Refogue o funcho picado na manteiga. 
Junte o fígado, a raspa de laranja, tempere com sal e pimenta e cozinhe cerca de 15 minutos. 
A meio adicione o vinho do Porto, o whisky, o cravinho, o alecrim. Depois triture até obter uma mistura homogénea. 
Coloque a mistura numa taça grande para que arrefeça e ganhe consistência. Depois guarde num frasco de vidro fechado, no frigorífico. Pode separar uma parte para congelar, em pequenas doses.

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Fonte – Receita adaptada a partir do livro base “Bimby – Receitas Essenciais”.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Na Terra dos Sonhos. Molhadinho de Coco e Limão

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Na terra dos sonhos doces... 
Fechamos os olhos e embala-nos uma música de reino encantado, o irresistível reino das forminhas de papel. Conhecem? ☺ 
Os desenhos parecem bordados com a delicadeza das coisas únicas, que nos segredam baixinho combinações e arranjos mil. São as forminhas, as chávenas floridas, os panos e guardanapos com os tons emparelhados, as bandeirolas que se erguem no topo de um muffin a acenar com toda a doçura a quem as olha. Têm o poder mágico de nos levar para esse mundo encantado onde a harmonia e a beleza dançam connosco em piruetas sincronizadas. 

E foi de pirueta em pirueta que fui rodopiando pela montra da More Than Cookies
Quando dei por mim, estava num “pas de deux” com este cake stand. A Ana e a Mónica tratam das nossas encomendas online com o mesmo cuidado com que selecionam os seus artigos, e o cake stand cor de rosa princesa acabou por me chegar às mãos na companhia destas forminhas e bandeirolas que carinhosamente me ofereceram. 

Não há forma de resistir à ideia de uma mesa decorada com as cores e sabores da imaginação. É hora de cozinhar sonhos! ☺ 

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Molhadinho de Coco e Limão 

200 g de açúcar amarelo 
Raspa de 1 limão, só a parte amarela 
200 g de manteiga à temperatura ambiente 
100 g de coco ralado 
4 ovos 
1 pitada de gengibre em pó - opcional 
250 g de farinha p/ bolos 
1 c. chá de fermento p/ bolos 
Coco ralado q.b. p/ polvilhar 

Calda: 
250 g de leite 
60 g de açúcar amarelo 

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Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Unte com manteiga e polvilhe com farinha um tabuleiro de 30 cm x 20 cm. 

Coloque no copo o açúcar e pulverize 10 seg/vel 9. 
Junte a casca fina do limão e pulverize mais 6 seg/vel 9. 
Adicione a manteiga, o coco e os ovos ( e o gengibre, caso use) e bata 1 min/vel 6. 
Junte a farinha e o fermento e envolva 10 seg/vel 3. 
Deite a massa no tabuleiro preparado e leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos. 

Quando o bolo estiver quase pronto, prepare a calda. 
Coloque no copo o leite e o açúcar e programe 8 min/90ºC/vel 1. 
Retire o bolo do forno, fure-o com um garfo e verta a calda. Deixe arrefecer na forma para a calda ser absorvida e polvilhe com coco ralado. 

Depois de frio, corte o bolo em quadrados e sirva em forminhas de papel, vindas algures da terra dos sonhos. ☺  

tradicional 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Unte com manteiga e polvilhe com farinha um tabuleiro de 30 cm x 20 cm. 

Bata a manteiga com o açúcar e a raspa de limão (e o gengibre, caso use) até obter um creme homogéneo. 
Junte os ovos um a um e bata entre cada adição, adicionando depois o coco ralado. 
Polvilhe a farinha e o fermento e envolva. 
Deite a massa no tabuleiro preparado e leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos. 

Quando o bolo estiver quase pronto, prepare a calda. 
Leve ao lume o leite e o açúcar e deixe em lume médio até que levante fervura e o açúcar se dissolva. Retire o bolo do forno, fure-o com um garfo e verta a calda. Deixe arrefecer na forma para a calda ser absorvida e polvilhe com coco ralado. 

Depois de frio, corte o bolo em quadrados e sirva em forminhas de papel, vindas algures da terra dos sonhos. ☺ 

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Nota: Convido-vos a conhecer as coisas lindas da loja online More Than Cookies, onde entre outras coisas, encontram formas, louças e acessórios de cozinha maravilhosos da Greengate. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

De Roma a Lisboa, o sabor da pizza

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Soube-me bem esta pausa. 
Andei a passear pela costa Vicentina, desci até ao Algarve e acabei as férias em Roma. Os encantos da cidade são arrebatadores e a comida dá energia para aproveitar ao máximo cada dia. Calcorreei praças, ruas e ruelas, maravilhei-me com as igrejas guardiãs de todos os tesouros e sempre que possível, tranquilizei o calor de gelado na mão: foram tantos!! ☺ 

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Ao gelado na mão juntou-se a máquina ao pescoço, a dupla de que me tornei inseparável e adoptei como a minha farda de viagem. 
Das pizzas de massa fina em forno a lenha, das pastas al dente, dos alperces pela manhã e das memórias felizes que trouxe comigo, vou agora tirando inspiração para alimentar os dias aqui por casa. Voltei com entusiasmo renovado e cheia de vontade de cozinhar. 

Em breve falarei um pouco mais do que vi e comi, por agora, vamos à pizza! 

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Este molho é muito versátil. Cá em casa foi feito para dip, servido com legumes crus, e depois o que sobrou usei como molho para pastas e pizzas.

Pizza com molho ratatoui 

Para o molho ratatoui: 
1 beringela, cortada ao meio
1 pimento encarnado, cortado ao meio e limpo de sementes 
2 tomates 
1 cebola, cortada ao meio 
3 c. sopa de azeite 
1 c. sopa de vinagre de vinho tinto 
2 dentes de alho 
Sal 

Para a massa: 
40 g de queijo mozzarella 
200 g de leite 
40 g de azeite 
15 g de fermento fresco de padeiro ou 2 c. chá de fermento seco 
Uma pitada de sal 
220 g de farinha de trigo integral 
200 g de farinha de trigo T65 

Para o recheio de 1 pizza: 

100 g de queijo mozzarella ralado 
Tomate fatiado 
Cogumelos frescos, laminados 
Atum 
Raspas de parmesão 
Manjericão fresco q.b.

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Para o molho ratatoui: 
Pré-aqueça o forno a 190ºC. 
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal e disponha a beringela, o pimento, o tomate e a cebola. 
Leve ao forno durante aprox. 45 minutos, até que a pele fique escura e os legumes amoleçam. 
Pele o pimento e retire com uma colher a polpa da beringela. 
Coloque no copo todos os legumes, adicione o azeite, o vinagre, o alho e o sal e triture 20 seg/vel 7. 
Deixe arrefecer e guarde no frigorífico, num frasco tapado, durante 5 dias. 

Para a massa: 
Deite o queijo no copo e triture 5 seg/vel 9. 
Junte o leite, o azeite, o fermento e o sal e programe 2 min/37ºC/vel 2. 
Adicione as farinhas e amasse 20 seg/vel 6 + 2 min/vel espiga. 
Deixe a massa levedar tapada até duplicar de volume, durante cerca de 30 minutos. 

tradicional 

Para o molho ratatoui: 
Pré-aqueça o forno a 190ºC. 
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal e disponha a beringela, o pimento, o tomate e a cebola. 
Leve ao forno durante aprox. 45 minutos, até que a pele fique escura e os legumes amoleçam. 
Pele o pimento e retire com uma colher a polpa da beringela. 
Coloque todos os legumes no copo da liquidificadora, adicione o azeite, o vinagre, o alho e o sal e triture até obter uma mistura homogénea. 
Deixe arrefecer e guarde no frigorífico, num frasco tapado, durante 5 dias. 

Para a massa: 
Aqueça ligeiramente o leite e dissolva o fermento. 
Junte o azeite, o sal e misture. 
Faça um vulcão com as farinhas e no meio coloque o leite. Amasse muito bem durante uns minutos, juntando entretanto o queijo mozzarela previamente ralado. Forme uma bola e deixe a massa levedar tapada até duplicar de volume, durante cerca de 30 minutos. 

Se usar a máquina de pão, coloque todos os ingredientes na cuba da máquina seguindo a ordem indicada pelo fabricante e programe o ciclo "Massa". 


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Montagem: 
Pré-aqueça o forno a 220ºC. 
Quando a massa estiver levedada, divida-a e abra 2 discos finos de pizza. 
Coloque-os num tabuleiro forrado com papel vegetal. Pincele-os com azeite, pique a massa com um garfo e deixe-a descansar 10 minutos. 
Leve os discos de massa 5 a 10 minutos ao forno a 220° C, até dourarem levemente. (Se quiser, pode congelar a massa neste ponto, assim que arrefecer). 

Espalhe o molho pela base, distribua o queijo mozzarella ralado, os cogumelos e o atum e o tomate em pedaços. Leve ao forno por mais 8 minutos ou até o queijo derreter. 
Sirva com raspas de queijo parmesão. 


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                        @ Ricardo Mendes Almeida

Fonte: A receita do molho é do livro "Mediterranean Vegetarian Cooking", da Paola Gavin.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

E se eu gostasse de cerveja?

Eu não gosto de cerveja.
Nem de vinho, nem de qualquer outra bebida alcoólica. Sempre tive pena que assim fosse, certa do muito que perco nas infinitas possibilidades de conjugações harmoniosas entre bebida e prato numa refeição.
E a cerveja... ela que chama por amigos juntos ao petisco, que fala de Verão e fins de tarde sem horas depois de um dia de praia. Nada! Por mais que experimentasse e tentasse, não havia forma de gostar.

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Até que...
Até que recebi um convite para ir conhecer as cervejas Estrella Damm, que agora chegam a Portugal e foram apresentadas num almoço degustação criado para elas pelo chefe Avillez, no seu Cantinho do Avillez.

À certeza de boa comida e boa companhia, juntei a infalível máxima “nunca digas nunca”.

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Foi um acontecimento! Eu a beber cerveja, eis algo impensável.
Mas foi real. ☺

Um almoço cheio de surpresas - uma lição e tanto.
Tudo começou com August Damm. Natural da Alsácia, instalou-se em Barcelona onde fundou em 1876 a sua cervejeira. De geração em geração, desenvolveram novos métodos que nos trazem hoje um copo cheio de tradição e inovação. São cervejas que respiram a energia criativa desta cidade, onde a cozinha de vanguarda conquista fama e glórias.

A refeição foi aberta com a Free Damm, a acompanhar um salmão fumado com molho de mostarda e endro.
É uma cerveja leve, fresca e baixa em calorias. O seu processo de fabrico destaca-se das restantes cervejas sem álcool pelo facto da levedura adicionada produzir álcool da maneira natural, com a fermentação a ser levada até ao fim. Só então ocorre uma destilação em vácuo para se eliminar o álcool, preservando assim muito do sabor da cerveja tradicional.
Eu gostei. ☺

Veio depois a Estrella Damm, com o torricado de tomate com copita de porco alentejana.
Servida num copo ligeiramente fechado, com uma altura de creme que enche o olho, é incrível que seja feita ainda com levedura original, preservada há 130 anos.

E eis que surge na mesa a minha favorita!
A cerveja que finalmente me fez gostar de cerveja: a Estrella Damm Inedit, servida com o atum de conserva caseira.
Esta cerveja foi criada em conjunto com o chef Ferran Adriá e a sua equipa de escanções do El Bulli, na procura de uma cerveja que acompanhasse a melhor gastronomia contemporânea. Servida em copos de vinho branco, diferencia-se pela tonalidade âmbar da mistura de trigo e cevada e pelos aromas ricos de frutas e especiarias. Com apenas 4,8% de teor alcoólico e o perfume a laranja, a sua subtileza e frescura trazem-na aqui como a minha eleita! ☺

Chegou depois a vez da Voll Damm.
Uma lager com o dobro do malte, bem mais densa e intensa, cujo amargo será certamente a gosto de quem está habituado a estas coisas. Not me. ☺
Eu fiquei deslumbrada foi com a vitela de comer à colher com caril de legumes e maçã verde. O grande prato do dia!

Finalizámos com a Bock Damm. E um bolo de chocolate com gelado de morango.
Depois de tantas cervejas, o efeito da dupla bolo de chocolate e cerveja preta à sobremesa só podia mesmo ter sido este: esqueci-me da foto! Mas acreditem, fechámos a refeição em grande, com esta lager e um bolo surpreendentemente apimentado.

Que me fizeram acreditar mais uma vez que há sempre tempo para gostar do que é bom.
Alturas houve em que na minha cozinha a cerveja sempre foi parar ao tacho.
Novos tempos virão... ☺

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Frango com molho de cenoura e cerveja

6 perninhas de frango
Sal e pimenta preta moída na hora
Couve lombarda q.b., em pedaços
Brócolos q.b., separados em floretes
Batatas q.b., cortadas em pedaços pequenos
1 cebola
2 dentes de alho
1 tomate grande, maduro
1 cenoura grande, cortada em pedaços
25 g de azeite
200 g de cerveja
200 g de água

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Tempere o frango com sal e pimenta.
Disponha a batata e a couve na Varoma, sobreponha o frango e na prateleira coloque os brócolos. Reserve.
Coloque no copo a cebola, o alho e a cenoura e pique 5 seg/vel 5.
Junte o azeite e refogue 5 min/100ºC/vel 1.
Adicione a cerveja, a água, sal e pimenta, coloque a Varoma e programe 30 min/Varoma/vel 1.
Quando o tempo terminar, retire a Varoma, coloque o copo medida e triture 20 seg/vel 7.
Acerte os temperos e sirva o frango com os legumes e o molho.


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tradicional

Tempere o frango com sal e pimenta.
Cozinhe os legumes a vapor e coza as batatas.
Coza as perninhas de frango também a vapor ou, se preferir, saltei-as numa frigideira com um fio de azeite até que fiquem cozinhadas.
Enquanto isso, refogue a cebola e o alho picados em azeite, até que a cebola quebre.
Junte a cenoura ralada e cozinhe mais uns minutos.
Adicione a cerveja, deixe levantar fervura e depois acrescente a água, sal e pimenta. Cozinhe em lume brando até que molho apure.
Acerte os temperos e sirva o frango com os legumes e o molho.


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