quinta-feira, 31 de março de 2011

Tarte Folhada de Espargos, Bacalhau e Alheira

Pode parecer trabalhoso, mas fazer massa folhada em casa requer apenas tempo. Nem sequer é tempo efectivo de trabalho, mas tempo para a massa ir descansando no frigorífico durante o processo. É essencial.
No fim, o resultado é recompensador: uma massa folhada cheia de sabor.
Lembro-me bem do susto que me deu a primeira vez que fiz, quando percebi a quantidade de manteiga que leva… Mas vale o mal que faz, pelo bem que sabe. De quando em quando. :)

Faço sempre quantidade suficiente para várias receitas. Com a massa que sobra, estendo-a sobre papel vegetal, enrolo assim mesmo e congelo para usos futuros.
Quando, como neste caso, preciso de massa folhada, basta descongelar e abrir. Muito prático. Recheei, enrolei e entartei. :) Na verdade, gosto de fazer estes rolos tortos que depois mais parecem tartes. Gosto do aspecto descuidados e tosco. Gosto.

Espargos, já temos espargos! E hoje até temos sol de Primavera. Tudo a combinar. :)


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Tarte Folhada de Bacalhau e Alheira com Espargos

Massa folhada
1 cebola
1 dente de alho
Azeite
180g de migas de bacalhau demolhado* (uso paloco)
100g de espargos frescos
100g de alheira
1 colher sopa de farinha
80g leite
Sal e pimenta
Sementes de sésamo

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thermomix_bimby

Coloque o alho e a cebola no copo: 5 seg, vel 5.
Junte o azeite: 5 min, tep 100, vel 1.
Enquanto isso, arranje os espargos. Quebre a extremidade mais dura e depois corte-os em pedaços de 0,5 cm. Retire a pele da alheira e corte-a em pedaços.
Adicione ao refogado o bacalhau, a alheira e os espargos: 8 min, temp 100, vel colher inversa.
Junte a farinha, o leite e os temperos: 2 min, temp 100º, vel colher inversa. Deixe arrefecer.

Estique a massa folhada, distribua o recheio e forme um rolo largo. Ajeite o rolo numa forma de tarte pequena, salpique com sementes de sésamo e leve ao forno até dourar.
Acompanhámos com salada de folhas verdes.

tradicional

Pique o alho e a cebola e refogue-os em azeite.
Enquanto isso, arranje os espargos. Quebre a extremidade mais dura e depois corte-os em pedaços de 0,5 cm. Retire a pele da alheira e corte-a em pedaços.
Adicione a farinha e mexa até cozer.
Depois junte o bacalhau, a alheira e os espargos e cozinhe por uns 10 minutos.
Adicione o leite e os temperos e deixe em lume brando por uns 5 minutos, até que o molho encorpe. Deixe arrefecer.

Estique a massa folhada, distribua o recheio e forme um rolo largo. Ajeite o rolo numa forma de tarte pequena, salpique com sementes de sésamo e leve ao forno até dourar.
Acompanhámos com salada de folhas verdes.

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Notas:

* O bacalhau é uma das espécies de peixe que se encontra em grave risco de extinção. Em receitas que pedem bacalhau desfiado, substituo sempre por paloco.

- Pode duplicar as quantidades, pois as que usei foram para uma tarteira pequena.

terça-feira, 29 de março de 2011

Sopa de Grão e Tomate

Eu bem que suspiro por ela, mas a Primavera que se fez anunciar num lindo fim-de-semana de sol, parece ter ganho tanta vergonha que foi passear. Deixou-nos as primeiras favas, ervilhas tortas, morangos doces e também mais uns dias de chuva…
Para estas noites chuvosas, uma sopa crocante. :)

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Sopa de Grão com Tomate

1 cebola
1 dente de alho
1 cenoura
1 pimento vermelho
Azeite
1 pitada de cominhos
500ml de água
400g de tomate maduro
450g de grão cozido
Sal e pimenta
Sementes de sésamo pretas
Sementes de abóbora
Coentros picados

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Coloque no copo a cebola, o alho, a cenoura e o pimento (sem grainhas nem sementes): 4 seg, vel 5.
Junte o azeite e uma pitada de cominhos e cozinhe 5 min, temp 100º, vel 1.
Junte o tomate, o grão (reserve três colheres de sopa) e a água e marque 20 min, temp 100º, vel 1.
Tempere com sal e pimenta e reduza a puré: 2 min, vel 3-5-7.
Acerte a consistência e adicione o grão reservado: 2 min, temp 100º, vel 1.

Aqueça as sementes numa frigideira untada com azeite.
Sirva com as sementes e os coentros picados.

tradicional

Aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho picados, a cenoura ralada e o pimento picado (sem grainhas nem sementes). Junte os cominhos e cozinhe por uns minutos.
Junte os tomates, o grão (reserve três colheres de sopa) e a água e deixe cozinhar por uns 30 minutos.
Reduza a puré e rectifique a consistência e os temperos.
Junte o grão reservado e deixe ferver por 2 minutos.

Aqueça as sementes numa frigideira untada com azeite.
Sirva com as sementes e os coentros picados.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Salada do Até Já

Uma salada pareceu-me bem. Quando nos juntamos, uma leva isto, outra aquilo, e entre tantas iguarias, sabe sempre bem uma salada.
Foi crescendo de improviso: as últimas couves da horta do pai, bulgur cozido no frigorífico, uns cogumelos portobello mesmo a jeito, franguinho para dar substância e as omnipresentes laranjas da quinta. Tudo junto e misturado.

Somos amigas e somos cúmplices nos gostos, somos amigas porque somos cúmplices nos gostos. É por isso que me dá tanto prazer cozinhar para as “mesmas do costume”.
Foi mais uma noite perfeita de conversa. De amizade e de inspiração para estes versos:


Espera-te a cidade. Maravilhosa?
De promessas feita. De mar e sonhos e cores.
Espera-te cá e lá a certeza perfeita
Do que não se esgota nunca: o mundo imenso de sabores.

Espera-te a saudade, mas também a vontade.
A pertença e a ausência. O cá e o lá da amizade.


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Salada de Bulgur, Couve e Frango. Com Laranja

Para 4 pessoas, como refeição

Couve:

200g de cebola
Azeite
2 colheres sopa de polpa de tomate
250g de couve penca
100ml de vinho branco
200g de cogumelos portobello laminados
Sal e pimenta preta
Noz-moscada

Na bimby:
Retire os talos grossos das folhas de couve e deite-as no copo: 5 seg, vel 5. Não vai conseguir ralar tudo de uma vez, por isso faça-o em partes. Retire e reserve.
Parte a cebola ao meio e depois pique-a 8 seg, vel 4. Junte o azeite e marque 10 min, temp varoma, vel colher.
Junte a pasta de tomate, sal e pimenta, a noz-moscada, o vinho e a couve: 10 min, temp 100º, vel colher.
Adicione os cogumelos e marque 10 min, temp 100º, vel colher inversa, sem copinho.

Tradicional:
Retire os talos grossos das folhas de couve e pique-a finamente.
Refogue a cebola em rodelas numa frigideira alta e cozinhe no azeite em lume brando durante uns 10 minutos, de modo a que fique ligeiramente caramelizada.
Junte a polpa de tomate, a couve, o vinho e tempere com sal e pimenta.
Cozinhe até que a couve fique macia, mas mantendo a forma, durante aproximadamente 20 minutos, mexendo ocasionalmente. A meio, adicione os cogumelos fatiados.
Acerte os temperos.

Frango:

300g de peito de frango
Raspa de 1 laranja
1 colher sopa de mostarda
1 rodela de gengibre fresco, descascado
1 dente de alho

Faça uma pasta com o gengibre ralado, a raspa da laranja, o alho picado e a mostarda. Tempere o frango com sal e pimenta e barre com esta pasta. Deixe marinar pelo menos 1 hora (eu deixei de um dia para o outro).
Disponha o frango num tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 1 hora (eu usei o programa “Cozer” da Máquina de Pão para o mesmo efeito).

Montagem e tempero:

2 chávenas de bulgur cozinhado
2 laranjas inteiras

Sumo de 1 laranja
1 colher sopa de vinagre balsâmico
3 colheres sopa mal cheias de vinagre de cidra
2 colheres sopa de mel

Aqueça o sumo de laranja, os vinagres e o mel até que este se dissolva. (Na bimby, marque 3 min, temp 100º, vel 1).

Desfie o frango, descasque as laranjas e corte-as em pedaços.
Numa taça grande, misture a couve e cogumelos com o bulgur, o frango desfiado e a laranja. Envolva o molho, tempere com sal e pimenta e deixe repousar durante pelo menos 30 minutos antes de servir.

sábado, 26 de março de 2011

Arroz de Manteiga da Avó Ricardina

Hoje falo de memórias, de sabores que já não seriam os meus, mas que na cozinha da avó Ricardina se esticaram até à minha infância. Eram tempos de arroz branco, de arroz cremoso e amanteigado. De um arroz que se deixou perder nos anos…

Recordo o caminho assim. Um domingo de manhã clara, sol aberto e céu azul.
O carro a serpentear pela Serra de Sintra afora e a minha atenção disputada pelo mar picado do Guincho de um lado ou pela vegetação então bem mais verde do que agora. De curva e contracurva se faz ainda hoje o caminho que acaba ali mesmo, na Azóia. Ali onde a Natureza deu mais uns passos para logo à frente marcar encontro entre o mar e a terra, ali onde se insinua majestosamente o ponto mais Ocidental da Europa. A estrada segue com fim certo, acaba no Cabo da Roca.
Quando abríamos o portão de ferro, sempre perro, este parecia ladrar junto com os cães. Transpô-lo anunciava o que aí vinha: o avô sentado ao sol, a horta e os canaviais, a casota dos cães, o barracão escuro das batatas.
E anunciava a porta aberta, onde a cozinha nos recebia com o cheiro a almoço pronto.

Contar a história deste arroz é voltar atrás… É voltar aos almoços de fim-de-semana em casa dos avós, à cozinha de banco corrido, fogão alto e relógio de cuco a tocar na sala ao lado.
Tão simples. É apenas um arroz. Um arroz que me senta de novo àquela mesa, posta com pratos de louça desencontrada, que acompanha o coelho com molho escuro, que me reaviva as poucas memórias com paladar que ainda consigo guardar desses tempos.
Por ser a neta mais nova, já da fornada de 80, e porque a vida impõe a sua vontade sem pedir licença, não cheguei a cozinhar para a minha avó… Gostava de ainda hoje poder comer este arroz com ela, feito por ela, feito para ela.
De mim para ela.

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1 chávena de arroz carolino
3 chávenas de água
Sal
1 colher sopa de manteiga

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Coloque a água e o arroz no copo, tempere com sal e marque 17 min, temp 100º, vel colher inversa.
Quando faltarem 30 seg para acabar o tempo, junte a manteiga.

tradicional

Coloque a água e o arroz num tacho, tempere com sal e cozinhe tapado em lume brando até que o arroz absorva a água, sem secar.
Junte a manteiga e envolva.

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Nota:

- Com este post contribuo para o desafio lançado pela Laranjinha, “Conte-me a Sua Receita”, no blogue Cinco Quartos de Laranja.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Bolo de Beterraba e Laranja. Um desastre e um acerto.

Acho que não me lembro de uma receita que tenha ficado tão má que não a conseguíssemos comer. Até que teimei fazer beterrabas assadas com laranja.
Gosto muito de beterraba, foi inclusivamente com uma sopa de beterraba que inaugurei o blogue, mas compro-as habitualmente já cozidas. Sopa de beterraba e pêra, nas saladas, é um sabor de Inverno que me cai sempre bem, sabor da terra.
Pois ao ver uma receita de beterrabas assadas no forno com laranja e gengibre achei que só podia ser uma delícia. Provavelmente até estaria certa, mas ao abrir o forno de quando a quando para mexer as ditas, o cheiro a beterraba e laranja foi-se espalhando pela cozinha, por mim e pela casa de tal forma que quando chegaram à mesa já estava tão enjoada que não consegui comê-las. Ainda as aproveitei para uma sopa, mas não havia nada a fazer, nem assim: lixo! :(
Só que o entusiasmo com beterraba tinha sido tanto, que anda me sobraram algumas cruas que não usei na receita.

Pensar em comer beterraba até me dava a volta ao estômago, então lembrei-me de ter visto algumas receitas pela net em que eram usadas em doces. O bolo de chocolate e beterraba da Laranjinha seria uma boa opção, mas acabei por ir por outro caminho. Se a curgete, a cenoura, a abóbora resultam tão bem em bolos, basta deixar-me levar pela intuição.

E a intuição levou-me até aqui: bolo de beterraba e laranja.
A dupla que tão mal se portou comigo na versão salgada, recuperou todo o seu prestígio quando lhe juntei ovos, açúcar e farinha. A beterraba não se adivinha, só se saboreia. :)

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2 beterrabas cruas(150g)
Raspa de 1 laranja
210g de açúcar
150g de manteiga
4 ovos
210g de farinha para bolos
140g de farinha de trigo integral
1 iogurte natural
½ colher chá de sal fino
1 colher chá de fermento para bolos
½ colher chá de bicarbonato de sódio

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Coloque no copo as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal: 5 seg, vel 5. Retire e reserve.

Com o descascador de legumes, retire a parte amarela da casca da laranja. Deite no copo com o açúcar e pulverize na vel 9.
Junte as beterrabas descascadas e partidas em pedaços e pique 5 seg, vel 5.
Adicione a manteiga, os ovos e o iogurte: 2 min, vel 6.
Junte a farinha, envolva com a espátula e marque depois 5 seg, vel 5. Acabe de envolver com a espátula.

Deite a massa na forma e leve a cozer no forno durante aproximadamente 30 min, até que ao espetar um palito este saia seco.

tradicional

Descasque as beterrabas e corte-as em pedaços. Coloque-as numa picadora ou processador com uma parte do açúcar e reduza a puré.
Peneire as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal para uma taça grande.
À parte, bata a manteiga, o restante açúcar e a raspa de laranja ralada até que fique cremoso. Adicione os ovos um a um e bata até que a misture fique clara e fofa. Junte o puré de beterraba e o iogurte.
Adicione a mistura de farinha reservada e envolva suavemente.

Deite a massa na forma e leve a cozer no forno durante aproximadamente 30 min, até que ao espetar um palito este saia seco.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Filetes com Tomate no Forno. Molho e Pão.

aqui escrevi sobre os livros da Tessa Kiros. Como os adoro.
E todo o ambiente que enquadra as receitas tornam-nas aos meus olhos perfeitas quando penso em cozinhar para amigos. Tudo parece respirar calor humano, carinho e prazer. É sempre boa ideia partilhar sabores e afectos sob a forma de peixe com tomate no forno.
Para aproveitar o molho, pão caseiro! Pode haver coisa melhor? :)

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Para 4-6 pessoas:

1kg de filetes de peixe branco firme (pescada, linguado…)
400g de tomate pelado de lata ou fresco
¼ chávena de salsa
2 talos de aipo
4 alhos
Sumo de 2 limões
1 colher chá de açúcar
3 colheres sopa de azeite
Sal e pimenta
Pão às fatias para servir
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Aqueça o forno a 180ºC.
Disponha os filetes de peixe num tabuleiro de ir ao forno onde caibam sem se sobreporem.
Misture os tomates desfeitos grosseiramente com os seus sucos, a salsa picada, o alho picado, o sumo de limão, o aipo picado, o açúcar e o azeite e tempere. Deite esta mistura sobre o peixe de forma a que fique todo coberto e abane para espalhar.
Tape com papel de alumínio e leve ao forno por 30 minutos.
Remova o alumínio, aumente o forno para 200ºC e deixe por mais 40/50 minutos; até que o molho engrosse um pouco e o topo do peixe fique alourado em algumas partes. Sendo cozanhados assim, primeiro tapados, ficam suculentos e macios, com o aroma do tomate bem intenso.

Sirva com pão para aproveitar o molho, eu acompanhei também com millet de curgete e azeitonas.
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Notas:

- Se quiser, pode seguir a sugestão da Tessa e depois de pré-cozidas, juntar umas batatas ao peixe quando retirar o papel de alumínio.

Fonte – Adaptada a partir do livro “Falling Cloudberries” da Tessa Kiros.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Millet Com Curgete e Azeitonas

Mesmo sendo eu uma arrozeira e tanto, gosto muito de ir experimentando outros grãos, principalmente agora que já há no mercado uma oferta variado e acessível. Couscous, espelta, trigo, bulgur, millet, cevada, o cabaz de cereais é tão diverso quanto delicioso.
Esta sugestão que aqui deixo é feita com millet, mas resulta com qualquer outro destes grãos, fica à vossa escolha.
Se juntarem um ovo cozido ou escalfado ou simplesmente umas sobras de carne ou peixe desfiadas, passa de acompanhamento a refeição completa e acreditem que ficarão saciados e satisfeitos! :)

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Para 4 pessoas, como acompanhamento:

250g de millet (painço) - pode substituir por couscous
Azeite
1 cebola pequena
1 dente de alho
40g de talo de aipo
130g de curgete
½ chávena mal cheia azeitonas às rodelas
Coentros
Sal e pimenta
Azeite
Sumo de limão

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Cozinhe o millet num tachinho, de acordo com as instruções da embalagem.

Coloque no copo a cebola, o alho e o aipo: 5 seg, vel 5.
Junte o azeite e cozinhe 5 min, temp 100º, vel 1.
Corte a curgete em meias luas finas e junte-as ao refogado: 6 min, temp 100º, vel colher inversa.

Retire para uma taça de servir e junte o millet já cozinhado.
Misture as azeitonas e os coentros e envolva tudo.
Tempere com sal, pimenta, azeite e sumo de limão e sirva.

tradicional

Cozinhe o millet num tachinho, de acordo com as instruções da embalagem.

Pique a cebola e o alho e refogue-os em azeite. Junte o aipo picado e cozinhe até que acebola amoleça.
Corte a curgete em meias luas finas e adicione-as ao refogado. Deixe em lume brando por uns minutos, apenas até que a curgete quebre, mas mantenha ainda alguma firmeza.

Retire para uma taça de servir e junte o millet já cozinhado.
Misture as azeitonas e os coentros e envolva tudo.
Tempere com sal, pimenta, azeite e sumo de limão e sirva.

terça-feira, 22 de março de 2011

Nigel Slater: Costeletas Com Arroz. Iogurte, Gengibre, Cardamomo e Lentilhas.

Do que conhecia das propostas do Nigel Slater, gostava. E gostava muito. Mas não sei porquê os seus livros teimavam em não sair da lista de desejos. Encomenda atrás de encomenda, ficavam sempre para a próxima. Foi graças ao entusiasmo da Suzana por ele que na última remessa de livros que chegou da Amazon veio finalmente um livro deste senhor.
E bendita a hora. Às tantas deixei de marcar as receitas que quero experimentar pois acho que são todas. Para começar, ficam já aqui duas. :)
Frescura, simplicidade, sazonalidade, equilíbrio, inovação, todas estas palavras definem bem aquilo que são as suas propostas.
Sintonia plena! :)

"The simple act of making someone something to eat, even a bowl of soup or a loaf of bread, has a many-layered meaning. It suggests an act of protection and caring, of generosity and intimacy. It is in itself a sign of respect."
Nigel Slater


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Costeletas com Iogurte

4 costeletas de porco
Sal
Sumo de ½ limão
10g de gengibre fresco, descascado
1 colher chá de pimenta
2 dentes de alho
2 iogurtes naturais
1 colheres chá de sementes de cominhos
1 colheres chá de sementes de coentros
4 vagens de cardamomo
1 cebola
2 colheres sopa de azeite
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Esprema o sumo de limão para uma taça e junte o gengibre ralado, a pimenta e os alhos picados. Adicione os iogurtes e envolva tudo.

Moa (ou desfaça num pilão) as sementes de cominhos e coentros e as sementes que estão no interior da vagem de cardamomo. Se preferir usar as especiarias já moídas, reduza o volume a usar para metade.
Tempere as costeletas com sal e com as especiarias moídas e coloque-as num tabuleiro de ir ao forno. Verta a mistura de iogurte e envolva bem as costeletas.
Deixe marinar no frigorífico por umas horas (eu deixei de um dia para o outro).

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Corte a cebola em rodelas e refogue em azeite por 10 minutos.
Deite por cima da carne e leve ao forno durante aproximadamente 20 minutos. O iogurte vai fazer com que o molho fique engrumado, mas não desconfie do aspecto, é delicioso.
Acompanhámos com arroz de lentilhas.

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Arroz de Lentilhas

160g de arroz agulha
60g de lentilhas (demolhei durante 2 horas)
1 cebola
Azeite
2 cardamomos
½ pau de canela
1 cravinho
1 folha de louro
Sal e pimenta
Água
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Deite no copo a cebola descascada e pique 5 seg, vel 5. Junte um fio de azeite e refogue 5 min, temp 100º, vel colher inversa.
Pese o arroz no cesto e junte o refogado, o pau de canela, as vagens de cardamomo ligeiramente esmagadas, o cravinho, o louro e as lentilhas. Envolva.
Deite 800g de água no copo, tempere com sal, insira o cesto e marque 20 min, temp 100º, vel 4. Envolva a meio.

tradicional

Descasque e pique a cebola e refogue-a no azeite. Junte o pau de canela, as vagens de cardamomo ligeiramente esmagadas, o cravinho, o louro e deixe cozinhar uns 10 minutos.
Quando a cebola amolecer, junte o arroz e as lentilhas, tempere com sal e adicione água de forma a cobrir até 2cm acima do nível do arroz. Depois de levantar fervura, tape e deixe cozinhar em lume brando por 20 minutos. Desligue e deixe descansar tapado por 10 minutos.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Primavera Chegou com Sol, Alegria e Gelado de Pauzinho!

Finalmente chegou e não se fez tímida. Tivemos um fim-de-semana de Primavera cheio de sol, de rua, de gelados e boa disposição.
É incrível como o bom tempo me ilumina todas as vontades e contagia com alegria. Foi um domingo em cheio!
Para brindar à nova estação, inaugurei a época de gelados com sabores Primavera-Verão. Gelado de pauzinho, porque quando o Inverno sai de cena, a ordem do dia é mesmo passear na rua. Melhor ainda, se sairmos já de gelado na mão! :)

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Gelado de Morango e Iogurte

Para 6 un:

200g de morangos
1 iogurte natural
1 medida do iogurte de leite
2 colheres sopa de mel
1 colher sopa de sumo de limão

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Caso prefira, pode usar morangos congelados.
Deite todos os ingredientes no copo e marque 1 min, vel 9.
Distribua a mistura pelas formas de gelado e deixe no congelador até que fiquem firmes.
Desenforme e vá passear. :)

tradicional

Triture todos os ingredientes e distribua a mistura pelas formas de gelado. Deixe no congelador até que fiquem firmes.
Desenforme e vá passear. :)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pão-de-Ló de Laranja e Coco. Para tardes felizes.

A ideia era juntarmo-nos para fazermos um bolo: eu, a Moira e a Pipoka. Mas entre a ideia e a sua concretização fizemos o bolo, sim, e conversámos, rimos, rimos muito e vimos o tempo voar. Enquanto bebericávamos chá e provávamos um paté delicioso e uns financiers surpreendentes, não é que os relógios teimaram em não parar? :) :)

O bolo foi facilmente escolhido, pois este pão-de-ló com que a Cherry participou no aniversário do Tertúlia prometia tantas coisas boas, que não iria escapar à saga das laranjas que tem varrido a minha cozinha.

Amanhã é dia do pai e para quem quiser adoçar a boca ao pai, faço minha a sugestão da Cherry: o pão-de-ló é muito, muito fofinho, recheando-o com frutas e chantilly, fica transformado em bolo de festa!

Ah, já disse que rimos muito? :) Afinal, para que é que servem as tardes de domingo?

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3 ovos
180g de açúcar
180ml de sumo de laranja
Raspa de ½ laranja
210g de farinha para bolos
1 colher sobremesa de fermento tipo royal

Para a calda:
1 chávena chá (240ml) de sumo de laranja
2 a 4 colheres sopa de açúcar, de acordo com a acidez da laranja (usei 2)
Coco ralado para polvilhar

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Forre com papel vegetal e unte com manteiga uma forma redonda de aprox. 24cm de diâmetro.

Coloque no copo a farinha e o fermento: 5 seg, vel 5. Retire e reserve.
Deite a casca fina de meia laranja no copo e pulverize-a com o açúcar na vel 9.
Insira a borboleta e os ovos e bata-os com o açúcar: 5 min, temp 37º, vel 3 + 3 min, vel 3.
Coloque a máquina a trabalhar na vel 2 e vá deitando pelo bucal a farinha e o sumo de laranja de forma intercalada, o que deve demorar uns 30 a 40 segundos (não deve bater demasiado tempo depois de juntar a farinha com o fermento).

Verta a massa na forma e leve ao forno pré-aquecido a 180º por aprox. 20 min. Teste se está assado inserindo um palito na massa, que deverá sair seco.

Enquanto arrefece um pouco, prepare a calda:
Deite no copo o sumo de laranja e o açúcar: 5 min, temp 100º, vel 1.
Fure o pão-de-ló com um palito ou um garfo e com o auxílio de uma colher vá humedecendo o bolo com a calda.
Faça isso aos poucos até que toda a calda seja absorvida.
Polvilhe com o coco ralado.
Se puder deixar descansar por algumas horas o resultado será melhor, mas não há a necessidade de fazer de véspera.

tradicional

Forre com papel vegetal e unte com manteiga uma forma redonda de aprox. 24cm de diâmetro.

Peneire a farinha junto com o fermento e reserve.
Na tigela da batedeira coloque os ovos inteiros, o açúcar e a raspa de meia laranja. Bata na velocidade alta até conseguir o triplo do volume, leva cerca de 10 a 15 minutos, dependendo da batedeira.
Retire a tigela da batedeira e vá acrescentando a farinha aos poucos, intercalando com o sumo de laranja, mexendo com um fouet ou com um dos batedores da batedeira.

Verta a massa na forma e leve ao forno pré-aquecido a 180º por aprox. 20 min. Teste se está assado inserindo um palito na massa, que deverá sair seco.

Enquanto arrefece um pouco, prepare a calda:

Leve ao lume o sumo de laranja e o açúcar. Deixe ferver por alguns minutos e desligue.
Fure o pão-de-ló com um palito ou um garfo e com o auxílio de uma colher vá humedecendo o bolo com a calda.
Faça isso aos poucos até que toda a calda seja absorvida.
Polvilhe com o coco ralado.
Se puder deixar descansar por algumas horas o resultado será melhor, mas não há a necessidade de fazer de véspera.
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Fonte – Adaptada a partir da receita do blogue Cozinha é Poesia, da Cherry Blossom.