sexta-feira, 30 de abril de 2010

Almendrados do Algarve - Bolinhos de Amêndoa

Já contei o que vi ao Sul, mas sendo este um blogue de culinária, não poderia deixar de partilhar as coisas boas que comi.
Entre revisitar paladares conhecidos e a descoberta de novos sabores, todas as refeições foram degustadas em pleno: mais dias houvesse para provar as muitas especialidades da gastronomia algarvia.

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A nossa primeira refeição foi no Restaurante Salinas, do Hotel Vila Galé Albacora.
Tivemos oportunidade de provar o menu com o qual o Chef João Santos participa no Festival de Gastronomia do Mar e de partilhar a mesa com os simpáticos membros da Confraria dos Gastrónomos do Algarve e Bruno Martins, director do hotel.
A ementa foi composta por uma entrada de “Polvo suado em chá de flor de laranjeira, com crepes de estupeta de atum”; seguido de “Duo de porco preto e barriga de atum com arroz de polvo”, e terminou numa sobremesa divinal, ”Azevias de batata doce com gemada de café”.
A refeição foi acompanhada com os vinhos Fuzeta e Quinta do Barranco Longo.

Ao jantar, rumámos a Cacela Velha, ao Restaurante O Costa.
Eu que sempre me esquivei a comer ostras, desta vez atrevi-me e provei-as a vapor. Bem frescas, o mar chegou-nos à mesa e trouxe umas lamejinhas para completar as entradas.
Seguiu-se uma cataplana de marisco e um arroz de lingueirão como nunca tinha provado – ou não fosse a primeira vez que comia! :) :)
Terminei com uma tarte de albarroba e assim foi mais uma refeição a recordar, com produtos frescos e bem regionais.

A Ver Tavira” come-se bem e não falta tempo para nos perdermos com na vista e na conversa.
A entrada combinou na perfeição dois dos ex-libris gastronómicos algarvios: o polvo de Santa Luzia e a batata-doce de Aljezur, duas coisas a que não resisto!
Seguiu-se um peito de frango recheado com morcela e açorda de amêijoas, ou bife de atum, omnipresente por estes lados.
Para finalizar, um coulant de alfarroba com molho de frutos silvestres e gelado de poejo. O que dizer: perfeito!
Para acompanhar, Cortello branco de 2008 e Cortello tinto de 2005.

À noite fomos provar as delícias do Restaurante Panorama, O Infante, na Praia Verde, onde fomos tão carinhosamente recebidas pelo senhor João Coelho.
Embaladas pela música do piano, como recusar provar todas os petiscos que nos foram sugeridos?
Nas entradas, salada de atum com cebola à moda do Algarve, salada de ovas, presunto e um soberbo polvo al ajillo.
Vieram ainda arroz de lingueirão, no ponto, e uma caldeirada de peixe e marisco que me farão voltar muitas vezes.
No fim, um pijama, um mix dos vários doces servidos no restaurante, que só não nos levou logo para a caminha, porque ainda houve uns resquícios de energia para irmos conhecer o Lollipop, mesmo ao lado, para mais uns minutos de conversa, sempre solta e divertida.
À refeição esteve na mesa um tinto Chaminé de 2007.

A refeição do adeus decorreu num dia solarengo e luminoso, no alpendre do restaurante Fonte da Pedra, em São Brás de Alportel.
Com um vinho tinto Cepa da Mata a fazer companhia, começámos com uma bela travessa de camarão, bacalhau assado com batatas, tornedó com chèvre e tarte de maçã com gelado - assim se comeu na serra algarvia antes de partirmos desenfreadas em direcção à estação.

Nos braços trouxemos uma cesta de produtos regionais para com eles prepararmos em casa pedacinhos de Algarve! :)

Tantos sabores, tantas memórias, tantas saudades…

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No workshop de massa de amêndoa, conhecida como maçapão, provámos também estes deliciosos bolinhos, preparados com os mesmo ingredientes e proporções, mas usando amêndoa com pele.
Os bolinhos vão ao forno e depois de se provar o primeiro, quem é que consegue parar?

E aqui ficam os que já fiz em casa, usando amêndoa algarvia. :)

Almendrados do Algarve - Bolinhos de Amêndoa

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Para 16 bolinhos:

250g de amêndoas (usei do Algarve),com pele
1 clara
75g açúcar em pó

Amêndoa laminada para decorar

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Aqueça o forno a 180ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.

Coloque o açúcar no copo e pulverize 10 seg, vel 9.
Junte as amêndoas com pele e reduza a farinha: 15 seg, vel 9.
Adicione a clara: 30 seg, vel 6.

Com uma colher de sobremesa retire porções de massa e forme bolinhas.
Disponha-as no tabuleiro espaçadas, achatando-as ligeiramente.
Se quiser, decore com uma lâmina de amêndoa.

Leve ao forno entre 10 a 12 minutos, sendo que ao retirar ainda estarão moles. Deixe arrefecer sobre uma grelha.

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Aqueça o forno a 180ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.

Pulverize o açúcar na picadora ou, se preferir, use açúcar em pó.
Reduza as amêndoas a farinha.
Misture a farinha de amêndoas com o açúcar e junte a clara, amassando até obter uma massa maleável e moldável.

Com uma colher de sobremesa retire porções de massa e forme bolinhas.
Disponha-as no tabuleiro espaçadas, achatando-as ligeiramente.
Se quiser, decore com uma lâmina de amêndoa.

Leve ao forno entre 10 a 12 minutos, sendo que ao retirar ainda estarão moles. Deixe arrefecer sobre uma grelha.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ao Sul, um Algarve de Outros Paladares…Parte II

No segundo dia do programa pelos Algarves, já sabíamos que não faltaria acção!
Começámos, como sempre, em boa companhia: a bordo dos jipes do Sr. António e do Sr. Eric, mergulhámos nas profundezas da Serra do Caldeirão e entre abanões e solavancos, foi um passeio repleto de emoções fortes!
Paisagens luminosas, explanações entre sobreiros, produção de aguardente de medronho, germinação de amêndoas – com tudo isto, não escasseou apetite para o almoço, logo depois de uma paragem para “matar o bicho”! :)

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E almoçámos literalmente “A Ver Tavira”. :)
A vista inspirou a criatividade, que logo depois foi chamada a soltar-se ali mesmo ao lado, num workshop de bolinhos de amêndoa, no Palácio da Galeria.
Com a simpática Maria da Cruz, colocámos as mãos na massa e não houve quem não se deliciasse com os tradicionais bolinhos algarvios, aqui feitos com a mestria de quem sabe e a vontade de aprender de quem está mais habituado a comê-los… :)
Morgadinhos, bolinhos, biscoitos e brigadeiros, tudo isto se prepara recorrendo às iguarias algarvias.

Lavadas as mãos e com umas caixinhas recheadas para mais tarde saborear, fomos passear pelas redondezas, espreitando aqui e acolá nas lojas gourmet com que nos cruzámos a caminho da Feira da Serra da Primavera.
Realiza-se anualmente no Jardim do Coreto, e já vai na 12ª edição, este mercado de artesanato, doces regionais, enchidos e compotas.
Oferta não falta! :)

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Depois de tudo isto, tivemos um jantar irrepreensível e ainda houve energias para um saltinho à discoteca Lollipop, mais não fosse para festejar a goleada do Benfica. :)

E eis que chegou o último dia deste nosso encontro, que só podia mesmo terminar em grande, com uma visita aos “Viveiros Monterosa”, em Moncarapacho.
Num frondoso olival, o Sr. Detlev von Rosen acompanhou-nos numa aula viva sobre a azeitona e produção artesanal de azeites, na procura de um produto de excelência e qualidade única como o que ali se consegue.
Nas variedades Maçanilha, Cobrançosa, Verdeal e Picual, os azeites extra virgem que lá provámos estarão certamente entre os melhores.

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Fotos da autoria da Margarida

E daqui fomos almoçar, já com os ponteiros do relógio a apontar a hora da partida.
Quer o carinho com que fui acolhida neste Algarve de novos sabores, quer a sintonia que se viveu entre todas nós, atiçaram tanto a vontade de ficar que pouco faltou para que o comboio partisse sem nós.

Não podia faltar aqui uma fotografia da pujante carrinha na qual calcorreamos em alegre converseta todos estes destinos:

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O brilho de tudo o que vivi nestes dias deveu-se também em grande parte à companhia das queridas amigas Margarida, Ana, Canela, Ameixinha, Carlota, Laranjinha, a Mónica e Pipoka, com as quais me continuo a sentir sentada neste banco florido, a desfrutar os sabores da serra algarvia.
:)

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ao Sul, um Algarve de Outros Paladares…

Para mim a palavra Algarve nunca mais significará o mesmo.
Dos postais cravados na minha memória de praias cheias, multidões, turismo de massas e artesanato banal, rasgou-se um manto verde de autenticidade, frescura, amizade e boa mesa.

A convite da Associação Sotavento Algarvio, rumei ao Algarve e voltei com ele.
Obrigada Margarida e Ana por me terem apresentado este paraíso desconhecido onde espero voltar muitas mais vezes, desde já através das inesquecíveis memórias que estas fotos aqui partilhadas evocam.
De mim ele já não sai!

A quem lê este post, espero que se entusiasmem com as sugestões que aqui deixo e não hesitem em mergulhar neste Sotavento surpreendente: tenho a certeza de que também voltarão mais ricos. :)

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Fomos recebidas no Hotel Rural Quinta do Marco, na freguesia de Sta. Catarina da Fonte do Bispo, a 6 km de Tavira.
Rodeadas de serra, flores e verde, instalámo-nos e sentimo-nos em casa, num abraço forte da serra que sentimos acolher-nos a todas.

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Depois de uma viagem de comboio rumo ao Sul e uma noite curta, mas bem dormida, as actividades foram inauguradas com um passeio de barco pelo Parque Natural da Ria Formosa. Fomos conduzidas e guiadas pelo simpático Ricardo Badalo e pelo Joaquim, da empresa “Passeios na Ria Formosa”.
Partimos da aldeia da Fuzeta e fomos à descoberta de praias naturais paradisíacas e da vida animal da Ria, sempre apoiadas em explicações sobre a flora e fauna locais.
Uma Ria cheia de estórias…

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Banhado de mar, no Algarve não poderia faltar abundante peixe fresco e variado - quem dera tê-lo aqui por Lisboa a tão bom preço. :)
Visitámos o Mercado de Olhão, constituído por dois edifícios do início do século XX, restaurados em 1998, destinados à comercialização de fruta, legumes, carne e peixe, acolhendo também inúmeras lojas que vendem produtos típicos da região.

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O almoço foi entre confrades, no restaurante Salinas do Hotel Vila Galé Albacora.
Este hotel nasceu da recuperação de um antigo arraial de pesca de atum, Arraial Ferreira Neto, o que contribuiu para as suas distintas características arquitectónicas e culturais.
Encontra-se inserido em pleno Parque Natural da Ria Formosa e na companhia do nosso guia, o Samuel, conhecemos algumas das particularidades que o distingue, como o museu e a capela que acolhe, pilares da ligação que preserva com a história daquele espaço.

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Nada melhor do que um passeio depois do almoço.
Esta zona é rica em espécies vegetais e animais, tendo sido ao longo dos séculos um autêntico pomar de sequeiro, com a alfarrobeira, amendoeira, oliveira e figueira, a base que historicamente constituía o sustento económico da população.
Em pleno barrocal algarvio, na sábia companhia do Sr. Coronel Rosa Pinto, fomos apresentadas às muitas plantas aromáticas, comestíveis ou medicinais que por lá abundam, infelizmente ainda sem a desejável divulgação e exploração.

Alecrim, funcho, rosmaninho, tomilho, poejo, esteva, tomilho de Creta, tudo isto foi visto, cheirado, explicado e até mesmo provado, numa degustação de chás oferecida pela empreendedora Dona Otília, em plena serra.
Inesquecível!

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Acabámos o dia em Cacela Velha, onde comi o fantástico arroz de lingueirão de que já tanto tinha ouvido falar.

Das comidas falarei mais tarde e como o post já vai longo, amanhã volto com mais!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pilaf de Bulgur com Salmão e Favas

Elas chegaram: é tempo de favas! :)

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Para 3 pessoas:

3 postas de salmão fresco
200g de bulgur
430g de favas descascadas
2 colheres sopa de coentros frescos picados
Sal e pimenta
3 colheres sopa de azeite
1,5 colher sopa de vinagre

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Coloque 800ml de água com uma pitada de sal no copo da bimby e introduza o cesto com o bulgur.
Tempere as favas com sal e o peixe com sal e pimenta e disponha-os na varoma (se usar maior quantidade, coloque o peixe no tabuleiro superior e as favas por baixo).
Monte a varoma sobre a tampa do copo e marque 25 min, temp varoma, vel 2 (se usar água já a ferver, marque apenas 15 minutos).
Retire o cesto com o bulgur, disponha a varoma e marque mais 5 min, temp varoma, vel 1.
Solte os grãos de bulgur com um garfo.

Retire as peles e espinhas ao salmão, separe-o em pedaços e misture-os numa taça com as favas, o bulgur e os coentros picados.
Faça uma vinagreta com o azeite e o vinagre, sal e pimenta e tempere.
Sirva de seguida.

tradicional

Coza o salmão, de preferência a vapor. Em alternativa, embrulhe-o em papel de alumínio e asse-o no forno previamente aquecido a 180ºC durante 15 minutos.

Entretanto, coza o trigo bulgur conforme as instruções da embalagem. Coza as favas em água fervente até que fiquem tenras.
Poderá cozinhar o bulgur e as favas a vapor, junto com o salmão, opção muito mais saudável, pois conserva o sabor e nutrientes dos alimentos.
Solte os grãos de bulgur com um garfo.

Retire as peles e espinhas ao salmão, separe-o em pedaços e misture-os numa taça com as favas, o bulgur e os coentros picados.
Faça uma vinagreta com o azeite e o vinagre, sal e pimenta e tempere.
Sirva de seguida.
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Nota:
- Para quem não conhece, bulgur é um tipo de trigo integral muito nutritivo, pois tem uma grande concentração de fibras, vitaminas e minerais, além de um baixo teor glicémico.
Vende-se em lojas de produtos biológicos e naturais.

Fonte – Receita adaptada a partir do livro “200 Receitas de Cozinha Saudável”, da Cara Hobday.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Noodles com Molho de Amendoim e Limão

Foi um fim-de-semana intenso, à descoberta de um Algarve diferente, longe do bulício turístico a que vulgarmente o associamos, calcorreando de lés-a-lés um sotavento até agora praticamente desconhecido.
A seu tempo virá um relato do que vi, do que conheci e do que saboreei.
Vim para casa uma pessoa rica. :)

E o que encontrei no regresso foi o tão desejado calor, sol e um jantar leve e rápido: este molho torna quaisquer noodles numa refeição fast-food gourmet! :)

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Para 2 pessoas

Molho:
80g de manteiga de amendoim
1 colher chá de molho de soja
1 dente de alho picadinho
120ml de sumo de limão – pode optar por sumo de lima, laranja ou vinagre
Tabasco ou flocos de piri-piri q.b
2 colheres chá de azeite
1 colher chá de água

Noodles
1 cenoura grande
1 curgete
Cogumelos frescos
2 dentes de alho
1 colher sopa de óleo de amendoim
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Para o molho, misture todos os ingredientes numa taça e misture bem até que se torne homogéneo.
Prove e acerte os temperos. Reserve.

Deixe os noodles repousarem em água a ferver durante o tempo indicado na embalagem.

Descasque a cenoura e corte-a em tiras finas de 4cm de comprimento.
Lave a curgete e corte-a da mesma forma.
Limpe os cogumelos com um pano húmido e corte-os às fatias.
Aqueça o óleo de amendoim num wok com os alhos esmagados.
Junte a cenoura, a curgete e os cogumelos e deixe cozinhar uns minutos, apenas até quebrarem.
Adicione o molho preparado e misture bem; adicione os noodles já escorridos, envolva tudo e sirva.
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Fonte – A receita do molho foi retirada do blog “Orangette”.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Torta de Ananás, Maçã e Hortela. Ou queijadinhas?

A combinação pareceu-me tão perfeita, que a versão torta de ananás, maçã e hortelã foi tão imediata como a do sumo de ontem.
Em vez da cenoura, aqui entra a laranja, ou não fosse esta receita uma evolução da que já aqui postei, a fabulosa torta de cenoura.

A verdade é que esta torta dava um filme!!
Ao final dos primeiros 25 minutos de cozedura, quando aparentemente já estava “no ponto”, preparei-me para a parte delicada do processo: desenformar e enrolar.
Pois bem, quando virei o tabuleiro, tchan! A massa estava toda líquida e desfez-se à minha frente.
Entre ir deitá-la no lixo ou levá-la de novo ao forno para ver o que dali sairia, não é que a segunda escolha se revelou acertada!
Lá foi cozer mais 20 minutos (provavelmente a água que se solta do ananás implica mesmo um maior tempo de cozedura) e à segunda tentativa foi de vez: desenformei, enrolei, deixei arrefecer muito bem e lá foi a torta para a torteira.

Há hora a que publico este post, estarei no Alfa a caminho dos Algarves, em muito boa companhia e provavelmente de queijada de ananás e hortelã na mão!
É que com a receita que aqui vos deixo, fiz um tabuleiro de torta mais pequeno que o habitual e da restante massa nasceram queijadinhas.
Para adoçar a conversa durante a viagem… :)
O comboio já partiu! :)

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400g de ananás natural
200g de maçã (usei maçã brava)
10 folhinhas de hortelã
220g de açúcar
4 ovos
Sumo e raspa de 1/2 laranja
4 colheres sopa de farinha
1 colher de chá de fermento em pó

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Descasque as maçãs, corte-as em pedaços e deite no cesto da bimby juntamente com o ananás tb sem casca, cortado em pedaços, e as folhas de hortelã.
Coloque 800g de água no copo, introduza o cesto e programe 15 min, temp 100º, vel 3.
Escorra a água e reduza tudo a puré triturando uns segundos na vel 5-7-9.
Junte o açúcar, os ovos inteiros, a raspa e o sumo da laranja e misture 5 min, vel 3.
Acrescente a farinha e o fermento e marque 15 seg, vel 4.

Deite o preparado num tabuleiro forrado com papel vegetal e untado com margarina.
Coza em forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos.

Desenforme a torta ainda quente sobre um pano polvilhado com bastante açúcar. Retire o papel vegetal com que havia forrado a forma e enrole delicadamente com a ajuda do pano. (em vez de um pano, prefiro usar um pedaço de papel vegetal).
Deixe arrefecer e coloque numa tarteira.

tradicional

Descasque as maçãs e corte-as em pedaços. e deite no cesto da bimby Tire a casca do ananás, corte-o em pedaços e coza-o com as maçãs e as folhas de hortelã.
Escorra a água e reduza tudo a puré.
Junte o açúcar, os ovos inteiros, a raspa e o sumo da laranja e bata bem.
Acrescente a farinha e o fermento e e junte ao preparado. Misture bem.

Deite o preparado num tabuleiro forrado com papel vegetal e untado com margarina.
Coza em forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos.

Desenforme a torta ainda quente sobre um pano polvilhado com bastante açúcar. Retire o papel vegetal com que havia forrado a forma e enrole delicadamente com a ajuda do pano. (em vez de um pano, prefiro usar um pedaço de papel vegetal).
Deixe arrefecer e coloque numa tarteira.

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Notas:

- Usando um tabuleiro mais pequeno de 20cm x 20cm, deu para fazer ainda 6 queijadinhas com esta dose de massa.
Se quiser usar a massa toda na torta, use uma forma de 20cm por 30cm.

- Para cozer as queijadas só são necessários 30 minutos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Néctar de Ananás, Maçã, Cenoura e Hortelã

Se ao ouvir esta combinação de ingredientes pensei que devia resultar muito bem, ao bebê-la confirmou-se: o ananás, a maçã, a cenoura e a hortelã nasceram para ir parar juntos a um copo! :)
Amiga Pi, só tive pena de não poder partilhar o sumo contigo!

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1 rodela de ananás natural
1 maçã com casca
1/3 de cenoura
3 folhinhas de hortelã
4 pedras de gelo
Açúcar a gosto
Água – usei 240ml
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Coloque no copo o ananás, a maçã, a cenoura descascada e em pedaços, a hortelã, o açúcar, o gelo e a água: 2 min, vel 9.
Acerte a consistência juntando mais água se necessário e marque 20 seg, vel 4.

Sirva de imediato.

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Triture no liquidificador o ananás, a maçã, a cenoura descascada e em pedaços, a hortelã, o açúcar, o gelo e a água.
Acerte a consistência juntando mais água se necessário.

Sirva de imediato.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Galette au Chou

Se há blog que nunca desilude é o da amiga Canela. :)
Receita após receita, sempre que experimento alguma coisa sei que vem com selo de qualidade.
Deve ser daquelas fotos lindas: inspiram-nos! Por isso do computador para as nossas mesas, o resultado é sempre garantido. Delicioso! :)

Aqui fica mais uma, simples e saudável, mesmo como gostamos cá em casa.

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Para 6 pessoas:

2 colheres de sopa de azeite
½ couve (sabóia, verde, branca)- usei 400g de couve branca
2 ovos
200g de bacon em pedaços (usei 100g bacon + 100g chouriço)
3 chalotas finamente picadas
3 dentes de alho picados
Salsa picada qb
200g de farinha
250ml de leite
Sal
Pimenta preta moída na altura

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Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma forma de tarte com o azeite e coloque-a no forno.

Corte a couve em quartos, coloque-a no copo e marque 7 seg, vel 4.
Coloque a couve numa taça, cubra-a com água a ferver e deixe repousar por 10 minutos. Então escorra bem e misture com o bacon.

Deite as chalotas no copo com a salsa, o chouriço sem pele e os alhos e pique 3 seg, vel 5. Tempere com sal e pimenta.
Adicione o leite, os ovos e marque 2 seg, vel 5.
Por fim junte a farinha e misture na vel 3.

Nesta altura retire a forma de tarte do forno e verta metade da massa para dentro. Coloque a couve misturada com o bacon por cima e termine com o resto da massa.
Leve ao forno 35 minutos até ficar dourada.
Sirva quente ou morna.

tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma forma de tarte com o azeite e coloque-a no forno.

Corte a couve pedaços, coloque-a numa taça, cubra-a com água a ferver e deixe repousar por 10 minutos. Então escorra bem e misture com o bacon.

Numa tigela bata os ovos com as chalotas picadas, junte o alho e a salsa picada e tempere com sal e pimenta. Retire a pele ao chouriço, pique-o bem miúdo e junte. Incorpore o leite e a farinha e misture tudo até obter uma massa homogénea.

Nesta altura retire a forma de tarte do forno e verta metade da massa para dentro. Coloque a couve misturada com o bacon por cima e termine com o resto da massa.
Leve ao forno 35 minutos até ficar dourada.
Sirva quente ou morna.
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Fonte – Receita do livro “Recettes de famille” ,de J.Harris e F.Warde, retirada do blog “Sabores de Canela”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Frango à Maricas

Na simplicidade é que está o ganho. E na cozinha, o sabor!
Esta é uma regra de ouro e brilha ainda mais pelo pouco trabalho que naturalmente implica.

Frango + limão, nunca nos deixam na mão. :)

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1 frango inteiro
Cebola, cenoura e batatas
Azeite
Sal e pimenta
Limão
Alho e ervas frescas – opcional
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Aqueça o forno a 230ºC.

Descasque os vegetais e corte as cebolas e batatas em gomos e as cenouras em tiras. Distribua-os num tabuleiro de forno de modo a que formem uma camada que sirva de cama ao frango. Tempere com sal e pimenta.

Seque bom o frango por dentro e também no interior com papel de cozinha e besunte-o com azeite.
Tempere com sal e pimenta, também no interior da cavidade. Encha-a com limões partidos ao meio, dentes de alho inteiros e ervas frescas.

Coloque o frango com o peito para cima sobre a camada de vegetais e leve a assar no forno a 200ºC por 1 hora a 1h30.

A carne estará cozinhada quando o seu interior estiver a 80ºC e o exterior tostadinho.

Corte o frango em pedaços e sirva com as batatas e os legumes.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bolo de Ananás e Coco - Piñacolada para comer!

Era suposto que por esta altura ananás e coco fossem sinónimos de frescura e calor.
Mas com o regresso da chuva e do frio, a dupla mantém-se, mas dentro de casa, sob a forma de um bolinho para beber com chá.
Uma piñacolada versão bolo, para um lanche a evocar os sabores tropicais. :)

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260g de farinha
1 colher chá de fermento
1/2 colher chá de sal
200g de ananás de conserva
1 lata de leite evaporado
180g de açúcar amarelo
2 ovos
150g de manteiga
50g de coco ralado

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Aqueça o forno a 180ºC.
Unte e polvilhe de farinha uma forma de buraco.

Deite a farinha, o coco, o fermento e o sal no copo: 5 seg, vel 5. Reserve.
Coloque o ananás no copo e triture 10 seg, vel 5. Reserve.
Sem lavar, bata os ovos e a manteiga: 3 min, vel 4.
Junte o açúcar e o leite evaporado: 3 min, vel 4.
Adicione a farinha reservada: 5 seg, vel 3.
Por fim, junta-se o ananás triturado: 5 seg, vel 3 e acabe de envolver com a espátula, se necessário.

Deite a massa na forma e leve ao forno 30 minutos, até que ao espetar um palito este saia seco.
Decorei com açúcar em pó.

tradicional

Aqueça o forno a 180ºC.
Unte e polvilhe de farinha uma forma de buraco.

Peneira a farinha, o fermento e o sal para uma taça e reserve.
Triture o ananás. Reserve.
Bata os ovos e a manteiga até obter uma mistura homogénea.
Junte o leite evaporado e o açúcar e bata mais uns minutos.
Adicione a farinha reservada e envolva numa velocidade baixa.
Por fim, junta-se o coco e o ananás triturado e mistura-se apenas.

Deite a massa na forma e leve ao forno 30 minutos, até que ao espetar um palito este saia seco.
Decorei com açúcar em pó.